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1a Reflexão de 2018 !!

O ano calendário que comemoramos na passagem de 31 para dia 01 de janeiro é uma convenção finalmente instituída lá pelos idos do século 15 , se não me engano. Teve varias correções . Uma delas ficou pendente : se a contagem do ano 1 a era cristã seria o ano de nascimento de Jesus Cristo , esqueceram do ano Zero e ainda por cima por erros de cálculos das datas pseudo históricas de Mateus e Lucas . Na real segundo inclusive o Papa Bento 16 assumiu, estaremos hoje entre o ano de 2022 e 2023…. O que importa ?
Das convenções ficam os balanços financeiros, a data de encerramento do ano fiscal para nosso imposto de renda , o fechamento do ano de governos municipais , estaduais e federais e seus balanços de realizações ou de omissões ou de descalabro com alguns estados quebrados …
Para nós , um dia depois do outro , fora o simbolismo, não deve fazer diferença alguma , exceto para aqueles que coincidentemente fazem aniversário. Aliás de uns poucos anos para cá nos nossos aniversários recebemos votos de Feliz Ano novo . Este sim, um Ano Novo, de cada um de nós . O tempo cronológico nos prega peças , inclusive quando não atentamos para suas marcas na nossa imagem refletida em espelhos. Mas precisamos de símbolos e rituais para manter viva a nossa identidade cultural. Assim sendo , mesmo já começado : Feliz Ano Novo , e um ótimo 2018 que hoje, dia 2,  começa para valer !! 


PS: Não espere o carnaval passar para se dar conta de que o ano começou !

 Marcos C Ribeiro
 
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Publicado por em 02/01/2018 em Contexto, Filosofia

 

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Desenvolvimento de Competências e um Plano de Desenvolvimento Individual – Conceitos e convicções.

Aos colegas que desenvolvem um PDI (Plano de desenvolvimento Individual) que não é uma mera lista de treinamentos em cursos formais! (1)

Uma conceituação atual, moderna e correta no meu ponto de vista segue abaixo com suporte também de algumas matérias recentes publicadas  , entre elas Carlos Hilsdorf, Eugênio Mussak , Luiz Carlos Cabrera, Vick Bloch  e outros :

Uma colocação muito simples é justamente definir competência como “naquilo que sou bom”, mas do ponto de vista do outro! Naquilo que os outros reconhecem e declaram que sou bom!

Mas esta simplicidade não é suficiente para um trabalho individual e ou coletivo, operacional e ou estratégico, no que se refere a necessidades presentes e futuras do indivíduo e ou da organização.

Para o sociólogo francês Philippe Zarifian, competência é “tomar a iniciativa e assumir a responsabilidade diante das situações profissionais com as quais nos deparamos. Consiste em um entendimento prático de situações, que se apoia em conhecimentos adquiridos e os transforma à medida que aumenta a diversidade de situações”.

Competência pressupõe uma ação que faça diferença onde for aplicada! Portanto agrega valor diante de novas situações, nos processos e nas decisões.

Assim, podemos compreender a composição do conceito de competência, através de critérios objetivamente mensuráveis, como o exercício proativo e simultâneo de:

1.Saber conceitualmente (qualificação) – conhecimento
2.Saber fazer (experiência funcional) – habilidade
3.Saber agir (capacidade de obter resultados) – atitude

Portanto, competência pode ser entendida como uma ação fundamentada e assertiva frente a novos desafios! Esta ação dever agregar valor econômico para a organização e social para o indivíduo. Competência é um potencial disponível para enfrentar os desafios futuros.

Competência é a qualidade de ser adequado e bem qualificado física e/ou intelectualmente frente a desafios. É a capacidade de tomar decisões bem informadas e coerentes. Contempla grupos de habilidades, atitudes e conhecimentos necessários para a realização eficaz de tarefas. Refere-se a ações e comportamentos identificados pelas lideranças como efetivas contribuições na implementação da mudança; estes comportamentos são necessários para um desempenho satisfatório ou excelente em qualquer desafio profissional.

Por isso é possível medir tecnicamente em testes especialmente desenvolvidos para isso e com excelente grau de precisão.

Por isso também todo resultado não tem certo ou errado, mas somente um retrato de momento para desenvolvimento de um plano, que foque a evolução do indivíduo no desenvolvimento de competências, em qualquer tempo, idade e momento de vida.

O conceito de competências no RH e no desenvolvimento de pessoas e organização cresceu em uso e conceituação a partir dos anos 70 com saltos interessantes nas décadas de 80 e 90 e estas evoluções permanecem válidas e validadas.

Um acréscimo do início do século XXI veio com Eugênio Mussak que acrescentou conceito adicional de Meta Competência para aquilo que vai além do mensurável normalmente e contempla alguma capacidade individual e específica para superar a normalidade com, por exemplo, algumas características que seriam um turbinamento das competências. Exemplo na conjugação com alguma inteligência superior a média (digo alguma, pois hoje a inteligência já está sendo estudada em mais de 10 inteligências ou segmentos diferentes !) Diferencial Meta também seria a componente de entusiasmos , paixão , intuição adicionadas as competências deste indivíduo. Ouso dizer que o crescimento do nível de consciência do indivíduo na práxis do pensar e fazer e vice e versa é uma Meta Competência.

A atitude de ampliar continuamente suas competências será sempre a maior competência de todas elas e inclui disposição, vontade, disciplina, persistência,  mas depende fundamentalmente de auto motivação para o auto desenvolvimento (auto gerenciado no tempo!), e ambos os fundamentos dependem do autoconhecimento.

Por isso o desenvolvimento de competência é possível, necessário, desejável. Não para o presente somente, mas para o futuro de cada um e onde quer que estejamos atuando! Não tem limite de idade e não precisa parar na aposentadoria!!

O Coaching tem o papel de suportar e facilitar o entendimento, o autoconhecimento, a montagem do PDI e seu monitoramento até que o autogerenciamento e o autodesenvolvimento estejam incorporados no indivíduo.

É por isso que a distinção entre Coaching, Mentoring e Tutorial é importante, mas isso fica para outra ocasião!

Se precisar de algum esclarecimento é só perguntar!

Vamos em frente!!!

Marcos C. Ribeiro

 

PS: texto desenvolvido para orientar e motivar gerentes e diretores de uma multinacional em um amplo programa de desenvolvimento de competências individuais na direção de competências organizacionais estratégicas definidas quando o Plano Estratégico de cinco anos incorporou definitivamente a componente de pessoas (Recursos Humanos naquele tempo!) como fundamento estratégico para o Sucesso do negócio. Serviu de base conceitual para desenvolvimento de atividades de Coaching e Mentoring que fazem parte do meu cotidiano desde então.

(1) O tom crítico ao longo do tempo de confirmou oportuno e permanente dado que a maioria dos processos de avaliação de resultados e competências das empresas acabam em um PDI formalizado e registrado no RH que não passam de uma lista de cursos formais e algumas atividades “on the job”, o que limita sobremaneira a possibilidade de desenvolvimento das competências gerencias e executivas, e por que não , as de especialista também. Não invalida de forma alguma a eficiência dos treinamentos formais como elementos de desenvolvimento de competências técnicas.

 
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Publicado por em 06/06/2016 em Administração, Geral

 

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Minha Experiência com Estresse !

Texto publicado também como newsletter do site http://www.carpsi.com.br , em uma série de análise sobre o tema com vários autores e coautores.

 

Fui executivo por mais de 35 anos e na maior parte do tempo em empresas multinacionais americanas. Minha carreira pode ser considerada de sucesso uma vez que na média, a cada 2 anos eu recebia convite para novas funções e responsabilidades , promoções laterais , diagonais e verticais e que culminou com a função de CEO da subsidiária brasileira de uma das empresas , a mesma onde permaneci por mais tempo e que o cargo de Presidente foi também o cargo onde permaneci por mais tempo.

Tudo isso tem seu lado muito bom de realização profissional, sustentabilidade econômico financeira da vida e da família, muitas histórias para contar. Mas tudo isso também tem e teve, no meu caso, um custo razoável.

O estresse em níveis normais é inerente do ser humano e de certa forma é parte de nosso comportamento programado, para sobrevivência. Nível de prontidão, respostas às ameaças, reação positiva ao estado de medo etc….

Na vida executiva há quem acredite que um nível de estresse elava a produtividade do profissional.

Talvez seja verdade.

O problema é que o sistema de gestão de pessoas, estabelecimento de metas e cobrança destas metas, sempre crescentes, leva os profissionais, em geral, a um nível muito elevado de estresse , de forma permanente . Isso é , o nível de adrenalina no organismo vive acima da média . O Cortisol entra em cena para nivelar as coisas e também vive em porções elevadas neste mesmo organismo. Tudo se desequilibra. Enquanto o organismo tenta se reequilibrar suas energias são devotadas aos desafios e conflitos que o modelo impõe. Logo o cérebro é ocupado e treinado para reagir ao desequilíbrio e manter o estado de prontidão e de coragem.

Neste momento não há pratica de atividade física que resolva . Ameniza mas não resolve . Não há Lexotan ou Rivotril  que resolva . É bem complicado.

Os sintomas de estresse crescente vem em geral , ou pelo menos no meu caso ,  de aumento da disposição para horas adicionais de trabalho, ritmo acelerado de raciocínio e estudos para solução de problemas ,  tempos adicionais dedicados às pessoas da equipe , de modo a manter a motivação elevada , espírito de equipe forte, e portanto performance e entregas também de acordo com o planejado.

O tempo é disciplinado para o trabalho e para os projetos . O tempo é indisciplinado para a vida pessoal e familiar.

A alimentação perde a disciplina , em  termos de horários , quantidades e mesmo na composição mais ou menos saudável.

O sono pode sofrer na qualidade , pois na quantidade é certo que sofre.

Em breve o organismo de cada um reage de sua própria forma.

No meu caso as descargas de adrenalina involuntárias vieram cada vez maiores e mais frequentes , sempre abdominais , portanto sem a taquicardia muito comum para muitos.

Em seguida as descargas de adrenalina passaram a ocorrer justamente no momento de relaxamento para dormir , já deitado e em fase de buscar o sono. Neste momento um fenômeno adicional veio . Eram os formigamentos  no do lado esquerdo do corpo desde a face até o pé . Nem preciso dizer que esta sensação te faz pensar no pior . Fui até a Cintilografia com esforço para saber que não era cardiopatia !

Na evolução do quadro a pior sensação viria em seguida . Na hora em que eu estava quase dormindo , portanto com as ondas cerebrais provavelmente em Alpha , a sensação de que eu sairia do meu corpo , pela cabeça , só aumentava a adrenalina e a sensação de medo , do desconhecido. Alguém me falou para deixar sair que eu voltaria. Não consegui. Era começar a sair pela cabeça e eu acordava e me sentava na cama . Pode imaginar o sono reparador quando vinha ? só depois de passar estes efeitos !

Alguns tem no pico do estresse o chamado Burnout . Mas outros seguem como a hipertensão  , é invisível no começo até que vem para balançar as estruturas.

Acho que Estresse normal realmente é bom e saudável mas passar do ponto não é recomendável para ninguém . Se ele vem de ansiedade , trauma , medos ou ameaças , só é importante salientar . Trabalhar fazendo o que te realiza e que gosta , até 14 ou 16 horas por dia não gera Estresse . Quem gera estresse são componentes do sistema de gestão e do clima da organização e por vezes a cultura. Outro ponto gerador de estresse feroz é o conflito de valores entre você e a empresa ou você e seu chefe . Evite isso !

 

Marcos da Cunha Ribeiro

 
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Publicado por em 21/08/2015 em Administração, Geral, Pessoal

 

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DIA 11 DE DEZEMBRO – DIA DO ENGENHEIRO !

Caros Engenheiros do Brasil ,

Ainda não completamos as 24 horas do dia 11 de dezembro.

Eu ia deixar passar, mas de momento me ocorreu que seria uma injustiça com meus colegas e comigo mesmo. Deixar passar em branco esta data sem uma reflexão que me ocorreu mais de uma vez, mas quem sabe hoje de forma mais forte!

Há duas semanas comemoramos 35 anos da turma Mack Mec. 78  e sem falhas nestes 35 anos pudemos não só reafirmar o espírito Mackenzista de ser mas repetir com orgulho “ uma vez Mackenzista , sempre Mackenzista !”

Primeiro que espero seja entendida como uma homenagem à todos os colegas graduados em engenharia , exercendo ou não esta profissão tão especial em qualquer rincão do Brasil !

Também como homenagem a quem quer que tenha sido influenciador do currículo e grade de graduação deste bacharelado , como se dizia nos bons tempos , em especial aos que mais influenciaram esta formação depois que o engenheiro deixou de ser um profissional liberal, exclusivamente, mas passou a ser um profissional que na organização industrial (e depois dos anos 60 financeira).

Colaborou e empreendeu de forma a dar a estas organizações oportunidades de desenvolvimento, crescimento, evolução, e por muitas vezes de liderança, por conta de uma formação, competências desenvolvidas e conhecimentos duramente adquiridos que fizeram e ainda fazem a diferença, com o maior respeito, aos demais colegas de outras formações.

Lembrei-me da nossa data este ano de forma tardia. Mas ainda a tempo, pois vou postar antes da meia noite!

Mas a maior inspiração para estes pensamentos podem ter vindo de bons exemplos de nossa vida e geração de engenheiros? Não vou nominá-los todos pois certamente serei injusto ! Mas nossos professores da Escola de Engenharia Mackenzie ( como era de fato seu nome até forças maiores mudarem a memória e a honra ?) , nossos mestres , nosso paraninfo ( falo agora em nome da turma de Engenharia Mecânica Mackenzie 1978 ) ou os mestre de nosso colegas da Poli , FEI , Mauá , FESP ,Mogi e tantas outras ? Bem alguns nomes aqui vão ficar como minha homenagem pessoal, ainda que corra o risco de falha com alguém, mas Waclaw  Cywinsky (acertei da ortografia ?) Hélio Nanni , Kock , Nietto, Mirshawka , e tantos outros !! Ou de outros nomes mais públicos e tão memoráveis  como Dr Antonio Hermínio de Morais, J.  Gerdau, Dr Olavo Setúbal, Figueiredo Ferraz, Ramos de Azevedo, irmãos Mendonça de Barros e tantos outros.

Se eu pensar em engenheiros que mais influenciaram minha vida a ponto de me tornar engenheiro em meio a muitos dentistas ( que em parte são engenheiros entre tantas pontes, pilares e vigas em balanço ?!) só posso lembrar dos primos e amigos que me antecederam nas escolhas , na produção de vidro , ar condicionado, sistemas de acionamentos e até especialistas em concreto . Sim me antecederam mas me aconselharam : Marcos , se você quer uma carreira de crescimento e sucesso vá para produção , manufatura , fábrica ! Chão de fábrica! Fui e não posso nem me arrepender e nem deixar de agradecer. Nunca fui do perfil de cálculos e pranchetas, ou mesmo de pura academia e pesquisa! Sim, minha possibilidade de estar com pessoas, viver as complexidades não cartesianas, experimentar as forças intangíveis da política me levava para a produção e para o ambiente industrial como base.

Mas hoje me vejo como especialista em Marketing Industrial ( finalmente entendido como Marketing do B2B) e me vejo cercado de amigos de formação de engenheiro.

O que tem o engenheiro que o faz eclético na área de administração, do marketing ou mesmo da gestão de pessoas? ( meus grandes mestres J.C.T Moreira e  L.C. Cabrera são engenheiros!)

O que me impressiona até hoje quando vejo e ouço, engenheiros músicos ( e não sei se Engenheiros do Havaí são  engenheiros !!), mas vejo exemplos como Carlos Godoy , Carlos Alfredo , Luiz Antonio R Pinto, e tantos outros que enriqueceram a engenharia com a sensibilidade ( e não a métrica! ) da música, é que a engenharia não é puramente cartesiana como muitos ainda pensam.

Sim, talvez eu seja de um tempo onde os doutores eram sempre médicos ou advogados. Sem nenhum demérito, mas por quê? e a carreira de engenheiro que seguiu a necessidade do desenvolvimento da infraestrutura , da manufatura de escala , da sofisticação da eletroeletrônica , entre outros , éramos a 3ª via ? Realmente a 3ª via!

Hoje somos minoria. Somos menos do que 50 % da necessidade do país. Somos de fato 37 mil vagas que após vestibular se tornam 27 mil alunos e ao final de 5 anos de formação somos menos do que sete mil engenheiros para uma demanda média anual do nosso país de 10 a 12 mil novos engenheiros por ano. Triste estatística para quem pretende crescimento de PIB acima de 2% !!

Somos então ou uma “mercadoria” em extinção, ou somos um grupo de pessoas com aptidões e conhecimento em declínio demográfico?

Somos poucos porque somos os que sobrevivem aos 5 anos mais desafiadores e difíceis de uma Universidade da área de exatas ( é bom separar as áreas para não ferir suscetibilidades !) em tempos onde , infelizmente , e na maioria das vezes , privilegiam ao objetivo de maior retorno com o menor esforço ! Ou sempre os melhores resultados a qualquer custo, por qualquer meio, e no mais curto prazo!

Definitivamente a data é memorável e digna de lembrança!

Os profissionais que na engenharia se formam, para as mais diversas contribuições de serviços e trabalhos ( projetos) para o sociedade merecem meus respeitos! Homenagens, porque sou privilegiado de ser um engenheiro, eclético, músico e companheiro de outros engenheiros, ( engenheiros que se formaram médicos , advogados e financeiros também ) que muito me honram pela companhia na formação e no reconhecimento de nossa base de formação que tem sido um dos alicerces para a sociedade brasileira, apesar de tantos terrenos lodosos a que somos expostos todos os dias de nossas vidas ! ( estabilidade de estruturas é uma das grandes ameaças dos dias de hoje !)

Deus dê graça e atenção aos engenheiros neste dia!

Que as estruturas de nossa sociedade de hoje e do futuro tenham seus cálculos suportados por engenheiros competentes.

Que nossa economia, ao invés de corporativismos fátuos, possa criar as sinergias necessárias entre engenheiros, administradores e economistas para a prosperidade da sociedade ser de fato uma possibilidade ampla, geral e irrestrita.

 

Abraços aos engenheiros deste país!

 

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 11/12/2013 em Contexto, Geral, Pessoal

 

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