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Arquivo da tag: Desenvolvimento Humano

Opinião Publica não se delega mas se constrói e se compartilha sempre !

Sei que é cansativo acompanhar os acontecimentos em nossa volta. Tenho visto muita gente que passa a não ler mais noticiários impressos , digitais , nem assistir/ouvir programas de notícias e debates na TV ou no rádio. De certa forma entendo que os agentes de notícias e comentaristas cansam , seja por serem repetitivos , por serem superficiais e por serem por vezes ( não todos) deliberadamente enviesados na opinião / narrativa com claras pretensões de influenciar a opinião dos desavisados ou sem condições de refletir sobre o tema.

A desinformação , mesmo que seletivamente escolhida te tira o direito de ajudar a formar a verdadeira opinião publica. Nós que sabemos ler e interpretar textos, estabelecer correlações com cenários e portanto tirar conclusões que chamamos de opinião pessoal , somos os maiores responsáveis por construir uma opinião publica verdadeiramente útil e possível. Não a opinião publica , assim chamada ,pela imprensa em todas as mídias , e não a opinião publica , assim chamada , pelos políticos de qualquer instancia para justificar posições ambíguas e dúbias e seguir somente cuidando dos seus próprios interesses ( salvo raríssimas exceções !)

Não se aliene e forme a sua opinião e depois compartilhe a mesma com os seus próximos . Assim se forma a verdadeira opinião publica que pode influenciar e modificar os destinos desta pobre nação !

Agora , se você é profissional em empresa , empreendedor , dirigente de negócios , sua obrigação é se manter atualizado sempre não só para ter informação para melhor tomada de decisão . Mas também para poder compartilhar sua opinião em todas as esferas de negócios e assim poder influenciar positivamente a formação da verdadeira opinião publica também no ambiente de negócios que vai alem de seus próximos. Não se omite mais . Esta coisa de que não se discute economia, política e questões sociais nas empresas é um equívoco. Também nas empresas podemos desenvolver a habilidade de bons debates , educadores e esclarecedores e com isso ganhar em maturidade organizacional . A empresa só ganha com isso também. Mas você e seus colegas ganham mais , certamente !

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 11/08/2017 em Contexto, Filosofia, Geral

 

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Desenvolvimento de Competências e um Plano de Desenvolvimento Individual – Conceitos e convicções.

Aos colegas que desenvolvem um PDI (Plano de desenvolvimento Individual) que não é uma mera lista de treinamentos em cursos formais! (1)

Uma conceituação atual, moderna e correta no meu ponto de vista segue abaixo com suporte também de algumas matérias recentes publicadas  , entre elas Carlos Hilsdorf, Eugênio Mussak , Luiz Carlos Cabrera, Vick Bloch  e outros :

Uma colocação muito simples é justamente definir competência como “naquilo que sou bom”, mas do ponto de vista do outro! Naquilo que os outros reconhecem e declaram que sou bom!

Mas esta simplicidade não é suficiente para um trabalho individual e ou coletivo, operacional e ou estratégico, no que se refere a necessidades presentes e futuras do indivíduo e ou da organização.

Para o sociólogo francês Philippe Zarifian, competência é “tomar a iniciativa e assumir a responsabilidade diante das situações profissionais com as quais nos deparamos. Consiste em um entendimento prático de situações, que se apoia em conhecimentos adquiridos e os transforma à medida que aumenta a diversidade de situações”.

Competência pressupõe uma ação que faça diferença onde for aplicada! Portanto agrega valor diante de novas situações, nos processos e nas decisões.

Assim, podemos compreender a composição do conceito de competência, através de critérios objetivamente mensuráveis, como o exercício proativo e simultâneo de:

1.Saber conceitualmente (qualificação) – conhecimento
2.Saber fazer (experiência funcional) – habilidade
3.Saber agir (capacidade de obter resultados) – atitude

Portanto, competência pode ser entendida como uma ação fundamentada e assertiva frente a novos desafios! Esta ação dever agregar valor econômico para a organização e social para o indivíduo. Competência é um potencial disponível para enfrentar os desafios futuros.

Competência é a qualidade de ser adequado e bem qualificado física e/ou intelectualmente frente a desafios. É a capacidade de tomar decisões bem informadas e coerentes. Contempla grupos de habilidades, atitudes e conhecimentos necessários para a realização eficaz de tarefas. Refere-se a ações e comportamentos identificados pelas lideranças como efetivas contribuições na implementação da mudança; estes comportamentos são necessários para um desempenho satisfatório ou excelente em qualquer desafio profissional.

Por isso é possível medir tecnicamente em testes especialmente desenvolvidos para isso e com excelente grau de precisão.

Por isso também todo resultado não tem certo ou errado, mas somente um retrato de momento para desenvolvimento de um plano, que foque a evolução do indivíduo no desenvolvimento de competências, em qualquer tempo, idade e momento de vida.

O conceito de competências no RH e no desenvolvimento de pessoas e organização cresceu em uso e conceituação a partir dos anos 70 com saltos interessantes nas décadas de 80 e 90 e estas evoluções permanecem válidas e validadas.

Um acréscimo do início do século XXI veio com Eugênio Mussak que acrescentou conceito adicional de Meta Competência para aquilo que vai além do mensurável normalmente e contempla alguma capacidade individual e específica para superar a normalidade com, por exemplo, algumas características que seriam um turbinamento das competências. Exemplo na conjugação com alguma inteligência superior a média (digo alguma, pois hoje a inteligência já está sendo estudada em mais de 10 inteligências ou segmentos diferentes !) Diferencial Meta também seria a componente de entusiasmos , paixão , intuição adicionadas as competências deste indivíduo. Ouso dizer que o crescimento do nível de consciência do indivíduo na práxis do pensar e fazer e vice e versa é uma Meta Competência.

A atitude de ampliar continuamente suas competências será sempre a maior competência de todas elas e inclui disposição, vontade, disciplina, persistência,  mas depende fundamentalmente de auto motivação para o auto desenvolvimento (auto gerenciado no tempo!), e ambos os fundamentos dependem do autoconhecimento.

Por isso o desenvolvimento de competência é possível, necessário, desejável. Não para o presente somente, mas para o futuro de cada um e onde quer que estejamos atuando! Não tem limite de idade e não precisa parar na aposentadoria!!

O Coaching tem o papel de suportar e facilitar o entendimento, o autoconhecimento, a montagem do PDI e seu monitoramento até que o autogerenciamento e o autodesenvolvimento estejam incorporados no indivíduo.

É por isso que a distinção entre Coaching, Mentoring e Tutorial é importante, mas isso fica para outra ocasião!

Se precisar de algum esclarecimento é só perguntar!

Vamos em frente!!!

Marcos C. Ribeiro

 

PS: texto desenvolvido para orientar e motivar gerentes e diretores de uma multinacional em um amplo programa de desenvolvimento de competências individuais na direção de competências organizacionais estratégicas definidas quando o Plano Estratégico de cinco anos incorporou definitivamente a componente de pessoas (Recursos Humanos naquele tempo!) como fundamento estratégico para o Sucesso do negócio. Serviu de base conceitual para desenvolvimento de atividades de Coaching e Mentoring que fazem parte do meu cotidiano desde então.

(1) O tom crítico ao longo do tempo de confirmou oportuno e permanente dado que a maioria dos processos de avaliação de resultados e competências das empresas acabam em um PDI formalizado e registrado no RH que não passam de uma lista de cursos formais e algumas atividades “on the job”, o que limita sobremaneira a possibilidade de desenvolvimento das competências gerencias e executivas, e por que não , as de especialista também. Não invalida de forma alguma a eficiência dos treinamentos formais como elementos de desenvolvimento de competências técnicas.

 
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Publicado por em 06/06/2016 em Administração, Geral

 

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REFLEXÕES DE UM JOVEM SEXAGENÁRIO – I

Provavelmente estas reflexões permitirão mais de um post, pois desde o momento que resolvi escrever sobre isso vivo uma enxurrada de ideias, pensamentos, lembranças e questionamentos, justamente pelo fato de estar prestes a completar 60 anos de idade.

Olhar para trás para entender como sou e como cheguei até aqui e olhar para a frente com muita vontade e esperanças mas ciente de que talvez já tenha consumido mais ou menos 2/3 de minha existência . Mas como sou cristão, com fé conforme reafirmei no meu perfil, e acredito na vida eterna, o tempo remanescente na terra não pesa e nem cria angústia. Somente uma certeza de que qualquer que seja o tempo que ainda tenho, tenho no mínimo responsabilidade de continuar a amar ao próximo como a mim mesmo, perdoar tanto quanto me sinto perdoado por Deus por intermédio de Jesus Cristo, e seguir fazendo o bem, com mais leveza do que fiz até hoje, com mais realização do que materialização de coisas, mais satisfação e prazer do que pressão do dever, da ética do dever. Sim viver um pouco com a ética do prazer, onde a qualidade de vida extrapola questões básicas, de necessidades essenciais para planos de realização pessoal, sentimentos, razões, abstrações e vivências, essenciais para a maturidade de corpo, mente e espírito. Uma leitura mais correta e profunda de Maslow.

Não quero colocar ordem cronológica ou ordenar ideias por prioridade de assuntos, mas só deixar registradas as reflexões mais significativas que estes momentos de virada de mais um decênio me trazem.

Em 2007, durante um período de reflexão sobre carreira profissional, fui desafiado pelo meu Coach, na época da DBM , Marco Antonio Figueiredo, a escrever minha biografia em septênios. Desafio aceito e ao final me surpreendi com quase 100 páginas escritas. Preciso retomar a biografia e escrever os 8 anos já passados desde então. A biografia foi uma reflexão e tanto. Escrevi em 3 pontos de vista, o pessoal , a família e o profissional. Pode dar um livro. Mas o importante é que ao escrever sobre minha vida, enfrentei algumas sombras que incomodavam.

Depois foi morar em Marília, só, por um tempo, porque a Clêo não poderia transferir suas aulas de imediato. Desafiei-me a experimentar, para mim mesmo, a experiência que outros tiveram e que por vezes me coloquei preconceituoso. Iniciei sessões de psicanalise que desde então não só me comprovaram ser uma experiência riquíssima, de autoconhecimento e autodesenvolvimento, como também deixei de ter qualquer preconceito. Ao contrário, sinto-me à vontade para recomendar a quem precise, ou queira, sem restrições.

Conheça- a ti mesmo! Penso ser uma recomendação da boa doutrina bíblica e a frase se não me engano é do Nietsche. Assim seja.

Mas como tudo isso é processo também de mudança enquanto pessoa, cidadão, profissional, familiar talvez este seja o tema mais interessante para minha reflexão nestes dias. Mudança ! Como gosto do rock do Seixas, “prefiro ser uma metamorfose ambulante..”!

Quanta coisa mudou e continua mudando. O universo permanece mudando porque em plena expansão. O planeta muda vertiginosamente e cada vez mais até pela “contribuição” do ser humano em todas as suas iniciativas. Muitas boas, muitas questionáveis, mas infelizmente a maioria delas provavelmente ruins e más!

A sociedade muda, os costumes mudam a moral muda, a ética é testada à mudanças ou ao esquecimento e ou omissão. O equilíbrio é sempre instável.

As pessoas também mudam. Penso que todos, o tempo todo, pretendem mudar para melhor. Ocorre que primeiro precisam aceitar que mudar é bom, que a mudança acontece quer queira, quer não, e depois só falta concluir qual o referencial e a direção para definir o melhor. O que seria mudar para melhor, e de que ponto de vista. Do seu? Do seu próximo? De seu chefe? De sua família? De sua comunidade? De Deus?

Melhor implica em algo diferente do que era antes e na direção de um aperfeiçoamento. Isso quer dizer na direção da perfeição. Fica cada vez mais complicado. Precisa descomplicar a cada década de vida bem vivida. Vou tentar descomplicar.

Sinto-me muito bem com mudanças. Um dos melhores elogios que recebi a poucos meses de minha esposa, e foi algo assim : me admirava porque eu estava sempre me reinventando, no sentido de inovação mesmo. Vida nova, formas novas, atividades novas, leituras novas. Gostei muito e me senti suportado para continuar assim.

Mas tem sempre um contraponto. Suas mudanças são suas, mas podem afetar aos que convivem no seu entorno e nem sempre isso é livre de conflitos e necessidade de ajuste. Muito mais se os outros preferem não mudar também e preferem a estabilidade, conformidade e segurança das estruturas já criadas. Perseverar apesar disso é mais difícil. Por vezes dá preguiça. Por vezes dá vontade de deixar a vida te levar, como o pagode do Zeca Pagodinho.

Mas sinto que as mudanças como são propostas não são mudanças aleatórias, mas resultado de tudo o que já mudou desde 27 de agosto de 1955. E vai continuar a mudar certamente. E, portanto seguir a intuição das mudanças no tempo e nas oportunidades que possam afetar o seu eu, o nós, os outros; é uma vontade Divina que sincroniza com nossas vontades e nos faz mover para frente, sempre mudando. Sincronicidade é isso! A vontade de Deus se alinha com as nossas vontades e vice e versa e como consequência as coisas acontecem e como sempre acreditei, “Todas as coisas acontecem para o bem daqueles que amam a Deus!”

Por hoje é isso!

Seguindo Paulo o Apóstolo: Não me conformo com estes tempos, mas transformo-me pela renovação da minha mente !!!
Marcos C Ribeiro

Abraços e até a próxima reflexão sexagenária.

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 26/08/2015 em Filosofia, Pessoal

 

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Minha Experiência com Estresse !

Texto publicado também como newsletter do site http://www.carpsi.com.br , em uma série de análise sobre o tema com vários autores e coautores.

 

Fui executivo por mais de 35 anos e na maior parte do tempo em empresas multinacionais americanas. Minha carreira pode ser considerada de sucesso uma vez que na média, a cada 2 anos eu recebia convite para novas funções e responsabilidades , promoções laterais , diagonais e verticais e que culminou com a função de CEO da subsidiária brasileira de uma das empresas , a mesma onde permaneci por mais tempo e que o cargo de Presidente foi também o cargo onde permaneci por mais tempo.

Tudo isso tem seu lado muito bom de realização profissional, sustentabilidade econômico financeira da vida e da família, muitas histórias para contar. Mas tudo isso também tem e teve, no meu caso, um custo razoável.

O estresse em níveis normais é inerente do ser humano e de certa forma é parte de nosso comportamento programado, para sobrevivência. Nível de prontidão, respostas às ameaças, reação positiva ao estado de medo etc….

Na vida executiva há quem acredite que um nível de estresse elava a produtividade do profissional.

Talvez seja verdade.

O problema é que o sistema de gestão de pessoas, estabelecimento de metas e cobrança destas metas, sempre crescentes, leva os profissionais, em geral, a um nível muito elevado de estresse , de forma permanente . Isso é , o nível de adrenalina no organismo vive acima da média . O Cortisol entra em cena para nivelar as coisas e também vive em porções elevadas neste mesmo organismo. Tudo se desequilibra. Enquanto o organismo tenta se reequilibrar suas energias são devotadas aos desafios e conflitos que o modelo impõe. Logo o cérebro é ocupado e treinado para reagir ao desequilíbrio e manter o estado de prontidão e de coragem.

Neste momento não há pratica de atividade física que resolva . Ameniza mas não resolve . Não há Lexotan ou Rivotril  que resolva . É bem complicado.

Os sintomas de estresse crescente vem em geral , ou pelo menos no meu caso ,  de aumento da disposição para horas adicionais de trabalho, ritmo acelerado de raciocínio e estudos para solução de problemas ,  tempos adicionais dedicados às pessoas da equipe , de modo a manter a motivação elevada , espírito de equipe forte, e portanto performance e entregas também de acordo com o planejado.

O tempo é disciplinado para o trabalho e para os projetos . O tempo é indisciplinado para a vida pessoal e familiar.

A alimentação perde a disciplina , em  termos de horários , quantidades e mesmo na composição mais ou menos saudável.

O sono pode sofrer na qualidade , pois na quantidade é certo que sofre.

Em breve o organismo de cada um reage de sua própria forma.

No meu caso as descargas de adrenalina involuntárias vieram cada vez maiores e mais frequentes , sempre abdominais , portanto sem a taquicardia muito comum para muitos.

Em seguida as descargas de adrenalina passaram a ocorrer justamente no momento de relaxamento para dormir , já deitado e em fase de buscar o sono. Neste momento um fenômeno adicional veio . Eram os formigamentos  no do lado esquerdo do corpo desde a face até o pé . Nem preciso dizer que esta sensação te faz pensar no pior . Fui até a Cintilografia com esforço para saber que não era cardiopatia !

Na evolução do quadro a pior sensação viria em seguida . Na hora em que eu estava quase dormindo , portanto com as ondas cerebrais provavelmente em Alpha , a sensação de que eu sairia do meu corpo , pela cabeça , só aumentava a adrenalina e a sensação de medo , do desconhecido. Alguém me falou para deixar sair que eu voltaria. Não consegui. Era começar a sair pela cabeça e eu acordava e me sentava na cama . Pode imaginar o sono reparador quando vinha ? só depois de passar estes efeitos !

Alguns tem no pico do estresse o chamado Burnout . Mas outros seguem como a hipertensão  , é invisível no começo até que vem para balançar as estruturas.

Acho que Estresse normal realmente é bom e saudável mas passar do ponto não é recomendável para ninguém . Se ele vem de ansiedade , trauma , medos ou ameaças , só é importante salientar . Trabalhar fazendo o que te realiza e que gosta , até 14 ou 16 horas por dia não gera Estresse . Quem gera estresse são componentes do sistema de gestão e do clima da organização e por vezes a cultura. Outro ponto gerador de estresse feroz é o conflito de valores entre você e a empresa ou você e seu chefe . Evite isso !

 

Marcos da Cunha Ribeiro

 
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Publicado por em 21/08/2015 em Administração, Geral, Pessoal

 

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