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Até a Administração de Empresas como carreira requer “saber escolher”

http://www.administradores.com.br/informe-se/noticias-academicas/lavando-a-roupa-suja-da-administracao/50209/#.TtZuIs-ffRg.email

O link acima me provou sobremaneira para estes comentários. Primeiro porque achei o artigo apropriado e bem colocado em especial quando milhares de pessoas estão em fase de vestibular e podem perfeitamente precisar revisar escolhas dentro de alguns meses. A evasão das universidades por má escolha entre 1o e 2o anos chega a 30% e isto dito por um diretor de uma das grandes, particulares.

Para as Universidades particulares isso não é problema, pois os alunos em geral mudam de curso na tentativa e erro e ao invés de ficar de 4 a 5 para graduação , ficam até 8 ou 9 anos. ( e não estou falando do profissionais de 29 anos que fazem FUVEST pela 2a vez para ficar na liderança de invasões de reitorias …).

Outro motivo para esta colocação, mas em total contraponto às recomendações prudentes do 1o link você encontrará no Blog do Prof Kanitz, abaixo, no artigo ” Você não entende nada de administração ” e com todo o respeito que tenho pelo mestre admito seu radicalismo e exagero quando defende posições em favor da classe que representa.

http://blog.kanitz.com.br/

Mas então porque tanta discussão para um curso que já foi chamado de Bom Bril, que foi cancelado no século passado e que hoje infelizmente exige até de recém formados com CRA na mão, um MBA que complemente o que não foi visto na academia no curso de graduação normal como já foi no passado?

Parte da explicação vem da decadência da qualidade do ensino no Brasil que não exime as Universidades deste processo. Parte vem da qualidade dos alunos que entram no 3o grau com uma base tão fraca do fundamental e secundário que o nível precisa cair sob pena de inviabilizar o seguimento do curso para a maioria. Exceção sempre serão os cursos de graduação mais disputados que no processo seletivo seja de ensino publico ou particular seleciona naturalmente os melhores em termos de preparo, conhecimento básico e conteúdo. Infelizmente não consegue peneirar por educação, vontade de aprender, vontade de trabalhar, ética e outros atributos que alguns consideram como educação básica, mas que deve vir de casa, pois esperar da escola é no mínimo uma utopia ingênua.

De qualquer modo as escolhas de carreiras profissionais podem e devem ser tratadas com mais cuidado desde a época da inscrição dos vestibulares, mesmo que depois de um equívoco na 1a escolha e fundamental que seja tratada adequadamente depois de graduado e no mercado de trabalho, ao menos para permitir alguma satisfação e realização no que será o seu trabalho, a possibilidade da paixão pela profissão e pelas atividades que exerce e, portanto a componente fundamental da intensidade com que se exerce a profissão e suas atividades como forma de continuo aperfeiçoamento de competências, habilidades e conhecimentos para a vida e para o trabalho.

Marcos da Cunha Ribeiro

 
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Publicado por em 30/11/2011 em Administração, Geral

 

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PORQUE A ALTERNATIVA DE EMPREENDER

Texto originalmente publicado como Newsletter da Carpsi em www.carpsi.com.br

Porque a alternativa de empreender

Marcos da Cunha Ribeiro

Cada vez mais se ouve falar de empreendedorismo, que o brasileiro tem um espírito empreendedor e que empreender é melhor do que ser empregado de alguma empresa.

Inegavelmente existem diversos bons argumentos para sustentar cada uma das posições citadas e inegavelmente também existem outros tantos bons argumentos para contradizê-las. Mas porque então levantar esta questão?

Porque por muitos anos depois do desenvolvimento dos mercados de trabalho no Brasil a partir da 2ª metade do século passado, houve certo esquecimento e acompanhado de acomodação quanto ao processo de empreender ao invés de empregar.

Esse movimento talvez possa ter acontecido em função da disponibilidade de oportunidades, uma vez que a noção da estabilidade que o emprego apresentava frente à alternativa do emprego no setor privado crescente, ou talvez   pelo processo natural de aversão aos riscos num momento em que o país apresentou uma economia inflacionária perversa, marcada pelo alto custo de capital e pela baixa disponibilidade de crédito – sempre atuante no contexto brasileiro -agravadas a partir dos anos 70 até o advento do plano real e seu posterior sucesso no controle da inflação.

Não foi por coincidência que as iniciativas de empreendimento nos últimos anos sempre foram ligadas a atividades de comércio, de preferência com baixo nível de formalidade, ou de serviços e em especial na área de consultoria.

Felizmente, a realidade do país e de sua conjuntura transformou-se fortemente  a partir da década de 80  e o  empreendimento ou o ato de empreender passaram a ter nova atenção da mídia, das academias e dos gurus do mercado. Pena que por conta disso não é permitido à opinião pública uma visão completa e realista desta transformação, ao contrário, firmamos mais um item do famigerado conhecimento convencional.

O recente ingresso da nova classe média ascendente, o consumo em alta e o quase pleno emprego que vivemos no Brasil nos últimos meses e que vamos ainda viver por mais alguns anos, pelo menos, certamente tem sido mais um impulso importante para a atração das atenções de muitos brasileiros para o sonho de ter seu negócio próprio.

Oferta de crédito a custo razoável para os padrões brasileiros, simplificação da burocracia e custos de abertura de empresas, seja pelo Simples (Empresa limitada regida pelo lucro presumido), ME (micro empresa) ou a mais recente inovação governamental, a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (lei 12441/2011), tem sido mais alguns dos fortes motivadores para a escolha de empreender.

Mas e o indivíduo e sua escolha? Como fazê-lo de forma adequada e satisfatória no longo prazo, como fazer do empreendimento uma carreira e um plano de vida sustentado por um negócio próprio?

A quem diga que empreender requer uma vocação e, portanto somente os vocacionados teriam melhores chances de sucesso. Mas há também quem diga que qualquer pessoa com muita vontade, muito trabalho e muito esforço será bem sucedida em seu empreendimento, portanto, há controvérsias.

Em geral as histórias de sucesso permeiam a mídia, a literatura especializada e também os famosos cases estudados nas faculdades e MBAs da vida. Infelizmente pouco se fala das histórias de insucesso, frustração, perdas econômico-financeiras ou decepções curáveis somente com muito tempo e outros custos.

Vez por outra sabemos, pelas poucas estatísticas existentes, que 80% dos novos empreendimentos fracassam antes de completar seu 2º ano de vida. Índice renitente e bastante alto e que merece uma avaliação mais profunda a respeito das raizes deste infortúnio para, a partir deste ponto poder pensar sobre a possibilidade se inclusão em grades e currículos dentro do programa de uma cadeira que trate adequadamente desta alternativa de geração de trabalho, riqueza para a economia e de auto-realização para o indivíduo.

Entendo e apoio as iniciativas das diversas faculdades de administração ou engenharia com suas áreas extracurriculares que incluem incubadoras de empresas, empresas juniores e outras iniciativas. (visite www.endeavor.org.br ou www.santanderempreendedor.com.br, por exemplo).

Ser empreendedor implica em, com ou sem vocação, ter desenvolvidas um conjunto de competências específicas que sem elas o risco e chance de insucesso são muito grandes. Este conjunto de competências pode ser ampliado conforme a visão do avaliador e do avaliado, mas existe um consenso razoável quanto a algumas que seriam essenciais, entre elas: visão estratégica e de contexto, gestão de demandas, flexibilidade, acompanhamento e controle, intensidade de trabalho, gestão da inovação e ambição (no sentido de auto motivação).

Podemos acrescentar ainda a persistência e perseverança como qualidades de perfil desejado. Se competências podem ser desenvolvidas a qualquer tempo desde que suportadas por autoconhecimento e um bom plano de autodesenvolvimento, qualquer pessoa com vontade de fato pode se desenvolver para empreendimentos.

Um fato interessante para ser considerado é que atualmente boa parte das corporações procura para seus colaboradores e líderes características de empreendedores a ponto de serem já chamados de empreendedores corporativos. De fato procuram um conjunto de características de perfil e competências para que exerçam nas corporações atividades com desempenho de empreendedores. Ou seja , comportamentos e atitudes observáveis que demonstrem claramente que gostam do que fazem, tem controle total da decisão e implementação, auto gerenciados e, portanto altamente comprometidos com os objetivos e seu trabalho. Esses empreendedores olham para a empresa como se fosse seu próprio negocio alem de apresentar proatividade, iniciativa e dedicação superior. Se, portanto saber empreender passa a ser uma competência corporativa desejada e desejável como parte da estratégia de recursos humanos, o que dizer então daquele que se aventura em uma iniciativa de empreender seu próprio negócio.

Uma possível conclusão que não pretende esgotar a discussão do tema seria que: os conhecimentos para um empreendedor podem e devem estar disponíveis nas diversas formações formais seja a mais generalista como a administração, seja nas mais especialistas como as diversas graduações técnicas da engenharia, finanças entre tantas. Porem, é imprescindível acrescentar a experiência em gestão (ou considerar o custo e risco do aprendizado pela tentativa e erro) e um desenvolvimento consciente das competências essenciais para o desempenho gerencial com sucesso, neste caso competência como conjunto de habilidades, comportamentos, praticas e conhecimentos que se possam observar nas entregas que certamente deverão existir, portanto,  empreender é preciso, seja na organização corporativa , seja para desenvolver um negócio próprio. É uma alternativa de carreira que deve ser considerada; se empreendedor corporativo como forma de acelerar carreira e sucesso de realização e fundamentalmente como fator diferencial de entrega de resultado e, portanto de progresso profissional na organização; se empreendedor para negócio próprio como decisão consciente de realizar o sonho e objetivo de implementar uma empresa de sucesso e existência sustentável mas partindo da premissa de que não basta querer mas também aplicar o esforço em se desenvolver como empresário alem de executivo.

Por fim, empreendedorismo não é uma cadeira universitária ou uma matéria de faculdade. Empreendedorismo diz respeito ao conjunto enorme de conhecimentos multidisciplinares atrelados a um conjunto mínimo de competências, habilidades e comportamentos que, em sua intrincada intersecção, podem resultar no empreendimento bem sucedido em qualquer contexto e conjuntura.

Boa Sorte aos que escolherem empreendedorismo como carreira e forma de prosperar.

Marcos C. Ribeiro

Agosto de 2011

 
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Publicado por em 30/11/2011 em Administração

 

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