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Arquivo da categoria: Economia

Petrobrás e o Pré-sal !

Continuo muito intrigado e até meio indignado com o que pode ser a maior falácia do Brasil das ultimas décadas.

Li cuidadosamente, em O Valor de 6 de março de 2014 , matéria paga da Petrobrás com o título : “Resultado Petrobrás 2013 e Novo recorde do Pré-sal : 412 mil barris de Petróleo por dia . Planejamento estratégico 2030 e Plano de Negócios e gestão 2014-2018”

Pois bem, acho que mesmo lendo mais de uma vez não entendi o conteúdo quantitativo e por conta deste entendo que o conteúdo qualitativo ficou totalmente prejudicado.

Vejamos:

  1. O pré-sal foi descoberto e anunciado com pompa e circunstância e mais uns R$ 220 Bi do BNDES entre 2007 e 2008 no final do governo Lula.
  2. A matéria aponta que temos 21 poços de pré-sal de alta produtividade. E indica que estes poços fazem parte do sucesso de R$ 23,6 Bi de lucros apurados em 2013 ( e não a venda de ativos que consta do relatório anual e monta R$ 23,4 Bi e também por coincidência em 21 operações estruturantes !). Oras, ao que se sabe não existe ainda tecnologia para produção em escala do verdadeiro pré-sal e este petróleo ( que existe em outras partes do mundo ) ainda não se tornou economicamente viável. E cada poço dos 21 na média produz 20 mbd.
  3. A produção do ano de 2013 média foi de 2539 mil  bpd , logo o pré-sal já é responsável por 0,016  % do total da produção da Petrobrás em menos de 7 anos do seu anuncio ? Mas recentemente ouvimos que era 16%%? Mas, ainda conforme a matéria, se a produção cresceu em 11 % desde 2006 podemos entender que em 2006 nossa produção na média era de 2259 mil mbd e, portanto o Brasil já deveria estar produzindo pelo menos 132 mbd de pré-sal em 2006? A conta não fecha, ou o petróleo da plataforma marítima tradicional perdeu produção nos últimos 7 anos.
  4. Reafirma a Petrobrás que sua produção irá crescer, em 2014, 7,5 % ou algo como 190 mbd  e para tal termos 9 nova plataformas que acrescentarão 1 mbd de produção . Devemos entender então que as 9 plataformas entrarão em operação na média entre julho e agosto e só produzirão meio ano. Se 9 plataformas acrescentam 1 mbd de produção , cada plataforma deve produzir 110 mbd  ou 5 vezes mais do que a média dos 20 poços que fazem nosso pré-sal um sucesso ?
  5. As novas plataformas de produção recém-inauguradas ou a inaugurar levam os números P55, P58, P62 e P63 e são todas encomendas de 2008 a 2009 e, portanto para petróleo de águas profundas, mas ainda não para o pré-sal.
  6. A base estratégica é de chegar a produção de 4000 mil mbd, ou 4 milhões de barris por dia. Isso requer crescer mais 46 sobre o projetado para 2014.  Ou aproximadamente mais 12 plataformas tão produtivas quando as novas de 2014 ou talvez mais 60 poços do Pré-sal.
  7. Investimentos para tudo isso , prometem , serão gerados da própria geração de caixa da Petrobrás, e montam para o PNG 2014-2018 até US$ 220 Bilhões.

 

Com tanta projeção, algo confusa para nós leigos em relatórios financeiros de resultados anuais, e muito mais leigos em petróleo, só posso concluir que fiz bem em vender as ações da Petrobrás, ainda em 2010, ações que comecei a investir, por acreditar, em 1985 como jovem recém-formado em economia e membro de um clube de investimento de aprendizado.

Outra conclusão é que se eu pudesse acreditar que os números acima fazem sentido e as projeções sejam realistas, ao preço atual na Bovespa eu deveria voltar a comprar ações da Petrobrás.

Outra conclusão é que os resultados prejudicados por políticas equivocadas de preço e distribuição de gasolina e outros derivados, como ação de contenção de inflação, não aparecem nas explicações públicas do lucro frustrante da outrora gigante do orgulho nacional.

Outra conclusão é que em adição ao que já foi emprestado para a Petrobrás até 2012 pelo BNDES depois dos aportes do tesouro, ainda restam mais US$ 220 bilhões. Alem destes devem existir investimentos de parceiros em até outros US$ 63 Bilhões.

Ultima promessa a ser cumprida e cobrada é de que em 2018 a produção do pré-sal representará 52% da produção de Petróleo total da Petrobrás.

Parece-me que não existem mais limites para as falácias e para o embuste aos investidores incautos.

Não, eu não voltarei a comprar ações da Petrobrás enquanto eu não entender muito bem os números que não fecham.

Se alguém souber me explicar os números acima expostos e me comprovar que existe sim tecnologia para produção econômica do verdadeiro pré-sal, sejam dos 412 mbd de hoje sejam os 2080 mil mbd prometidos para 2018, por favor, entre em contato que ficarei imensamente grato pelos esclarecimentos que espero sinceramente existam.

Aos portadores de ações da Petrobrás, meus melhores augúrios para que as perdas fiquem por onde estão.

Até que isso ocorra permaneço intrigado e indignado.

Boa Sorte Brasil!

 

Marcos C Ribeiro

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Dos riscos de apagões e racionamento de energia – Desta vez não esvaziaram Furnas.

Tudo começou com uma troca de e-mails sobre a falácia da produção de petróleo do Pré Sal da Petrobrás do PT ! O interessante é que só falamos da fonte de energia dos chamados combustíveis fósseis .

Mas veio a pergunta de um primo querido que também é atuante nas questões ambientais :

Será que não deveremos partir mesmo para a bioenergia (cana, babaçu, etc…), além da eólica e solar?

Ou teremos de encarar a energia nuclear …

Respondi rapidamente mas acredito que é uma leitura realista do contexto e do cenário da geração de energia elétrica no Brasil de hoje e do Futuro . Logo depois disso li a ultima página da ultima edição de Exame e li o que o Professor Goldemberg falou na entrevista : ” Na prática já vivemos um racionamento !!”

Resposta para sua eventual curiosidade :

Nosso problema me parece ser outro , mas seguem alguns dados importantes :

 

Eólica no Brasil tem potencial limitado pois depende de ventos contínuos para ser eficiente e ter custo benefício compatível. Mesmo assim nossa maior instalação no CE está sem produzir porque a CHESF não construiu as linhas de transmissão . São vários M Watts disponíveis e inúteis.

 

Bio Energia já é realidade onde existe a possibilidade , assim mesmo as políticas de intervenção do governo mantem o etano com baixa rentabilidade para teoricamente conter a inflação ( falácia) e para manter refinarias da Petrobrás ativas , mas o tiro saiu pela culatra com o aumento de consumo e necessidades de importação , e agora com o cambio ainda apreciado mas mais realista ! Petrobrás via se esvaindo aos poucos.

 

Solar tem soluções mais interessantes para pequenos consumos. As células solares e geração de energia em pequenas porções em breve poderá ser útil para uso residencial e até fornecer excedente para as distribuidoras mas precisa que Aneel e legislação acompanhem as possibilidades o que não me parece ser boa expectativa pois as” Anateis a Aneeis” também estão aparelhadas pelo partido dominante do poder atualmente ..

 

Energia nuclear limpa é viável e realidade em todo o hemisfério norte ocidental mas depende de investimentos grandes e de infraestrutura , o que não tem sido o forte da nossa linha política de governo atual. Não tenho muitas esperanças de solução nesta linha nem nos próximos 10 anos !

 

Hidroelétricas no N do Pais estarão entrando no sistema com atraso mas vão segurar a barra por algum tempo. Mas sem linhas de distribuição e inteligência de distribuição dos excedentes vai haver racionamento e apagões …

Neste ínterim as termoelétricas a gás ou mesmo a óleo combustível podem ajudar e muito . No apagão do FHC ( provocado com o esvaziamento de Furnas de propósito… aliás !) foram viabilizadas mais de 40 termoelétricas mas acredito que só a metade saiu do papel . São investimentos unitários menores e de fácil localização regionalizada. O custo é maior do que a energia hidro mas é mais baixo do que todas as outras.

 

Pegar de volta Os G Watts que fornecemos para AR seria um problema e continuar a pagar mais caro para as sobras dos Paraguaios de Itaipu já é parte da solução insuficiente de hoje.

 

Crescer a mais de 4% ao ano no PIB ter em breve um novo contingente de classe média comprando aparelhos de AC para suas casas é caos no suprimento antes que qualquer solução bem planejada possa ser implementada . Como Planejamento não existe no Brasil há mais de 12 anos podemos saber o que nos espera.

Boa sorte para todos nós !

 

 

 
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Publicado por em 17/02/2014 em Contexto, Economia

 

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Contabilidade Criativa II

Não deixem de ler na Folha de hoje no caderno de mercado a matéria sobre o tema !
Qualquer semelhança nao é mera coincidência e acrescente-se os dados quantificados e as diversas consultorias que estão na luta de manter uma visão realista do cenário.
Também não é mera coincidência a semelhança com os comportamentos e atitudes de governo na Argentina desde o marida da Cristina.
Não mencionarei a Venezuela para não desrespeitar o moribundo !
Boa Sorte Brasil !
ps: Lula procurou Dilma pois está preocupado com o governo PT atual !!! Agora sim podemos dar uma gargalhada !!!

 
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Publicado por em 12/01/2013 em Contexto, Economia, Geral

 

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Contabilidade Criativa

O mais novo nome para malabarismos contábeis que tornam opaco o resultado das contas publicas brasileiras.
Estamos em anos onde a transparência é o termo mais utilizado para expressão da realidade , ou da verdade quantitativa ou qualitativa , da sinceridade nas relações entre CNPJs ou entre pessoas . Transparência como qualidade de poder ver através , sem distorções e sem alterações de cores ou imagens que estão atrás do anteparo .
este anteparo no caso de resultados sempre foram relatórios economico financeiros, o balanço , saldos de fluxos de caixas , geração líquida de caixa etc…
transparência nos resultados que afetam investidores ou acionistas na sua capacidade de discernir , julgar, avaliar e quem sabe influenciar nas decisões e destinos da sociedade , no caso de uma SA , capital aberto ou fechado , ou uma Ltda , um nucleo de pessoas em comunidade , uma nação ou país , uma sociedade !
Empresas que foram pouco transparentes com seus acionistas provocaram grandes disturbios nas bolsas de valores e na vida de seus investidores . Casos antológicos como ENRON , que fecharam auditorias consagradas e geraram novas leis de controle de expressão e comunicação de resultados , entre outros controles , como a famosa Sarbanes & Oxley nos USA , SOX para os íntimos.
No Brasil a CVM controla , estimula e gerencia a expressão da realidade dos resultados das empresas listadas em bolsa. Temos nossas leis para isso. A famosa lei 11638/08 que é muito semelhante ao famoso IFRS ( International Financial Reporting Standards) , implementada desde 2009 em diante trouxe melhores visões dos resultados das empresas obrigadas a seguirem esta nova lei , ou seja , resumindo , trouxe transparência para acionistas e investidores.
O nosso governo desde que liderado pelo PT , do Lula até a Dilma , que só foi eleito pela carta que se comprometia a cumrpir contratos , isto desde 2002 , e seguir diretrizes básicas da boa gestão da economia e das finanças publicas , isso desde 2002 !! O mesmo partido que foi contra mas perdeu e hoje deve seguir as normas da lei de responsabilidade fiscal que evitou muitos desvarios de prefeitos e governadores até hoje.
Sim , este governo PT que tem aumentado sem controle gastos publicos , gastos de custeio , que promete e não cumpre os investimentos de PAC 1 e PAC 2 em infraestrutura , este governo que gasta mais do que arrecada , que financia obras e empreendimentos questionáveis via BNDES ( inclusive nas bolívias e venezuelas da vida !) desde 2008 ( não é mera coincidência ser perto da eleição da Dilma) vem alterando os bons princípios contábeis de contabilidade e resultados das economias e finanças do Brasil . Belo exemplo ! Seja via contabilidade fiscal ou não as empresas e os cidadãos são mobilizados e regulados por leis que garantem transparência cada vez mais em suas declarações de renda e de resultados.
A Contabilidade pública do governo federal por sua vez , com a imposição e anuência de nossos grandes ministros e ortanto e conseguinte com o de acordo da presidência tem de forma crescente alterado os resultados economico/financeiros de ano após ano.
Só agora a imprensa veiio a publico e começou a desvendar em parte esta , talvez fraude , mas no mínimo , falta de transparência e geração de confusão na leitura e avaliação da performance economica do governo. Isso afeta a própria avaliação da dívida pública, e seus impactos nas finanças públicas. Pior , tudo leva a crer que com manobras de transferências não recomendáveis entre Tesouro e BNDES entre outros estamos mascarando o deficit fiscal real e muitos outros números que iriam expor a forma errática e improvisada com que temos tratado a questão da economia do país.
Como disse hoje na Jovem Pan , nosso ex presidente do BC , Gustavo Loyola , estamos comentendo um conjunto de “pequenos homicídio” institucionais diariamente e usando da Contabilidade Criativa para escondê-los ou ao menos ganharmos tempo para evitar melhor avaliação que ponha em cheque uma pretensa liderança do Brasil nos ultimos anos como o país que melhor se saiu da crise de 2008 e ainda melhor tem promovido seu desenvolvimento .
O Pibinho de 2012 , o talvez PIB 2013 , a Inflação real de 2012 , a inflação crescnete em 2013 , nossos saldos de balança comercial decrescentes, nosso crescimento de custeio, falta de investimentos de infra estrutura que oneram o custo Brasil , nossas facilidade de isenção fiscal apra áreas obsoletas da industria que sobrevive de subsídios e desonerações , ou seja a total perda de produtividade dos setores e portanto da economia estão aí para finalmente desmascarar o que a Contabilidade Criativa tenta esconder .
Felizmente não somos e não seremos uma ” Argentina ” que cala a imprensa cada vez mais , esconde as mazelas de suas economias , mente acintosamente sobre sua inflação interna e sua regressão como nação . Por mais que o PT tente não seremos !
Que 2013 traga de fato mais transparência para todos os anteparos opacos que escondem e protegem a irresponsabilidade de por aperder mais de 20 anos de luta para tornar o brasil diferente do que foi até 1990.
Contabilidade Criativa é no mínimo anti-ética fruto de um grupo que se sustenta e pereniza aético !

 
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Publicado por em 09/01/2013 em Contexto, Economia

 

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Povo brasileiro , um povo limpo !!!

O BRASILEIRO SE LOCUPLETA DE SER UM POVO LIMPO, MAS SERÁ QUE É MESMO…?

O povo brasileiro foi ensinado no inconsciente popular de que é um povo limpo. Usurpando da herança indígena que nos ensinou que tomar banho todos os dias é bom e se a água do rio ou do mar é limpa, faz até bem para a saúde (até D. João VI aprendeu isso!)
Pois bem, em parte isso é verdade. Uma vez que o mercado de sabonetes está preocupado com a provável estabilização do consumo no que foi uma alta de demanda depois das reformas recentes (últimos 20 anos) onde a inflação foi domada, o poder de compra da classe média subiu , a classe média emergente surgiu e assim por diante . Mas como podem as multinacionais conviver com crescimento vegetativo agora? Como justificar para os acionistas em Wall Street que o crescimento geométrico agora virou aritmético simples?
Veja que a pesquisa publicada em O Valor em 5 de novembro de 2012 nos disse que a indústria e o produto sabonete são de uma categoria madura pois já habitam nossos lares em 99% deles !!! Oras se o valor da venda subiu 10% e o volume caiu 1,2 % só pode ser por aumento de preço venda! A inflação corre solta na cesta que o governo não quer medir!
Interessante também saber que a pesquisa confirma nossa herança indígena. O brasileiro toma de 2 a 3 banhos por dia na média !!!!! Acreditem, a impressão que temos no interior do ônibus e metrôs ou subúrbios é ponto fora da curva!!! Mas que fosse um banho por dia, seria a comprovação de que estamos bem acima da média do hemisfério norte e é isso que a pesquisa quis dizer nas entrelinhas. O mercado é bom e promissor. Quanto mais banho mais sabonetes!
Pois bem, mas aí vem o contraponto! E o contraponto na música é tão importante que a Bossa Nova está repleta deles quanto o Jazz e a MPB. E só por isso que temos um interesse especial pelo contraponto.
No final da pesquisa, depois de falar de sabonetes bactericidas, de sabonetes líquidos como novo sonho de consumo da classe média emergente etc. e tal… Vem à realidade!
Higiene é uma questão de educação. Educação de berço, de herança, de formação nas escolas públicas porque higiene é saúde publica e isso tudo é custo para o país, estado e município e, portanto custo para os cidadãos que pagam impostos!
“O hábito do brasileiro de lavar as mãos não é tão desenvolvido quanto o de tomar banhos!” (sic) , disse Adriana Castro , diretora de Marketing da Unilever !”A média do brasileiro é de lavar as mãos 2 vezes ao dia enquanto o ideal é de pelo menos 5 vezes !”
Bem, em se levando em consideração que ir ao banheiro para urinar 3 vezes ao dia deve ser uma média quase crítica e que tomamos ao menos 3 refeições ao dia , café da manhã , almoço e janta e considerando que a maioria não pensa em otimização de custo ou de desperdícios unindo idas ao banheiro concomitantes a tomada de refeições creio que estamos defasados ao menos em 4 lavadas de mão por dia !
Num país onde educação se confunde com política demagógica, onde lavar as mãos não é comum (observe quantos lavaram as mãos ao sair de um banheiro público – observe nos banheiros de aeroportos onde só os de classe média podem frequentar!), onde a maior parte ainda não tem esgoto tratado , onde obras de coleta e tratamento de esgoto é tratada como perda de tempo por políticos que não gostam de ver enterradas as verbas bem aplicadas ….onde obras de infraestrutura se confundem entre saúde públicas , tratamento de água e esgoto e pistas de automóveis para acessos aos Itaquerões da vida !!!
Feliz Ano Novo, mas, por favor, lave as mãos ao menos 5 vezes por dia .Use sabão líquido brasileiro se assim for melhor e lembre-se de que nos velhos tempos até sabão de Côco resolvia , mas esquecemos disso !

Abraços

Marcos

 
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Publicado por em 31/12/2012 em Contexto, Economia

 

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Correios e seu monopólio!

A ECT do alto de seu poder estatal , reforçado pelo governo atual já fechou algumas empresas de entregas rápidas e ou de segurança. Incluisve a empresa do Eike Batista que atuava no RJ principalmente. Sempre existe algum juiz de primeira instancia a serviços do Correio !
Até há alguns anos atrás a ECT gerava lucros e contribuia diretamente com recursos ao Tesouro. De uns anos apra cá perdeu parte de sua produtividade como reflexo de modelo de gestão que se apoia e sobrevive de um pretenso monopólio , que sim é verdadeiro para correspondências, mas em cuja pretenção , a revelia da lei que define o que a ECT pode fazer segue com seus tentáculos tentando abraçar mercados da iniciativa privada , mais bem gerida e mais produtiva , logo mais competitiva.
Sedex concorre com carga fracioanda e caminhões da ECT até mundaça residencial já fazem.
O Correio Híbrido que felizmente não saiu de um edital no mínimo suspeito ainda opera em plantas piloto de Curitiba e Belém do Pará como um fantasma a espreita do primeiro vacilo da Industria Gráfica que opera impressão digital e distribuida , há décadas.
Agencias dos Correios são filiais de Bancos .
Suas lojas franqueadas finalmente terminaram de rever os contratos em luta que perdurou mais de 10 anos e certamente com rendimentos decrescentes para os franqueados , é lógico. De fato o que a ECT gostatria de ter feito era concelar os contratos e tomar posse das lojas mais rentáveis.
Empresa estatal só pode fazer o que está previsto na lei que a criou e a lei postal brasileira á antiga e prevê correspondências pessoais e comerciais . Não especifica transporte de valores ou documentos críticos. Por isso as UPS , DHL etc… tem o direito de fazer este tipo de entrega.
Mas pegar o caso do DHL na entrega especial de passaportes com vistos para entrada nos Estados Unidos é mesmo muita arrogância da ECT. Diria uma provocação gratuita.
A Lei postal que nos idos de 2001/2 um certo Pimenta da veiga tentou passar no congresso felizmente foi arquivada . A CPI dos correios apareceu na esteira das intenções corporativistas. Por esta lei até entrega de pizza delivery seria monopólio da estatal !
No caso da EBX no RJ , depois da liminar o desembargador não somente cassou a liminar mas tambem recomendou ao Sr meretíssimo Juiz de 1a instância Federal que fosse se atualizar nas leis depois da CF de 1988.
Creio que o caso atual com nossos passaportes merece a mesma recomendação.
Ah! Não conte com a imprensa para ir fundo nesta questão porque a ECT é de fato uma das maiores empresas de governo na contratação de propaganda e publicidade nas mídia impressa deste país !
Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 29/10/2012 em Economia, Geral

 

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O verdadeiro desafio da Industria no Brasil II

O verdadeiro desafio da Indústria no Brasil II

Muito se fala em desindustrialização e como grande argumento deste fenômeno utiliza-se da leitura de crescimento do PIB subdividido entre Industrial, Agricultura e Serviços. Primeira grande falha da análise.
A participação relativa da Indústria no PIB mundial tem caído na medida em que crescem mais do que a indústria os segmentos de serviços e agricultura.
A tendência de maior crescimento nos setores de serviços e agricultura, desde o final dos anos 80 já é uma realidade em todo o mundo ocidental e a única exceção foi a Ásia que recebeu a indústria de manufatura exportada dos Estados Unidos em busca de custos de mão de obra mais baixos.
Por outro lado o crescimento de serviços e da agricultura é um fato incontestável e não demérito da gestão da economia mas consequência natural dos limites de produtividade da indústria de transformação frente ao aumento significativo dos custos de mão de obra aliados aos crescentes esforços de ganho de escala de produção da consolidação das industrias mais importantes através dos também crescentes eventos de M&A.
Este tema tem me incomodado sobremaneira porque as discussões sobre o mesmo na mídia tem mantido um viés do conhecimento convencional que não entendo a quem possa interessar.
Tudo bem, com as reduções de IPI sobre automotivos entendo, um pouco da importância dos lobbies de um segmento industrial.
Quando olho o Brasil praticamente no pleno emprego, com taxas de desemprego abaixo de 6%%, penso:
1.como pode, se o CNI publica utilização de capacidade de produção ainda acima de 75 % o que por si só é uma aberração quando a indústria total brasileira para tal índice trabalharia mais de 2 turnos o que na média não é verdade ?
2. Como pode , se o BC abaixa a taxa de juros mas o investimento na produção não vem mas somente mais endividamento da população via consumo ?
3. Como pode se o PIB cresce em 2012 semente algo ao redor de 1,8 % e se projeta para 2013 algo como 4 % ?
Pode com inflação , com maior endividamento do governo que não se importa mais com o equilíbrio fiscal , com um PAC atrás do outro que só existe no papel e na prática sabemos que só temos atrasos e falta de investimentos de fato . Pode com uma população aposentada endividada, uma parcela razoável da MOD na indústria com mais de 40% do seu salário atrelado a pagamento de dívidas contraídas com promessas de benesses de governo,.
Pode também quando sabemos que o BC está perdendo sua autonomia tão difícil de conquistar nos últimos 20 anos para dar vazão a uma fantasia orquestrada por um ministério da fazenda que especula tanto quanto os ideólogos do partido da posição.
Pode também, e infelizmente, quando as vozes do empresariado brasileiro, a começar da FIESP, altar da indústria Paulista e Brasileira conseguem manter o mesmo discurso anacrônico de décadas a despeito de todas as mudanças pelas quais a Nação já passou.
Não existe uma desindustrialização no Brasil diferente do que existe no mundo ocidental há mais de 30 anos.
Não existe um cenário mais favorável do que o atual para crescimento maior relativo do agronegócio no seguimento do que já se verifica há mais de 2 décadas n setor de serviços.
Aliás, cabe lembrar que a medição do PIB como setor de serviços mais reconhecido tem menos de 15 anos.
Cabe também salientar que na cadeia de valor do agronegócio além da medição de seu PIB pela produção de alimentos e produtos agrícolas primários e secundários devemos medir a indústria que beneficia a produção agrícola o que deveria ser levado em conta no PIB industrial medido hoje!
Ou seja, vamos tentar ao menos questionar o conhecimento convencional multiplicado pela mídia, alguns gurus e pela academia , inclusive e infelizmente, para que a verdadeira opinião pública possa prevalecer e ser de fato representativa do que seja a definição da mesma . Ou seja, a opinião de cidadãos brasileiros genuinamente interessados, minimamente estudiosos e analistas dos fatos relatados e com opinião que representa o livre exercício de análise de ados e fatos conforme uma imprensa livre os publique. Mas que não sejam meros papagaios de analistas superficiais que preenchem infelizmente as páginas de nossos periódicos.
Aqui uma homenagem e um reconhecimento aos analistas isentos, independentes e sem medo de opinar que ainda subsistem apesar da pressão do sistema autocrático e inquisidor do partido governista atuais.
Boa sorte aos brasileiros que podem e devem construir a verdadeira opinião pública.

 

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