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Desabafo de 5a feira de Cinzas !!

Me impressiona o fato de mesmo depois de tantas frustrações , altos e baixos da economia , a já conhecida falta de produtividade brasileira , ainda vemos diariamente na imprensa falada e escrita , desde ontem , 4a feira de cinzas , que agora sim o Brasil começa a andar. Isso me parece um auto engano coletivo permanente . Senão vejamos:
No mundo inteiro nas férias de verão existe um número razoável de pessoas que faz um recesso planejando e calculado de seus trabalhos , seja CLT , Empreendedor , autônomo . Coincidentemente no hemisfério sul isso ocorre no início do ano calendário e próximo de festividades de Natal e Ano Novo. Nada demais.
Enquanto muitos saem de férias , muitos , mas muitos mais ,permanecem trabalhando em suas atividades e eventualmente até em busca de nova colocação de trabalho. A vida continua.
Portanto salvo férias forenses , férias de políticos frouxos no congresso, de alguma casta privilegiada ainda herança do Brasil das capitanias hereditárias, não parou não !!
A unica coisa que ainda pode ser considerada um evento cheio de segundas intenções é realmente o Carnaval , 2 dias úteis semi inutilizados por uma festa sem freios que dá a impressão de ser um divisor de águas. Falácias à parte , sim , mesmo sem ser feriado o Carnaval derruba a produtividade das pessoas e da economia , e empobrece o país mias um pouco a cada ano , ainda assim é um business que no mínimo para turismo transfere renda de outras atividades e até do exterior para a terra do samba .
Só isso !!
Lembrando uma das músicas que evocam este falso espirito brasileiro e do controverso Chico Buarque : ” Vá trabalhar vagabundo , vá trabalhar criatura ! ”

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 15/02/2018 em Contexto, Economia, Geral

 

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A Lei da entropia e Gestão de Negócios e Empresas

A lei da entropia vem da termodinâmica e está relacionada a energia trocada interna e externamente ao sistema em uma mudança definitiva de estado ( exemplo clássico do derretimento de uma pedra de gelo em seu novo estado de líquido e eventual energia necessária , externa para que retorne ao estado sólido , mas nunca mais pela outrora existente energia interior ).
Para outras áreas de estudo esta mudança de estado se refere por vezes ao senso comum de desordem .
A lei da entropia na gestão de negócios ou empresas , mesmo estatais , sugere que toda organização esgota sua energia inicial (interna) em uma crescente desorganização , desordenamento das coisas, que no caso de empresas multinacionais na interferências crescente da matriz na subsidiária , ou no caso das estatais pelas interferências político partidárias . (veja caso Embrapa na FSP de 24.01.18 por A Delfim Neto )
Para evitar o efeito da entropia ( inércia paralisadora por exemplo), eventualmente tentar revertê-lo , ou criar alguma resistência à sua inexorabilidade, há que se criar nova energia , na maior parte das vezes externa ( injeção de capital, restruturação, ou até um reinvestimento interno em mudanças de fundo e de fôlego como programas consistentes e de coerência de longo prazos como capacitação interna para excelência de gestão ). Logo se depender de aporte de capital da matriz no caso de multinacionais ou dinheiro de orçamento de governo o destino da chamada “maldição entrópica” é praticamente certo . Esta maldição no caso de empreendimentos estatais está no seu DNA e ainda não surgiu remédio genético eficiente .

No caso de subsidiárias de multinacionais por vezes o resultado final é o nível de obsolescência atingir o tempo de encerramento de atividades , não antes de varias restruturações e downsizing.

 

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1a Reflexão de 2018 !!

O ano calendário que comemoramos na passagem de 31 para dia 01 de janeiro é uma convenção finalmente instituída lá pelos idos do século 15 , se não me engano. Teve varias correções . Uma delas ficou pendente : se a contagem do ano 1 a era cristã seria o ano de nascimento de Jesus Cristo , esqueceram do ano Zero e ainda por cima por erros de cálculos das datas pseudo históricas de Mateus e Lucas . Na real segundo inclusive o Papa Bento 16 assumiu, estaremos hoje entre o ano de 2022 e 2023…. O que importa ?
Das convenções ficam os balanços financeiros, a data de encerramento do ano fiscal para nosso imposto de renda , o fechamento do ano de governos municipais , estaduais e federais e seus balanços de realizações ou de omissões ou de descalabro com alguns estados quebrados …
Para nós , um dia depois do outro , fora o simbolismo, não deve fazer diferença alguma , exceto para aqueles que coincidentemente fazem aniversário. Aliás de uns poucos anos para cá nos nossos aniversários recebemos votos de Feliz Ano novo . Este sim, um Ano Novo, de cada um de nós . O tempo cronológico nos prega peças , inclusive quando não atentamos para suas marcas na nossa imagem refletida em espelhos. Mas precisamos de símbolos e rituais para manter viva a nossa identidade cultural. Assim sendo , mesmo já começado : Feliz Ano Novo , e um ótimo 2018 que hoje, dia 2,  começa para valer !! 


PS: Não espere o carnaval passar para se dar conta de que o ano começou !

 Marcos C Ribeiro
 
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Publicado por em 02/01/2018 em Contexto, Filosofia

 

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Opinião Publica não se delega mas se constrói e se compartilha sempre !

Sei que é cansativo acompanhar os acontecimentos em nossa volta. Tenho visto muita gente que passa a não ler mais noticiários impressos , digitais , nem assistir/ouvir programas de notícias e debates na TV ou no rádio. De certa forma entendo que os agentes de notícias e comentaristas cansam , seja por serem repetitivos , por serem superficiais e por serem por vezes ( não todos) deliberadamente enviesados na opinião / narrativa com claras pretensões de influenciar a opinião dos desavisados ou sem condições de refletir sobre o tema.

A desinformação , mesmo que seletivamente escolhida te tira o direito de ajudar a formar a verdadeira opinião publica. Nós que sabemos ler e interpretar textos, estabelecer correlações com cenários e portanto tirar conclusões que chamamos de opinião pessoal , somos os maiores responsáveis por construir uma opinião publica verdadeiramente útil e possível. Não a opinião publica , assim chamada ,pela imprensa em todas as mídias , e não a opinião publica , assim chamada , pelos políticos de qualquer instancia para justificar posições ambíguas e dúbias e seguir somente cuidando dos seus próprios interesses ( salvo raríssimas exceções !)

Não se aliene e forme a sua opinião e depois compartilhe a mesma com os seus próximos . Assim se forma a verdadeira opinião publica que pode influenciar e modificar os destinos desta pobre nação !

Agora , se você é profissional em empresa , empreendedor , dirigente de negócios , sua obrigação é se manter atualizado sempre não só para ter informação para melhor tomada de decisão . Mas também para poder compartilhar sua opinião em todas as esferas de negócios e assim poder influenciar positivamente a formação da verdadeira opinião publica também no ambiente de negócios que vai alem de seus próximos. Não se omite mais . Esta coisa de que não se discute economia, política e questões sociais nas empresas é um equívoco. Também nas empresas podemos desenvolver a habilidade de bons debates , educadores e esclarecedores e com isso ganhar em maturidade organizacional . A empresa só ganha com isso também. Mas você e seus colegas ganham mais , certamente !

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 11/08/2017 em Contexto, Filosofia, Geral

 

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