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Arquivo da categoria: Filosofia

Opinião Publica não se delega mas se constrói e se compartilha sempre !

Sei que é cansativo acompanhar os acontecimentos em nossa volta. Tenho visto muita gente que passa a não ler mais noticiários impressos , digitais , nem assistir/ouvir programas de notícias e debates na TV ou no rádio. De certa forma entendo que os agentes de notícias e comentaristas cansam , seja por serem repetitivos , por serem superficiais e por serem por vezes ( não todos) deliberadamente enviesados na opinião / narrativa com claras pretensões de influenciar a opinião dos desavisados ou sem condições de refletir sobre o tema.

A desinformação , mesmo que seletivamente escolhida te tira o direito de ajudar a formar a verdadeira opinião publica. Nós que sabemos ler e interpretar textos, estabelecer correlações com cenários e portanto tirar conclusões que chamamos de opinião pessoal , somos os maiores responsáveis por construir uma opinião publica verdadeiramente útil e possível. Não a opinião publica , assim chamada ,pela imprensa em todas as mídias , e não a opinião publica , assim chamada , pelos políticos de qualquer instancia para justificar posições ambíguas e dúbias e seguir somente cuidando dos seus próprios interesses ( salvo raríssimas exceções !)

Não se aliene e forme a sua opinião e depois compartilhe a mesma com os seus próximos . Assim se forma a verdadeira opinião publica que pode influenciar e modificar os destinos desta pobre nação !

Agora , se você é profissional em empresa , empreendedor , dirigente de negócios , sua obrigação é se manter atualizado sempre não só para ter informação para melhor tomada de decisão . Mas também para poder compartilhar sua opinião em todas as esferas de negócios e assim poder influenciar positivamente a formação da verdadeira opinião publica também no ambiente de negócios que vai alem de seus próximos. Não se omite mais . Esta coisa de que não se discute economia, política e questões sociais nas empresas é um equívoco. Também nas empresas podemos desenvolver a habilidade de bons debates , educadores e esclarecedores e com isso ganhar em maturidade organizacional . A empresa só ganha com isso também. Mas você e seus colegas ganham mais , certamente !

Marcos C Ribeiro

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Publicado por em 11/08/2017 em Contexto, Filosofia, Geral

 

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O Homem Político – A troca de textos é um diálogo de “mundos”

“O homem político é também ator, na boa e grande acepção desta palavra; ocupa um teatro, o teatro dos serviços públicos, das assembleias parlamentares, dos altos postos de governo, na situação eminente em que a vida exterior do homem se acha exposta aos olhos dos seus concidadãos.”

Rui Barbosa

 

O pensamento correto, de Rui Barbosa, não agrada, pois não deveria ser assim, mas de certa forma muitas linhas de RH entendem que existem mascaras que cada indivíduo usa enquanto no ambiente de trabalho ( conceito de persona). Seja no esforço de adaptação e sobrevivência, seja por ser politicamente correto , seja por ser imposto um determinado protocolo de comportamentos esperados conforme posição, função.

Em geral se perde transparência, sinceridade, objetividade e porque não dizer honestidade. Daí surgem os conflitos de valores, estresse, crises de carreiras, recalques sobre traumas gerados pelo confronto direto ou indireto, com o status quo do coletivo (pares, subordinados e relações diagonais) e mais ainda no vertical com superior direto.

O esforço de adaptação cria gradualmente as somatizações características de cada um no médio e longo prazo e deixa sequelas tanto no corpo e seu metabolismo quanto na psique pelos traumas a serem depois trabalhados com esforço e suporte, se o objetivo for recuperar equilíbrio com qualidade de vida.

Interessante que a percepção do Rui Barbosa demonstra que o ambiente da política nas empresas em geral, onde o poder é disputado em sistemas mais funcionais ou mais participativos, ainda trás nos dias de hoje influência cultural dos modelos coloniais de governo e gestão pública.

Minhas observações ficam no âmbito da política como base da expressão e evolução das relações humanas na busca de convívio sadia e negociação permanente de espaços, liberdades e poderes de influência ainda dentro de um conceito aceitável e ético. Não vou abordar a “politicagem” que infelizmente graça e infesta os ambientes públicos e privados também.              (haveria que considerar também outros “atributos” da natureza humana que não caberiam neste contexto).

 

Marcos C Ribeiro

PS: 1. Em algum momento do final de 2010, antes deste blog existir, mas era já um aquecimento !

2. O texto foi um resgate de alguns anos, mas me pareceu muito atual, além do primeiro comentário que posto em homenagem a um grande amigo de deliciosas discussões. Saudades de Esdras Costa.

 
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Publicado por em 31/05/2016 em Administração, Filosofia

 

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REFLEXÕES DE UM JOVEM SEXAGENÁRIO – I

Provavelmente estas reflexões permitirão mais de um post, pois desde o momento que resolvi escrever sobre isso vivo uma enxurrada de ideias, pensamentos, lembranças e questionamentos, justamente pelo fato de estar prestes a completar 60 anos de idade.

Olhar para trás para entender como sou e como cheguei até aqui e olhar para a frente com muita vontade e esperanças mas ciente de que talvez já tenha consumido mais ou menos 2/3 de minha existência . Mas como sou cristão, com fé conforme reafirmei no meu perfil, e acredito na vida eterna, o tempo remanescente na terra não pesa e nem cria angústia. Somente uma certeza de que qualquer que seja o tempo que ainda tenho, tenho no mínimo responsabilidade de continuar a amar ao próximo como a mim mesmo, perdoar tanto quanto me sinto perdoado por Deus por intermédio de Jesus Cristo, e seguir fazendo o bem, com mais leveza do que fiz até hoje, com mais realização do que materialização de coisas, mais satisfação e prazer do que pressão do dever, da ética do dever. Sim viver um pouco com a ética do prazer, onde a qualidade de vida extrapola questões básicas, de necessidades essenciais para planos de realização pessoal, sentimentos, razões, abstrações e vivências, essenciais para a maturidade de corpo, mente e espírito. Uma leitura mais correta e profunda de Maslow.

Não quero colocar ordem cronológica ou ordenar ideias por prioridade de assuntos, mas só deixar registradas as reflexões mais significativas que estes momentos de virada de mais um decênio me trazem.

Em 2007, durante um período de reflexão sobre carreira profissional, fui desafiado pelo meu Coach, na época da DBM , Marco Antonio Figueiredo, a escrever minha biografia em septênios. Desafio aceito e ao final me surpreendi com quase 100 páginas escritas. Preciso retomar a biografia e escrever os 8 anos já passados desde então. A biografia foi uma reflexão e tanto. Escrevi em 3 pontos de vista, o pessoal , a família e o profissional. Pode dar um livro. Mas o importante é que ao escrever sobre minha vida, enfrentei algumas sombras que incomodavam.

Depois foi morar em Marília, só, por um tempo, porque a Clêo não poderia transferir suas aulas de imediato. Desafiei-me a experimentar, para mim mesmo, a experiência que outros tiveram e que por vezes me coloquei preconceituoso. Iniciei sessões de psicanalise que desde então não só me comprovaram ser uma experiência riquíssima, de autoconhecimento e autodesenvolvimento, como também deixei de ter qualquer preconceito. Ao contrário, sinto-me à vontade para recomendar a quem precise, ou queira, sem restrições.

Conheça- a ti mesmo! Penso ser uma recomendação da boa doutrina bíblica e a frase se não me engano é do Nietsche. Assim seja.

Mas como tudo isso é processo também de mudança enquanto pessoa, cidadão, profissional, familiar talvez este seja o tema mais interessante para minha reflexão nestes dias. Mudança ! Como gosto do rock do Seixas, “prefiro ser uma metamorfose ambulante..”!

Quanta coisa mudou e continua mudando. O universo permanece mudando porque em plena expansão. O planeta muda vertiginosamente e cada vez mais até pela “contribuição” do ser humano em todas as suas iniciativas. Muitas boas, muitas questionáveis, mas infelizmente a maioria delas provavelmente ruins e más!

A sociedade muda, os costumes mudam a moral muda, a ética é testada à mudanças ou ao esquecimento e ou omissão. O equilíbrio é sempre instável.

As pessoas também mudam. Penso que todos, o tempo todo, pretendem mudar para melhor. Ocorre que primeiro precisam aceitar que mudar é bom, que a mudança acontece quer queira, quer não, e depois só falta concluir qual o referencial e a direção para definir o melhor. O que seria mudar para melhor, e de que ponto de vista. Do seu? Do seu próximo? De seu chefe? De sua família? De sua comunidade? De Deus?

Melhor implica em algo diferente do que era antes e na direção de um aperfeiçoamento. Isso quer dizer na direção da perfeição. Fica cada vez mais complicado. Precisa descomplicar a cada década de vida bem vivida. Vou tentar descomplicar.

Sinto-me muito bem com mudanças. Um dos melhores elogios que recebi a poucos meses de minha esposa, e foi algo assim : me admirava porque eu estava sempre me reinventando, no sentido de inovação mesmo. Vida nova, formas novas, atividades novas, leituras novas. Gostei muito e me senti suportado para continuar assim.

Mas tem sempre um contraponto. Suas mudanças são suas, mas podem afetar aos que convivem no seu entorno e nem sempre isso é livre de conflitos e necessidade de ajuste. Muito mais se os outros preferem não mudar também e preferem a estabilidade, conformidade e segurança das estruturas já criadas. Perseverar apesar disso é mais difícil. Por vezes dá preguiça. Por vezes dá vontade de deixar a vida te levar, como o pagode do Zeca Pagodinho.

Mas sinto que as mudanças como são propostas não são mudanças aleatórias, mas resultado de tudo o que já mudou desde 27 de agosto de 1955. E vai continuar a mudar certamente. E, portanto seguir a intuição das mudanças no tempo e nas oportunidades que possam afetar o seu eu, o nós, os outros; é uma vontade Divina que sincroniza com nossas vontades e nos faz mover para frente, sempre mudando. Sincronicidade é isso! A vontade de Deus se alinha com as nossas vontades e vice e versa e como consequência as coisas acontecem e como sempre acreditei, “Todas as coisas acontecem para o bem daqueles que amam a Deus!”

Por hoje é isso!

Seguindo Paulo o Apóstolo: Não me conformo com estes tempos, mas transformo-me pela renovação da minha mente !!!
Marcos C Ribeiro

Abraços e até a próxima reflexão sexagenária.

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 26/08/2015 em Filosofia, Pessoal

 

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TUDO NESTE MUNDO TEM SEU TEMPO ! TEMPO DE NATAL E TEMPO DE ANO NOVO !

Há alguns anos,  escolhi o texto de Eclesiastes capitulo 3 para falar a toda a equipe de Vendas Brasil, num evento histórico , em Angra dos Reis,  cujo nome foi Quarup. Neste evento um TEAL memorável de uma Escola de Samba com enredo e tudo . Procurei e não encontrei as notas de tal evento. Uma pena!  Não vou conseguir lembrar mas o cerne da mensagem é tão eterna quanto o texto dos sábios judeus, de antes de Cristo, já falaram :

Tudo neste mundo tem seu tempo; cada coisa tem sua ocasião. Há tempo de nascer e tempo de morrer; Tempo de plantar e tempo de arrancar; ….tempo de ficar triste e tempo de alegrar; …tempo de abraçar e tempo de afastar; ..tempo de ficar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de odiar; …O que a pessoa ganha com todo o seu trabalho?; Eu tenho visto  todo o trabalho que Deus dá as pessoas para que fiquem ocupadas; …porem não nos deixe compreender completamente o que Ele faz; Então entendi que nesta vida tudo o que a pessoa pode fazer é tentar ser feliz e viver o melhor que puder. Todos nós devemos comer e beber e aproveitar bem aquilo que ganhamos com nosso trabalho. Isso é um presente de Deus.

Este foi o texto com que começamos a conversar sobre o final de uma no difícil, mas com vitórias e que se o ano que se avizinhava era temeroso e preocupante, também deveríamos coloca-lo no seu devido tempo.

Pois bem, em um texto recente que meu pai escreveu sobre o Natal ele considerou também que cada ocasião tem suas coisas e cada coisa tem sua ocasião para lembrar o Natal em seu contexto de nossas reflexões de hoje. (espero sinceramente que ainda tenhamos tempo para estas reflexões!). Fiz imediata ligação com Eclesiastes 3 . !

Mas até hoje eu estava meio travado e sem nenhuma inspiração para compartilhar algo sobre o Natal e o Ano Novo.

Pensei de novo no tema do nosso Quarup de 2006? Ou terá sido 2005? Ou mesmo 2003? O tempo Cronos não importa muito agora porque falar de Natal e falar de um Novo Ano a cada Ano é transcendente, metafísico! Espiritual! Eterno! Kairós!!!

Veio a nova aliança com a humanidade! Se é nova é porque a velha teve algum problema. Sim teve seus problemas. A humanidade era mais ampla, desde então, e não se mantinha circunscrita, mais,  na Mesopotâmia. Pelo menos isso. E já é bastante!

Mas veio a Nova Aliança e nesta o nascimento de um pequeno palestino, verdadeira Homem e verdadeiramente Deus. Que paradoxo?! Sim o Filho do Homem habitou entre nós e fez de todas as velhas coisas ultrapassadas e novas de imediato. Amor ao Próximo, a Verdade que Liberta, o perdão como essência da convivência, e no fim um grande inimigo, feito amigo, disse: no fim permanecem a Fé, a esperança e o Amor, porém o maior destes é o Amor . Porque Deus é Amor! Amor é essencial. Mas Deus é eterno, seu tempo é Kairós, o Amor é eterno e não somente enquanto dure! Duro é o nosso coração, este mesmo Deus feito homem, Jesus disse a respeito do desamor ou do rompimento deste amor. Isso ´so existia por conta da dureza de nossos corações! Evangelho de João capitulo 1, versos 1 e 14 , para hoje!

Mas se o Amor é eterno porque Deus é amor e Deus é eterno, então devemos saber porque o maior deste é o Amor ! Porque o Natal é Amor! e porque o Amor é o começo e o fim , o Alfa e o Ômega!

Porque se a Fé nos move a cada dia desde as promessas a Abraão, a primeira Aliança, com a segunda aliança, o Deus encarnado, o Emanuel, temos a esperança de que todas as promessas seculares podem ser possíveis. Pela Fé acreditamos, na Esperança esperamos. Evangelho de João capitulo 5 e versos de 24 a 26 e depois Carta Aos Coríntios 13.

E, portanto como fica isso no tempo? No Cronos só podemos entender a passagem pela morte de nosso ser como conhecemos. Carne, osso e líquidos! Do pó ao pó, como nos enterros dos filmes de Far West!

Sim, nos tempos modernos, virtuais, cibernéticos, cósmicos, quânticos, o eterno é que prevalece! Pelo Amor incondicional, promessa feita e até onde sabemos, enquanto vivos nesta terra. Cumprida! Não importa a forma! Se onda ou se partícula! Se na dimensão d tempo e espaço conhecidas ou se não dimensão da relatividade completa! Importa que a eternidade quer dizer no senso de nossa alma , de nosso espírito, a imortalidade !

Natal, portanto é o início da percepção da imortalidade! Da Eternidade! Do Amor eterno!

Se assim é , a cada ano que completamos em nossas labutas, só podemos entender que nossas realizações e nossas frustrações são tão efêmeras quanto são nossas vidas na dimensão da Eternidade.

Assim sendo que o Novo Ano seja leve, completo, realizante e realizador para sua vida e para tudo que há ao seu redor. Que o próximo perceba isso! Que seus queridos percebam isso! Que seus colegas de trabalho percebam isso!

Natal e Ano Novo tem seu tempo! O tempo é de esperança e Amor! Natal é Amor e Ano Novo a esperança renovada a cada ano !

Há tempo para Natal e para cada Novo Ano, há tempo para Cristo em nossas vidas, há tempo para termos tempo na esperança de nossa eternidade!

“Se você tem ouvidos para ouvir, então ouçam!”

Feliz Natal e um próspero Ano Novo! Até nossa eternidade!

Marcos da Cunha Ribeiro

Dezembro de 2013

 
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Publicado por em 24/12/2013 em Filosofia, Geral, Pessoal

 

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Devemos encarar a dicotomia entre crença e ceticismo como dilema ?

A discussão acima foi motivada e provocada em um grupo de discussões filosóficas na Web. Uma experiência até aqui muito legal !

Resolvi compartilhar no blog uma contribuição que deixei no grupo ainda que o assunto nunca se esgote mas como diria meu amigo Jean Bartoli , estamos filosofando !

Segue :

Crença = algo em que acreditamos por fé religiosa ou por convicção íntima.
Crer está diretamente ligado ao ato de dar crétido ou acreditar. Tem um aval com ou sem reserva . Com ou sem penhora .
Não “creio” que há uma semelhança ou correlação garantida entre crer e conhecer.
Conhecer , ter o conhecimento implica em ter informações multimidia ou muito sensoriais processadas e resignificadas para se tornarem o conhecimento e este é dinâmico portanto , ainda que sobre paradigmas mutáveis , muda a cada momento que por efeito de algum compartilhar deste resignificamos mais uma vez. Daí o Dogma é um perigo pois congela ou cristaliza um paradigma e portanto pode se tornar em crença dado que não mais sustentado pelo conhecimento.
A fé começa onde a razão termina ( kierkgaard)

Mas a fé tem uma belíssima definição cuja origem vem do conhecimento judaíco cristão e está na epístola aos Hebreus cap 11 e verso 1 : A fé é a certeza das coisas que se esperam , a convicção das coisas que se não vêem. ( note a ausencia de uma percepção sensorial humana : não ver ! )
Portanto de forma mais laica poderíamos lembrar que a crença é algo que se torna uma verdade , uma convicção , uma ética , quando nos grupos sociais a partir de valores dizemos que nossa crença é de que o homem é bom por natureza, por exemplo .Nossa crença é de que o ser humano é importante para o desenvolvimento da organização , etc e tal.
Não é só o acreditar porque adquiri ou me aproriei de uma informação ou conhecimento , como de certa forma seria a própria forma racionalista e humanista . está provado cientificamente ? estão acredito. E para estar provado cientificamente tem que estar suportado por experimentos repetidos com o mesmo resultado e com base estatística mínimamente suficiente ? Daí o ceticismo encontra campo justamente nos conhecimentos que se desenvolvem a partir de observações e estudos empíricos .
Por isso de um lado aminetalistas catastrofistas pregando o aquecimento global a partir de ação direta do homem economico e de outro os céticos que não encontram comprovação científica suficiente.
Crente deveria ter como antonimo o não crente . No ambito religioso talvez o ateu ( ainda que ateísmo seja uma crença !!!)
O crédulo ou que acredita fácil , sem malícia é o sentido de antonimo para o cético . Porque o ceticismo como atitude ou maneira de ver as coisas no fundo não aceita que em algum tema ou algum momento o ser humano seja capaz de chegar ao conhecimento total e absoluto sobre o que quer que seja.
Sou crente ou convicto em uma enorme quantidade de coisas que conheço e experimento e sou cético sobre tantas outras que não recomendo a ninguem ser ou um ou outro !!
Quanto ao conhecimento : fujam do conhecimento convencional ( no sentido de Adam Smith em A riqueza das nações).
Abraços
Marcos

 
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Publicado por em 21/02/2013 em Filosofia, Geral

 

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O TEMPO E A VIRADA DE UM ANO – QUAL O REAL SIGNIFICADO?

Tempus Fugit = o tempo passa e passa correndo.
Cronos = O tempo do homem.
O tempo cronológico. (Já dizia Gilberto Gil, “se oriente rapaz, pela rotação da terra em torno do sol!”). Não passa de um tempo marcado que no fundo diz que temos 24 horas por dia e 365 dias por ano para viver a cada ano. Por isso tão importante instar para Carpe Diem! Basta para cada dia o seu mal! Viva cada dia e não pense no futuro. Será possível uma leitura tão literal? Se não se planeja, se não se tem objetivos, se não se tem visão de longo prazo, não se tem previdência, os riscos aumentam e infelizmente a maior parte dos cidadãos que vivem o “deixe a vida me levar, leva eu.” é infeliz, incompleto, via de regra, não realizado e na maior parte das vezes sem perspectiva de uma retomada, pois todo o seu modo de pensar é no aqui e agora. Por isso nosso país não tem tradição de construir poupança na economia do estado, da família e da pessoa.
Acredite, esta é uma das características do executivo (povo?) brasileiro no que foi verificado na pesquisa de cultura empresarial brasileira coordenada nas linhas do Instituto Hofstede e no Brasil conduzido pelo Instituto de Marketing Industrial.
Os povos orientais sempre foram mais voltados ao longo prazo e um sentido mais profundo da vida e do propósito para o qual cada um de nós, e todos nós, existimos.
Bem, a cultura ocidental nos últimos anos ( décadas) tem exasperado o foco no curto prazo , nos resultados de curto prazo a qualquer custo e por qualquer meio ( o que chamo de modelo anglo saxônico pragmático de gestão de empresas , de comunidades , de vida !)
O que falar agora na virada do ano quando 365 dias já foram e os resultados econômicos financeiros serão publicados e nada mais poderá muda-los (exceto certas manipulações como no caso Enron, que não duvidem, ainda persistem!). {ou não haveria tanta resistência em adotar os modelos contábeis IFRS – no caso do Brasil lei 11638}
O que não falar das decisões já tomadas em 2012 cujas consequências já sentimos ainda em 2012 ou vamos sentir em 2013!(estas de 2013 certamente nem pensamos nelas!)
Tudo isso porque aparentemente tudo passa mais depressa e tudo muda mais depressa. Este depressa é real ou uma percepção!? O fato é que muda e segue mudando. O fato é que tudo passa e segue passando. Que desafio seguir compreendendo este processo sem entrar em pânico! Aceitando que assim é , sempre foi , e sempre será. Somente que ocupamos nossas mentes com tantas mais informações e fatos e boatos, julgamentos e impressões, preconceitos e conceitos, que aparentemente as coisas ocorrem como nunca foram. No Cronos sempre foram, mas em nossa mente e nossa forma de nos adaptarmos ao que hoje é e como é, ainda não conseguimos ver que isso é normal e sempre será ! Quebra de paradigma? Paradigma cronológico colocado em cheque nos tempos atemporais de informações e dados virtuais e sem tempo.
Pense que hoje mesmo, a cada menos de 30 minutos, um país do mundo comemorou o Ano Novo desde antes de acordarmos para o dia 31, e todos eles , nós , pensando que este momento da virada é único , nosso, e de mais ninguém ! 24 horas de passagem de ano para todo o planeta.
Andeia , andeia , que o tempo, sem tempo não pode parar !! ( disse em poesia Daniel V da Silva!)
O pior é que é mesmo! Não depende o Cronos e do tempo e da orbita da terra em torno do sol! Depende de não nos conformarmos com este tempo, mas nos transformando com a renovação de nossas mentes!! ( Paulo Apóstolo!)
Kairós = o tempo de Deus! (Já dizia Caetano Velos em sua oração ao tempo, que era para a música um deus, “és um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho..).
O tempo da visão poética de Caetano é um deus! Como se ele fosse realmente criador, dominador, cuidador e sustentador de tudo no universo!
No contexto da discussão de hoje, vésperas do Ano Novo de 2012 para 2013 colocam o tema de Kairós para o contraponto do Cronos.
O Kairós é facilmente assimilável e compreensível na nossa visão quando nos conformamos que não temos domínio sobre o tempo e que deus o criador Onipresente, Onipotente e Onisciente tem seu próprio tempo e este é diferente do tempo do Homem.
Como poderia ser. se o Cronos é criação do mesmo Deus? Oras, conforta saber que se contamos os dias para nossas vinganças e ela não vem, quando então aprece que veio é porque Deus conta seu tempo diferente do nosso. Ou seria porque contamos os dias para a consagração da esperança humana de uma vida eterna que não virá conforme escrito nas linhas gregas ou hebraicas do VT ou NT porque ninguém sabe o dia? Nem milenistas, nem Amilenistas ou pré-milenistas. Todos de alguma forma frustrados porque não acreditam que nem o Filho do Homem sabe o dia que virá, como de surpresa vem o ladrão na noite? Ou será que vem individualmente no momento da morte tão aterrorizante até hoje para o ser humano?
Será o sentido de Kairós o tempo de Deus para conforto do Homem?
Acho que é tempo de considerarmos um tempo novo e diferente.
O Kairós de Deus é sim resultado de sua criação maior. É o tempo que o Homem ainda vai sofrer para entender. É o tempo sem tempo. É eterno enquanto dure. É o significado real das sabedorias que aprendemos de criança:
Para Deus mil anos são como um dia e um dia são como mil anos! ( pobre de nós Cronológicos!)
Ensina-nos a contas os nossos dias para que alcancemos coração sábio! (mas queremos aprender mesmo?)
Quanto do tempo interfere em nossa percepção afetiva de fatos do passado em nossa memória? Ou das lembranças de nossos queridos que se foram? Ao longo do tempo não interfere e não deve interferir, pois é parte da eternidade de cada um deles ou daqueles momentos em nossa finitude temporária.
Sejamos mais Kairós na nossa visão de tempo para que o Cronos seja nosso aliado e não nosso inimigo!
Demos tempo ao tempo!

Feliz Ano Novo!!!! Cronos na contagem, mas Kairós na percepção e emoção!

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 31/12/2012 em Filosofia, Geral

 

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Pequenos Estudos Comunitários – Relacionamento

Pequenos Estudos Comunitários Relacionamento maio 2010

Os estudos comunitários foram uma iniciativa da IPBUT para permitir que as famílias e convidados pudessem se encontrar durante a semana de trabalho para um estudo bíblico, atual, que fosse a oportunidade de reflexão, de comunhão e de testemunho entre irmãos e convidados.
Os temas foram livres e no meu entender deveriam ter algum ensino que pudesse nos aperfeiçoar como comunidade, célula da sociedade, mas com o componente de ser também exemplo e testemunho de uma possibilidade diferente da que vemos todos os dias, nos jornais e nos escritórios ou fábricas. Onde o Amor em suas diversas expressões éticas de convivência e relacionamento pudesse ser de fato aquilo que pode unir os seres humanos em sua existência .
O estudo do relacionamento contempla conhecimentos já utilizados no meio empresarial porque ele é a chave de relações significativas e duradouras entre fornecedor e cliente, ou entre empresas que fazem negócios. O que ocorre é que também nestes relacionamentos, é o relacionamento entre as pessoas é que constrói e que desenvolve os relacionamentos, tanto quanto é entre pessoas que se dão os desentendimentos e os males entendidos.
Neste cenário a comunicação é chave tanto quanto a confiança, mas estes dois elementos chave consistem em partes importantes de nossa fragilidade de seres humanos. Foi por isso que em outro estudo foquei o perdão.
Estes dois estudos se completam e tem na sua origem em minhas notas livres de um trabalho de Jean Bartoli , sobre os relacionamentos para o ambiente de empresários e executivos do Marketing Industrial onde estes elementos essenciais ficaram muito bem claros e citando Anna Arent , veio o perdão como única forma de resgate dos relacionamentos estremecidos e ou rompidos.
Vale para a vida, para os negócios e para a nosso crescimento como cristãos em processo de santificação.
Bom proveito
Marcos C Ribeiro

 

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