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Arquivo da tag: Brasil de hoje

Opinião Publica não se delega mas se constrói e se compartilha sempre !

Sei que é cansativo acompanhar os acontecimentos em nossa volta. Tenho visto muita gente que passa a não ler mais noticiários impressos , digitais , nem assistir/ouvir programas de notícias e debates na TV ou no rádio. De certa forma entendo que os agentes de notícias e comentaristas cansam , seja por serem repetitivos , por serem superficiais e por serem por vezes ( não todos) deliberadamente enviesados na opinião / narrativa com claras pretensões de influenciar a opinião dos desavisados ou sem condições de refletir sobre o tema.

A desinformação , mesmo que seletivamente escolhida te tira o direito de ajudar a formar a verdadeira opinião publica. Nós que sabemos ler e interpretar textos, estabelecer correlações com cenários e portanto tirar conclusões que chamamos de opinião pessoal , somos os maiores responsáveis por construir uma opinião publica verdadeiramente útil e possível. Não a opinião publica , assim chamada ,pela imprensa em todas as mídias , e não a opinião publica , assim chamada , pelos políticos de qualquer instancia para justificar posições ambíguas e dúbias e seguir somente cuidando dos seus próprios interesses ( salvo raríssimas exceções !)

Não se aliene e forme a sua opinião e depois compartilhe a mesma com os seus próximos . Assim se forma a verdadeira opinião publica que pode influenciar e modificar os destinos desta pobre nação !

Agora , se você é profissional em empresa , empreendedor , dirigente de negócios , sua obrigação é se manter atualizado sempre não só para ter informação para melhor tomada de decisão . Mas também para poder compartilhar sua opinião em todas as esferas de negócios e assim poder influenciar positivamente a formação da verdadeira opinião publica também no ambiente de negócios que vai alem de seus próximos. Não se omite mais . Esta coisa de que não se discute economia, política e questões sociais nas empresas é um equívoco. Também nas empresas podemos desenvolver a habilidade de bons debates , educadores e esclarecedores e com isso ganhar em maturidade organizacional . A empresa só ganha com isso também. Mas você e seus colegas ganham mais , certamente !

Marcos C Ribeiro

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2 Comentários

Publicado por em 11/08/2017 em Contexto, Filosofia, Geral

 

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Uma vez numa entrevista sobre o tema !! Jornalismo e Conhecimento Convencional!

 

Publicado no site da Revista Imprensa em entrevista feita pelos colegas abaixo.

Por Luiz Gustavo Pacete e Laura Cantal, da equipe de estagiários | 18/10/2010 17:46

 

Marcos da Cunha Ribeiro, diretor administrativo do Grupo Jacto, engenheiro e economista (São Paulo)

“Não é questão só de superficialidade, vocês [mídia] são um dos pilares do conhecimento convencional e isso é uma crítica. Qual o problema do conhecimento convencional? Ele repete demais, uma meia verdade passa a ser verdade, ele é superficial ou tendencioso no viés do promotor daquela tese. Então, quando você faz uma pesquisa dessas, você precisa de mais de uma fonte, eu leio duas, porque onde eu trabalho a infra-estrutura não é um bicho de sete cabeças.

Tem que separar muito bem o que é editado do resto. Não consigo mais ler o caderno de economia da Folha, vez ou outra leio o do Estadão. Qualquer dúvida vou pesquisar na internet. Uso como referencia o Valor e a revista Exame. Leio também Época Negócios, o restante vejo na internet ou vou atrás de pesquisa.
A Veja, que leio semanalmente, também nunca tem nada, só quando é furo. Se quero fazer avaliação séria, vou às fontes que alimentam os jornalistas, se não, chega tudo filtrado. Diminuir um pouco a superficialidade é o primeiro passo pra fugir do conhecimento convencional.”

 
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Publicado por em 09/05/2017 em Contexto, Geral

 

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Liderança e o desafio da Credibilidade e Confiança .

Comecei este artigo há uns 15 dias e coincidentemente ao estar revendo e finalizando o mesmo, eis que me deparo com preocupações semelhantes em vários pontos de nossa sociedade.

Em inglês uma posição muito forte para qualquer formação de cultura, gerenciamento de pessoas pelo exemplo, entre outros me remete a frase “Walk the talk !”

No nosso Brasil tropical sempre usamos ditados e provérbios, digamos enviesados. Certamente este viés é forte e preponderante em formar nossa cultura como sociedade e, portanto em nossas instituições , seja de governo de nação , estado ou município,  mas certamente no âmbito de núcleos sociais como comunidades de toda natureza , inclusive as religiosas , eclesiásticas ! “ Faça o que eu falo mas não faça o que eu faço !”  Lembram ?

Sempre me lembro nestas horas de importantes ensinamentos de nossa amiga Ethel B. Medeiros

Quando dizia que consistência é a coerência prolongada! Oras o que é coerência senão ações que comprovem e confirmem afirmações e posições tomadas? Consistência é Walk the Talk!!!

Se falamos de Gerenciamento pelo Exemplo , estamos falando do “ Walk the talk “!

Pois bem, não bastasse isso encontro em recente artigo de Alberto Carlos Almeida  ( Jornal O Valor ) uma colocação que me provocou , digamos , uma indignação com o status quo! (a discussão era da situação política do Brasil e fazia uma comparação entre condições e posição de Nixon nos anos 70 nos USA e Dilma nos anos 20XX no Brasil! ) : “Credibilidade, assim como confiança, é um ativo que cresce à medida que é utilizado!”  E diz ainda , em contexto de discussão política: “ Como Nixon nos ensina,  credibilidade não usada é credibilidade perdida !”

Diz o texto de Alberto Carlos Almeida:

“Na realidade o problema começa quando a população não entende os porquês da dificuldade ( dificuldades do ano 2015 !) , e acima de tudo , quando não vê o governo se empenhando para que as coisas mudem para melhor .”  e em seguida coloca o exemplo do pai que ficou desempregado e pede para a família reduzir gastos e temporariamente corta o curso de inglês dos filhos , mas que vai a luta , faz o Curriculum e diariamente mostra o empenho em buscar nova oportunidade de trabalho . Vai conseguir, mas o exemplo dado foi coerente com a solicitação de cortes de gastos e até investimentos da família. Todos vão apoiá-lo e dar-lhe suporte.

Para complicar um pouco mais nossas elaborações lembro que relacionamento é algo que acontece quando existe Comunicação e Confiança!  Confiança é derivada direta de credibilidade. Portanto relacionamento também é resultado da combinação positiva de comunicação e credibilidade. Este tema foi um trabalho de Jean Bartoli com ingredientes de Anna Arendt e que no final apela a possibilidade do perdão para o resgate do relacionamento quando confiança ( e credibilidade ) e comunicação falham por nossas fragilidades humanas.

O que acontece hoje no Brasil é isso tudo que acabo de dizer acima. Mas o foco desta reflexão não é só para o Brasil que sempre ocupa posição preponderante em nossas  preocupações , como se o Brasil fosse algo que , além e fora de nossa controle pessoal , interfere e influencia definitivamente nossas vidas ! (e em parte é isso mesmo que acontece!).

Mas veja por outro lado, desde os anos 80 passei  a observar e verificar que nossa economia formal e privada, nossa sociedade enquanto não pasteurizada e controlada por alguma força ideológica de qualquer vertente, sempre foi mais forte, superou e sobreviveu a todos os descasos e desmandos dos contextos vigentes. Desde a proclamação da república, mas de forma consistente, crescente e permanente cada vez mais firme, na passagem da ditadura Vargas, governos claudicantes, ditadura Militar e agora a pseudo-ditadura de esquerda, quase bolivariana que vivemos e nela imergimos.

Para fechar a reflexão meu desafio é de justamente colocar neste contexto amargo e temporariamente depressivo (até na economia!) e colocar em questão: Onde está a credibilidade de nossos líderes empresariais? Onde está o walk the talk destes líderes de empresas que comandam a economia real, que é a única que pode gerar riqueza para ser dividida na sociedade? Onde estão os líderes empresariais que se encastelam em associações e grupos, mas que nos momentos mais críticos ou se omitem ou esperam benesses de governos em decisões questionáveis de desonerações protegidas?

Em excelente artigo recente, Luiz Bersou coloca a necessidade de um pacto social para enfrentamento da crise atual por que passamos tanto política, quanto econômica.

Assim colocou Luiz Bersou na conclusão de seu artigo:

Questão fundamental que não está sendo percebida. Momentos de crise são também momentos de grandes ganhos ou perdas em credibilidade. Credibilidade é a mola de mobilização social. Fala-se em diálogos. Estão soltos por aí.

Diálogos soltos não levam a nada. A base para a capacidade de mobilização precisa ser o Pacto Social que traga para os líderes a condição de construir em conjunto.

Nesse momento em que o governo se mobiliza para salvar a si próprio, não quer cortar na própria carne, está abrindo mão de Pactos Sociais que não o interessam. Precisamos então de líderes empresariais e homens públicos que exijam a elaboração de Pactos Sociais que interessam principalmente à nação e que vão acabar salvando o governo que sobrar.”

Pois bem, lendo e relendo jornais e revistas recentes, consultando colegas que trabalham em Associações de classe empresarial vejo com preocupação que nosso empresariado em geral não só está na defensiva em relação a investimentos como também, como quase sempre nos últimos 30 anos, em posição não de protagonistas de propostas de Pactos Sociais como acima, de fazer acontecer como costumam cobrar de seus gerentes e diretores na empresa. Ao invés disso, estão  como sempre assistindo as coisas acontecerem e esperando que aconteçam como eles desejam . Poucos são exceção, e até estes tem estado em estado de observação.

Acredito que o problema do Brasil, das empresas, das associações e comunidades é anacrônico e sem solução de curto prazo. Precisamos de bons líderes e eles estão em falta!!

Marcos C Ribeiro

 
 

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CONJUNTURA E CENÁRIOS POLÍTICO-ECONÔMICOS DO BRASIL EM 2014 E A PRODUTIVIDADE No 4

Não acredito que este assunto se esgote no post No 4 do tema mas talvez até a consumação das eleições de 2014 eu vá olhar outros temas também urgentes e importantes.

Saiu a nova Matéria sobre o enfoque de produtividade na visão de Marketing Industrial e na constelação de valor das empresas válidas. Desta vez foquei a parte , diria , mais hardware , pois falo de produto, processos  e manufatura . Espero que gostem do texto e desde já agradeço os comentários.

A Revista de Marketing Industrial , editada bimensalmente pelo Instituto de Marketing Industrial , já está nas bancas e já chegou aos assinantes e amigos do Instituto . É a Revista de No 65 .

O arquivo está no link logo abaixo !

 

Bom Proveito e até breve ,

 

Produtividade 2 RMI No 65

 

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CONJUNTURA E CENÁRIOS POLÍTICO-ECONÔMICOS DO BRASIL EM 2014 E A PRODUTIVIDADE No 3

Produtividade R MI No 63

Para os que não encontraram ou não puderam adquirir a Revista de Marketing Industrial coloco  em anexo o texto que , como dito anteriormente tem a sua análise de contexto básico em post de marco do corrente ano.

Bom Proveito !

Marcos

 

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CONJUNTURA E CENÁRIOS POLÍTICO-ECONÔMICOS DO BRASIL EM 2014 E A PRODUTIVIDADE

Análise do Contexto e Cenário atual e próximo futuro como embasamento para a discussão de Produtividade na constelação de valor do Marketing Industrial.

Introdução e esclarecimento:

A grande motivação, para esta análise, foi a preparação do processo de pensamento e introdução para uma nova matéria de minha autoria que será publicada no próximo número da revista de Marketing Industrial, que será de No 63  ( única revista especializada em Marketing Industrial no Brasil e talvez na América Latina !) . A edição reduziu a análise introdutória por questão de espaço, mas autorizou a publicação neste Blog.

Desde já convido a todos que leiam este post que procurem ler o artigo na Revista, (Nas melhores bancas de revistas do Brasil  a partir de 24 de março) pois será um complemento interessante na discussão da questão da Produtividade. Produtividade, que na macroeconomia,  hoje é apresentada como a maior causa ( pela sua falta e não excesso !) de baixo crescimento do PIB e aumento da inflação no Brasil para hoje e para próximos anos.

Produtividade, que na microeconomia, não mais pode ser tratada separada da Qualidade do produto ou serviço e que é o componente causal real da competitividade de custo, com ou sem ganho de escala no volume.

Produtividade que nas empresas ainda é um foco primordial ainda que mal compreendido e mal trabalhado nos processos críticos e processos de suporte, na produção e na distribuição, com ERPs de ultima geração ou com processos manuais.

 A Análise como foi feita:

Há um ano propus um Back to Basics para a Indústria brasileira resgatar alguma competitividade.

O tema parece recorrente depois do desempenho industrial em 2013 e seus primeiros passos claudicantes em 2014; mas, pelos índices de crescimento do PIB brasileiro em 2012 e 2013, e pelas projeções ainda sem muito consenso, pode-se concluir que a questão não é privilégio do setor Industrial. O Agronegócio é um dos sustentadores de crescimento positivo e também da balança comercial do país, mas aparentemente Serviços também não têm dado grandes contribuições no que diz respeito à  produtividade e crescimento.

Para uma visão histórica, cabe lembrar que o PNQ (Prêmio Nacional da Qualidade) patrocinado pela FNQ (Fundação Nacional da Qualidade) tem 22 anos, o Instituto Nacional da Qualidade e Produtividade (IBQP) tem pouco mais de 10 anos. Pouco tempo para ser incorporada a cultura de negócios e estamos o tempo todo discutindo produtividade como elemento crítico para estabilidade e crescimento de nossa economia.

A visão da qualidade nos anos 50 era específica, porem com o passar dos anos qualidade e produtividade ficaram indissociáveis. Estes dois pontos considerados como Default na administração das empresas em geral, e também nas empresas válidas, infelizmente, não têm sido claramente tratados como condição si ne qua non para competividade e construção de valor. Foi somente em 2005 que a FNQ formalizou o programa MEG, Modelo de Excelência em Gestão, que havia sido iniciado com o programa “Primeiros Passos”, em 1998.

Porque isso é importante? Porque entre 2013 e 2014 as discussões sobre produtividade da economia e a produtividade das empresas ganharam nova ênfase por consequência direta da queda do índice de crescimento da economia, desindustrialização, e também dos resultados financeiros médios das empresas no Brasil. E este tema está implícito na construção de valor nas relações entre empresas, e na geração de riqueza para toda a sociedade.

O ano de 2014 começa com grandes expectativas, na sua maioria, pessimistas, ainda que eu as considere as  mais realistas; assim taxadas como pessimistas por conta da construção do conhecimento convencional que advém da mídia, de alguns gurus e no final até da academia. Hoje, a visão otimista é reproduzida por força de multiplicação da comunicação oficial e governamental, e a realista está nas matérias assinadas por articulistas e comentaristas que assumem a opinião e não deixam sequelas na relação da mídia com os promotores das histórias oficiais.

A crise dos emergentes, que se repete nas matérias de periódicos, é também uma forma de não assumir responsabilidades seja de quem definiu as políticas econômicas, ou seja, de quem vem postergando decisões empresariais de busca de produtividade real contando com benesses de decisões de governo. Ambas as posições colocam responsabilidades exógenas ao seu ambiente e área de responsabilidade.

A inflação crescente no Brasil, segundo os maiores especialistas, advém de excessos de políticas em favor de consumo, sem o devido suporte de ações fundamentais de investimentos e de decisões de reformas pendentes críticas. O resumo da argumentação é que esgotamos os ganhos de produtividade que foram realizadas nas últimas reformas que o governo promoveu entre 1994 e 2004. São 10 anos de usufruto sem novas ações de geração de maior produtividade na economia do país.

Em paralelo, se analisarmos os resultados publicados pela FNQ, que avalia empresas brasileiras de 2000 a 2012, encontraremos em seus resultados médios o que segue:

– A amostra considerada foi de 27000 empresas, aproximadamente, sendo aproximadamente 1/3 de indústria, 1/3 de comércio e 1/3 de serviços.

-Crescimento do faturamento líquido, descontada a inflação foi de 96 % em 12 anos.

– O setor de serviços, após melhoria de resultado EBITDA (LAJIDA) entre 2005 e 2009, voltou aos patamares de 2001, com resultado médio de 17% do Faturamento Líquida.

– Na Indústria a curva foi semelhante, ou seja, com melhorias expressivas nos anos de 2005 a 2008, queda forte em 2009, resultado de “marolas” da crise mundial, e entre 2010 e 2011 recupera patamares anteriores, mas já em 2012 o EBITDA retorna aos 12 % do início do século.

– No comércio, resulta o oposto dos demais, com crescimento contínuo de 2000 em diante praticamente dobrando o EBITDA e atingindo em 2012 o índice de 5,2%, o que para comércio é algo significativo. Houve, de fato, um aproveitamento razoável do crescimento do crédito e incentivos ao consumo que promoveram o crescimento do PIB brasileiro de 4% a 7% por alguns anos).

A nova matriz econômica do atual governo federal foi introduzida às vésperas do ano de 2010, mas foi recrudescida a partir de 2010 quando a meta da inflação foi negligenciada por um maior foco no limite superior da banda, e excesso de intervenções de governo, seja em preços de mercado, seja na distribuição discricionária de reduções de impostos setorialmente, seja no excesso de crédito e de moeda na economia. (Carteira da CEF tem expandido em 40% ao ano e do BNDES em 20%%!!)

Esperar grandes ajustes no ano de eleições é um pouco ingênuo, mas os primeiros ajustes na economia ainda em 2014 e mais fortemente em 2015 são praticamente certos. Ajustes apenas vão deixar claras as perdas causadas pela adoção da nova matriz econômicas.

Nas empresas não deveria haver esperas e demoras em ajustes no sentido da produtividade e competitividade uma vez que nelas não existem as mesmas componentes políticas que existem no ambiente macro econômico. Na microeconomia a liberdade de decisão e desenho de estratégias é mais livre dentro do âmbito da organização, seu modelo de gestão e seus propósitos nos negócios.

John Mills empresário Britânico do século XIX, já declarava: “O pânico não destrói capital; ele meramente revela a extensão em que foi previamente destruído pelo uso em atividades irremediavelmente improdutivas.”

Ainda no mesmo trabalho da FNQ vemos que nos últimos 12 anos os investimentos como percentual do faturamento líquido entre indústria e serviços variou em entre 6% e 8% para indústria e entre 10% e 12 % em serviços. Como o faturamento líquido entre os dois é de dois para um a favor da indústria, vemos que nominalmente o investimento na indústria tem valor pouco superior. Mas, se compararmos com produtividade, nenhum dos  setores demonstrou os ganhos que deveriam advir destes investimentos em favor de redução de custos ou produtividade.

No Brasil, em 2010 (IBGE), tínhamos quase 300 mil empresas no setor industrial, ativas, e quase 900 mil no setor de serviços.

Somente 800 empresas, aproximadamente, estão se beneficiando da Lei do Bem com incentivos sobre IRPJ (imposto de renda Pessoa Jurídica) com efeitos no caixa para atividades de inovação e desenvolvimento de produtos e processos ou novas tecnologias. Competitividade, construção de valor e dependem de inovação tanto quanto a produtividade.

Vale observar que são poucas as empresas afiliadas ao FNQ, pouco mais de 100. Contando com a entrada das PMEs (Pequenas e Médias Empresas) via SEBRAE (modelo de auto avaliação do MEG), temos pouco mais como 80 mil PMEs em busca de melhoria de seus modelos de gestão.

Em artigo recente do Professor Y. Nakano (FGV), no Jornal O Valor, dentre o que chamou de “jabuticabas” no atual modelo adotado na economia brasileira, e que exigem reformas profundas e rápidas, saliento: desindustrialização precoce com alocações de recursos privilegiando o setor de “non-Tradeables”; carga tributária fora do padrão internacional; baixa taxa de investimento produtivo; estímulo para que os jovens talentos sejam atraídos não pela atividade produtiva, mas para atividades que apropriam aquilo que é produzido; entre outras. Consequentemente vemos as atuais ações sobre taxas de juros e inflação que podem nos colocar como ponto fora da curva, comparativamente a outros países emergentes,

Por fim, na leitura do contexto, quero enfatizar posições recentes do Professor David Kupfer (UFRJ) que é estudioso do tema Produtividade na Indústria e Competitividade. Em recente artigo de opinião no jornal O Valor ele salienta: “No Brasil, a rigidez estrutural é uma das principais causas da lenta evolução da produtividade que vem acompanhando a indústria nacional há tantos anos. Aqui esta rigidez estrutural manifesta-se como um fenômeno no qual o setor industrial reage às pressões de competitividade com investimentos de modernização, mas não em expansão de capacidade produtiva, diversificação das linhas de produto ou inovações de produtos ou processos, que tendem a ser muito mais efetivos.”.

Diz ainda: “A tese sustentada por boas razões empíricas é de que os dois fatores da dinâmica da produtividade – Destruição criadora (entrada de novas empresas inovadoras na economia) e retornos crescentes (escala ou aprendizado tecnológico e organizacional), mais ligados à eficiência técnica –  são mais relevantes para países emergentes.”.

Dica Final :

Aqui encerrei a análise introdutória, que segue em breve na matéria da revista,fica agora como convite a curiosidade do leitor para ver o seguimento da análise conceituando produtividade e depois analisando da constelação de Valor do Marketing Industrial, em uma Empresa Válida, a questão dos Talentos realizados e a questão da Evolução Deliberada.

Convido também que conheçam e visitem o site www.emkti.com.br  e www.imi.org.br

 

Recomendo também os livros :

Empresas Validas de Nelio Arantes

Foco do Cliente de José Carlos Teixeira Moreira.

Bom Proveito

 

Marcos C Ribeiro

 

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Petrobrás e o Pré-sal !

Continuo muito intrigado e até meio indignado com o que pode ser a maior falácia do Brasil das ultimas décadas.

Li cuidadosamente, em O Valor de 6 de março de 2014 , matéria paga da Petrobrás com o título : “Resultado Petrobrás 2013 e Novo recorde do Pré-sal : 412 mil barris de Petróleo por dia . Planejamento estratégico 2030 e Plano de Negócios e gestão 2014-2018”

Pois bem, acho que mesmo lendo mais de uma vez não entendi o conteúdo quantitativo e por conta deste entendo que o conteúdo qualitativo ficou totalmente prejudicado.

Vejamos:

  1. O pré-sal foi descoberto e anunciado com pompa e circunstância e mais uns R$ 220 Bi do BNDES entre 2007 e 2008 no final do governo Lula.
  2. A matéria aponta que temos 21 poços de pré-sal de alta produtividade. E indica que estes poços fazem parte do sucesso de R$ 23,6 Bi de lucros apurados em 2013 ( e não a venda de ativos que consta do relatório anual e monta R$ 23,4 Bi e também por coincidência em 21 operações estruturantes !). Oras, ao que se sabe não existe ainda tecnologia para produção em escala do verdadeiro pré-sal e este petróleo ( que existe em outras partes do mundo ) ainda não se tornou economicamente viável. E cada poço dos 21 na média produz 20 mbd.
  3. A produção do ano de 2013 média foi de 2539 mil  bpd , logo o pré-sal já é responsável por 0,016  % do total da produção da Petrobrás em menos de 7 anos do seu anuncio ? Mas recentemente ouvimos que era 16%%? Mas, ainda conforme a matéria, se a produção cresceu em 11 % desde 2006 podemos entender que em 2006 nossa produção na média era de 2259 mil mbd e, portanto o Brasil já deveria estar produzindo pelo menos 132 mbd de pré-sal em 2006? A conta não fecha, ou o petróleo da plataforma marítima tradicional perdeu produção nos últimos 7 anos.
  4. Reafirma a Petrobrás que sua produção irá crescer, em 2014, 7,5 % ou algo como 190 mbd  e para tal termos 9 nova plataformas que acrescentarão 1 mbd de produção . Devemos entender então que as 9 plataformas entrarão em operação na média entre julho e agosto e só produzirão meio ano. Se 9 plataformas acrescentam 1 mbd de produção , cada plataforma deve produzir 110 mbd  ou 5 vezes mais do que a média dos 20 poços que fazem nosso pré-sal um sucesso ?
  5. As novas plataformas de produção recém-inauguradas ou a inaugurar levam os números P55, P58, P62 e P63 e são todas encomendas de 2008 a 2009 e, portanto para petróleo de águas profundas, mas ainda não para o pré-sal.
  6. A base estratégica é de chegar a produção de 4000 mil mbd, ou 4 milhões de barris por dia. Isso requer crescer mais 46 sobre o projetado para 2014.  Ou aproximadamente mais 12 plataformas tão produtivas quando as novas de 2014 ou talvez mais 60 poços do Pré-sal.
  7. Investimentos para tudo isso , prometem , serão gerados da própria geração de caixa da Petrobrás, e montam para o PNG 2014-2018 até US$ 220 Bilhões.

 

Com tanta projeção, algo confusa para nós leigos em relatórios financeiros de resultados anuais, e muito mais leigos em petróleo, só posso concluir que fiz bem em vender as ações da Petrobrás, ainda em 2010, ações que comecei a investir, por acreditar, em 1985 como jovem recém-formado em economia e membro de um clube de investimento de aprendizado.

Outra conclusão é que se eu pudesse acreditar que os números acima fazem sentido e as projeções sejam realistas, ao preço atual na Bovespa eu deveria voltar a comprar ações da Petrobrás.

Outra conclusão é que os resultados prejudicados por políticas equivocadas de preço e distribuição de gasolina e outros derivados, como ação de contenção de inflação, não aparecem nas explicações públicas do lucro frustrante da outrora gigante do orgulho nacional.

Outra conclusão é que em adição ao que já foi emprestado para a Petrobrás até 2012 pelo BNDES depois dos aportes do tesouro, ainda restam mais US$ 220 bilhões. Alem destes devem existir investimentos de parceiros em até outros US$ 63 Bilhões.

Ultima promessa a ser cumprida e cobrada é de que em 2018 a produção do pré-sal representará 52% da produção de Petróleo total da Petrobrás.

Parece-me que não existem mais limites para as falácias e para o embuste aos investidores incautos.

Não, eu não voltarei a comprar ações da Petrobrás enquanto eu não entender muito bem os números que não fecham.

Se alguém souber me explicar os números acima expostos e me comprovar que existe sim tecnologia para produção econômica do verdadeiro pré-sal, sejam dos 412 mbd de hoje sejam os 2080 mil mbd prometidos para 2018, por favor, entre em contato que ficarei imensamente grato pelos esclarecimentos que espero sinceramente existam.

Aos portadores de ações da Petrobrás, meus melhores augúrios para que as perdas fiquem por onde estão.

Até que isso ocorra permaneço intrigado e indignado.

Boa Sorte Brasil!

 

Marcos C Ribeiro

 
 

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