RSS

Arquivo mensal: dezembro 2013

2013 in review

O Resumo do Worldpress Notaslivres é uma homenagem aos meus amigos leitores e visitantes. Muito obrigado pelo apoio.

Até 2014 !

 

Marcos

Here’s an excerpt:

A San Francisco cable car holds 60 people. This blog was viewed about 1,500 times in 2013. If it were a cable car, it would take about 25 trips to carry that many people.

Click here to see the complete report.

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 31/12/2013 em Geral

 

TUDO NESTE MUNDO TEM SEU TEMPO ! TEMPO DE NATAL E TEMPO DE ANO NOVO !

Há alguns anos,  escolhi o texto de Eclesiastes capitulo 3 para falar a toda a equipe de Vendas Brasil, num evento histórico , em Angra dos Reis,  cujo nome foi Quarup. Neste evento um TEAL memorável de uma Escola de Samba com enredo e tudo . Procurei e não encontrei as notas de tal evento. Uma pena!  Não vou conseguir lembrar mas o cerne da mensagem é tão eterna quanto o texto dos sábios judeus, de antes de Cristo, já falaram :

Tudo neste mundo tem seu tempo; cada coisa tem sua ocasião. Há tempo de nascer e tempo de morrer; Tempo de plantar e tempo de arrancar; ….tempo de ficar triste e tempo de alegrar; …tempo de abraçar e tempo de afastar; ..tempo de ficar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de odiar; …O que a pessoa ganha com todo o seu trabalho?; Eu tenho visto  todo o trabalho que Deus dá as pessoas para que fiquem ocupadas; …porem não nos deixe compreender completamente o que Ele faz; Então entendi que nesta vida tudo o que a pessoa pode fazer é tentar ser feliz e viver o melhor que puder. Todos nós devemos comer e beber e aproveitar bem aquilo que ganhamos com nosso trabalho. Isso é um presente de Deus.

Este foi o texto com que começamos a conversar sobre o final de uma no difícil, mas com vitórias e que se o ano que se avizinhava era temeroso e preocupante, também deveríamos coloca-lo no seu devido tempo.

Pois bem, em um texto recente que meu pai escreveu sobre o Natal ele considerou também que cada ocasião tem suas coisas e cada coisa tem sua ocasião para lembrar o Natal em seu contexto de nossas reflexões de hoje. (espero sinceramente que ainda tenhamos tempo para estas reflexões!). Fiz imediata ligação com Eclesiastes 3 . !

Mas até hoje eu estava meio travado e sem nenhuma inspiração para compartilhar algo sobre o Natal e o Ano Novo.

Pensei de novo no tema do nosso Quarup de 2006? Ou terá sido 2005? Ou mesmo 2003? O tempo Cronos não importa muito agora porque falar de Natal e falar de um Novo Ano a cada Ano é transcendente, metafísico! Espiritual! Eterno! Kairós!!!

Veio a nova aliança com a humanidade! Se é nova é porque a velha teve algum problema. Sim teve seus problemas. A humanidade era mais ampla, desde então, e não se mantinha circunscrita, mais,  na Mesopotâmia. Pelo menos isso. E já é bastante!

Mas veio a Nova Aliança e nesta o nascimento de um pequeno palestino, verdadeira Homem e verdadeiramente Deus. Que paradoxo?! Sim o Filho do Homem habitou entre nós e fez de todas as velhas coisas ultrapassadas e novas de imediato. Amor ao Próximo, a Verdade que Liberta, o perdão como essência da convivência, e no fim um grande inimigo, feito amigo, disse: no fim permanecem a Fé, a esperança e o Amor, porém o maior destes é o Amor . Porque Deus é Amor! Amor é essencial. Mas Deus é eterno, seu tempo é Kairós, o Amor é eterno e não somente enquanto dure! Duro é o nosso coração, este mesmo Deus feito homem, Jesus disse a respeito do desamor ou do rompimento deste amor. Isso ´so existia por conta da dureza de nossos corações! Evangelho de João capitulo 1, versos 1 e 14 , para hoje!

Mas se o Amor é eterno porque Deus é amor e Deus é eterno, então devemos saber porque o maior deste é o Amor ! Porque o Natal é Amor! e porque o Amor é o começo e o fim , o Alfa e o Ômega!

Porque se a Fé nos move a cada dia desde as promessas a Abraão, a primeira Aliança, com a segunda aliança, o Deus encarnado, o Emanuel, temos a esperança de que todas as promessas seculares podem ser possíveis. Pela Fé acreditamos, na Esperança esperamos. Evangelho de João capitulo 5 e versos de 24 a 26 e depois Carta Aos Coríntios 13.

E, portanto como fica isso no tempo? No Cronos só podemos entender a passagem pela morte de nosso ser como conhecemos. Carne, osso e líquidos! Do pó ao pó, como nos enterros dos filmes de Far West!

Sim, nos tempos modernos, virtuais, cibernéticos, cósmicos, quânticos, o eterno é que prevalece! Pelo Amor incondicional, promessa feita e até onde sabemos, enquanto vivos nesta terra. Cumprida! Não importa a forma! Se onda ou se partícula! Se na dimensão d tempo e espaço conhecidas ou se não dimensão da relatividade completa! Importa que a eternidade quer dizer no senso de nossa alma , de nosso espírito, a imortalidade !

Natal, portanto é o início da percepção da imortalidade! Da Eternidade! Do Amor eterno!

Se assim é , a cada ano que completamos em nossas labutas, só podemos entender que nossas realizações e nossas frustrações são tão efêmeras quanto são nossas vidas na dimensão da Eternidade.

Assim sendo que o Novo Ano seja leve, completo, realizante e realizador para sua vida e para tudo que há ao seu redor. Que o próximo perceba isso! Que seus queridos percebam isso! Que seus colegas de trabalho percebam isso!

Natal e Ano Novo tem seu tempo! O tempo é de esperança e Amor! Natal é Amor e Ano Novo a esperança renovada a cada ano !

Há tempo para Natal e para cada Novo Ano, há tempo para Cristo em nossas vidas, há tempo para termos tempo na esperança de nossa eternidade!

“Se você tem ouvidos para ouvir, então ouçam!”

Feliz Natal e um próspero Ano Novo! Até nossa eternidade!

Marcos da Cunha Ribeiro

Dezembro de 2013

 
2 Comentários

Publicado por em 24/12/2013 em Filosofia, Geral, Pessoal

 

Tags: , ,

DIA 11 DE DEZEMBRO – DIA DO ENGENHEIRO !

Caros Engenheiros do Brasil ,

Ainda não completamos as 24 horas do dia 11 de dezembro.

Eu ia deixar passar, mas de momento me ocorreu que seria uma injustiça com meus colegas e comigo mesmo. Deixar passar em branco esta data sem uma reflexão que me ocorreu mais de uma vez, mas quem sabe hoje de forma mais forte!

Há duas semanas comemoramos 35 anos da turma Mack Mec. 78  e sem falhas nestes 35 anos pudemos não só reafirmar o espírito Mackenzista de ser mas repetir com orgulho “ uma vez Mackenzista , sempre Mackenzista !”

Primeiro que espero seja entendida como uma homenagem à todos os colegas graduados em engenharia , exercendo ou não esta profissão tão especial em qualquer rincão do Brasil !

Também como homenagem a quem quer que tenha sido influenciador do currículo e grade de graduação deste bacharelado , como se dizia nos bons tempos , em especial aos que mais influenciaram esta formação depois que o engenheiro deixou de ser um profissional liberal, exclusivamente, mas passou a ser um profissional que na organização industrial (e depois dos anos 60 financeira).

Colaborou e empreendeu de forma a dar a estas organizações oportunidades de desenvolvimento, crescimento, evolução, e por muitas vezes de liderança, por conta de uma formação, competências desenvolvidas e conhecimentos duramente adquiridos que fizeram e ainda fazem a diferença, com o maior respeito, aos demais colegas de outras formações.

Lembrei-me da nossa data este ano de forma tardia. Mas ainda a tempo, pois vou postar antes da meia noite!

Mas a maior inspiração para estes pensamentos podem ter vindo de bons exemplos de nossa vida e geração de engenheiros? Não vou nominá-los todos pois certamente serei injusto ! Mas nossos professores da Escola de Engenharia Mackenzie ( como era de fato seu nome até forças maiores mudarem a memória e a honra ?) , nossos mestres , nosso paraninfo ( falo agora em nome da turma de Engenharia Mecânica Mackenzie 1978 ) ou os mestre de nosso colegas da Poli , FEI , Mauá , FESP ,Mogi e tantas outras ? Bem alguns nomes aqui vão ficar como minha homenagem pessoal, ainda que corra o risco de falha com alguém, mas Waclaw  Cywinsky (acertei da ortografia ?) Hélio Nanni , Kock , Nietto, Mirshawka , e tantos outros !! Ou de outros nomes mais públicos e tão memoráveis  como Dr Antonio Hermínio de Morais, J.  Gerdau, Dr Olavo Setúbal, Figueiredo Ferraz, Ramos de Azevedo, irmãos Mendonça de Barros e tantos outros.

Se eu pensar em engenheiros que mais influenciaram minha vida a ponto de me tornar engenheiro em meio a muitos dentistas ( que em parte são engenheiros entre tantas pontes, pilares e vigas em balanço ?!) só posso lembrar dos primos e amigos que me antecederam nas escolhas , na produção de vidro , ar condicionado, sistemas de acionamentos e até especialistas em concreto . Sim me antecederam mas me aconselharam : Marcos , se você quer uma carreira de crescimento e sucesso vá para produção , manufatura , fábrica ! Chão de fábrica! Fui e não posso nem me arrepender e nem deixar de agradecer. Nunca fui do perfil de cálculos e pranchetas, ou mesmo de pura academia e pesquisa! Sim, minha possibilidade de estar com pessoas, viver as complexidades não cartesianas, experimentar as forças intangíveis da política me levava para a produção e para o ambiente industrial como base.

Mas hoje me vejo como especialista em Marketing Industrial ( finalmente entendido como Marketing do B2B) e me vejo cercado de amigos de formação de engenheiro.

O que tem o engenheiro que o faz eclético na área de administração, do marketing ou mesmo da gestão de pessoas? ( meus grandes mestres J.C.T Moreira e  L.C. Cabrera são engenheiros!)

O que me impressiona até hoje quando vejo e ouço, engenheiros músicos ( e não sei se Engenheiros do Havaí são  engenheiros !!), mas vejo exemplos como Carlos Godoy , Carlos Alfredo , Luiz Antonio R Pinto, e tantos outros que enriqueceram a engenharia com a sensibilidade ( e não a métrica! ) da música, é que a engenharia não é puramente cartesiana como muitos ainda pensam.

Sim, talvez eu seja de um tempo onde os doutores eram sempre médicos ou advogados. Sem nenhum demérito, mas por quê? e a carreira de engenheiro que seguiu a necessidade do desenvolvimento da infraestrutura , da manufatura de escala , da sofisticação da eletroeletrônica , entre outros , éramos a 3ª via ? Realmente a 3ª via!

Hoje somos minoria. Somos menos do que 50 % da necessidade do país. Somos de fato 37 mil vagas que após vestibular se tornam 27 mil alunos e ao final de 5 anos de formação somos menos do que sete mil engenheiros para uma demanda média anual do nosso país de 10 a 12 mil novos engenheiros por ano. Triste estatística para quem pretende crescimento de PIB acima de 2% !!

Somos então ou uma “mercadoria” em extinção, ou somos um grupo de pessoas com aptidões e conhecimento em declínio demográfico?

Somos poucos porque somos os que sobrevivem aos 5 anos mais desafiadores e difíceis de uma Universidade da área de exatas ( é bom separar as áreas para não ferir suscetibilidades !) em tempos onde , infelizmente , e na maioria das vezes , privilegiam ao objetivo de maior retorno com o menor esforço ! Ou sempre os melhores resultados a qualquer custo, por qualquer meio, e no mais curto prazo!

Definitivamente a data é memorável e digna de lembrança!

Os profissionais que na engenharia se formam, para as mais diversas contribuições de serviços e trabalhos ( projetos) para o sociedade merecem meus respeitos! Homenagens, porque sou privilegiado de ser um engenheiro, eclético, músico e companheiro de outros engenheiros, ( engenheiros que se formaram médicos , advogados e financeiros também ) que muito me honram pela companhia na formação e no reconhecimento de nossa base de formação que tem sido um dos alicerces para a sociedade brasileira, apesar de tantos terrenos lodosos a que somos expostos todos os dias de nossas vidas ! ( estabilidade de estruturas é uma das grandes ameaças dos dias de hoje !)

Deus dê graça e atenção aos engenheiros neste dia!

Que as estruturas de nossa sociedade de hoje e do futuro tenham seus cálculos suportados por engenheiros competentes.

Que nossa economia, ao invés de corporativismos fátuos, possa criar as sinergias necessárias entre engenheiros, administradores e economistas para a prosperidade da sociedade ser de fato uma possibilidade ampla, geral e irrestrita.

 

Abraços aos engenheiros deste país!

 

Marcos C Ribeiro

 
Deixe um comentário

Publicado por em 11/12/2013 em Contexto, Geral, Pessoal

 

Tags: , , ,

CARREIRAS E SUAS COMPLEXIDADES MAL TRATADAS

Quando se analisa carreiras todos esperam de suas empresas, ou empregadores, um plano de carreira. Ledo engano….

Não existe o plano de carreira, como se pensava, há muito tempo. Existem sim eixos de carreira, nas empresas, e estas podem  identificar o executivo como um potencial importante para desenvolvimento e desejar que ele prossiga sua vida nesta empresa em um destes eixos.
Os eixos em geral são de administração (certo ou errado inclua-se TI), comercial (vendas e marketing), manufatura (industrial ) e no caso de empresas com produtos e tecnologias o eixo técnico bem definido e com boa ênfase em P&D .
Ocorre que no percurso de uma carreira se almeja progresso profissional e este em geral está implícito em cargos de maior responsabilidade, ou no caso da carreira técnica , maior especialização e em algum ponto gerenciamento de equipes.
O crescimento da responsabilidade da função pode e deve estar acompanhado de autonomia e capacidade de tomada de decisão e a partir de cargos de diretoria em geral entram como componentes de complexidade a visão estratégica e a visão ampla e integrada do Business.
Neste ponto é que deixo a questão para reflexão :
A complexidade crescente que faz dos diretores e vice presidentes até os CEOs, COOs, CFOs cargos de grande importância e responsabilidade exigindo bagagem , competências bem desenvolvidas , experiências de sucessos e até , porque não , alguns insucessos que contaram no aprendizado, tem pontos que infelizmente passam ao largo do desenvolvimento das carreiras e podem cedo ou tarde trazer riscos e soluções de continuidade indesejados . São eles:
1. Ambiguidades
2. Contradições
3. Paradoxos

Com o maior cargo e maior responsabilidade, na alta direção, reportando para Cs ou para Conselhos crescem também estas complexidades que devem ser foco de atenção.

Estas complexidades acima citadas em geral são geradas por incoerências entre discurso e prática; ou por valores escritos mas esquecidos ; ou  propósitos, causas, ou missões publicadas, mas não comunicadas , a ponto de não se ter colaboradores aderentes, comprometidos e compartilhando desta visão de futuro que também pode e deve ser alinhada com os valores e propósitos de vida individuais.

Nestes paradoxos moram muitas frustrações de carreira de muitos colaboradores.
Nestas ambiguidades moram muitas trombadas entre pares de alta direção.
Nestas contradições morrem as possibilidades de comprometimento verdadeiro;
neste conjunto de complexidades mal tratadas crescem os comportamentos de sobrevivência e, portanto do cinismo corporativo.

Marcos C Ribeiro dezembro de 2013

 
2 Comentários

Publicado por em 06/12/2013 em Administração, Geral

 

Tags: , , ,