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Arquivo da tag: Gestão de carreira

Reflexões de Final de ano !

Reflexão de final de ano ! Mais uma !

É comum dizerem que a vida é feita de escolhas. E destas há que se responsabilizar pelas suas consequências. Isso é uma verdade , mas não completa . Ainda assim cabe sempre a possibilidade de nos arrependermos das escolhas feitas , em algum tempo , e até nos arrependermos de escolhas feitas no futuro , porque ainda não vimos motivos de arrependimento ! O fato é que o arrependimento amplia a possibilidade do perdão e o perdão amplia a possibilidade da reaproximação , reconciliação, renovação, e outras formas de ressurreição . Sim nascer de novo !
A questão então então é como lidar com escolhas feitas pelos outros , das quais não participamos e nem fomos , digamos , envolvidos no processo da decisão e da escolha, mas que nos afetam , nos trazem consequências diretas e indiretas . Não nos dá o direito de mudar as escolhas, nem de não aceitá-las , porque estão feitas e se tornaram fatos.
Creio que este ponto é uma complexidade significativa da vida de cada um e não tem sido tratada devidamente porque estamos no tempo da individualidade , do direito das escolhas e assim do direito de uma parcela da liberdade. Aquele limite da minha liberdade que impõe considerar o outro não está sendo lembrada. Em parte alguma do mundo , da sociedade e das suas células mais ínfimas.
Não me isento do processo mas por agora me imponho a reflexão. Sofro com algumas escolhas feitas pelos outros que me afetam e nada posso fazer mas somente me conformar e conviver com elas . Faço sofrer aos outros por escolhas que fiz, não talvez , mas certamente por não ter levado nada disso em consideração.
Sim , a vida é feita de escolhas , e todas elas trazem e trarão alguma consequência. Ainda assim penso que o exercício da misericórdia , e do perdão serão sempre a unica solução para todas as consequências desagradáveis e não pensadas. Por isso a misericórdia é um dom divino e o perdão o exercício de nós exigido em qualquer tempo e em “quase” qualquer religião.
Sim , a vida é feita de escolhas e cada vez escolhas mais complexas .
Feliz Ano Novo !

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Publicado por em 23/12/2017 em Filosofia, Geral

 

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DIA 11 DE DEZEMBRO – DIA DO ENGENHEIRO !

Caros Engenheiros do Brasil ,

Ainda não completamos as 24 horas do dia 11 de dezembro.

Eu ia deixar passar, mas de momento me ocorreu que seria uma injustiça com meus colegas e comigo mesmo. Deixar passar em branco esta data sem uma reflexão que me ocorreu mais de uma vez, mas quem sabe hoje de forma mais forte!

Há duas semanas comemoramos 35 anos da turma Mack Mec. 78  e sem falhas nestes 35 anos pudemos não só reafirmar o espírito Mackenzista de ser mas repetir com orgulho “ uma vez Mackenzista , sempre Mackenzista !”

Primeiro que espero seja entendida como uma homenagem à todos os colegas graduados em engenharia , exercendo ou não esta profissão tão especial em qualquer rincão do Brasil !

Também como homenagem a quem quer que tenha sido influenciador do currículo e grade de graduação deste bacharelado , como se dizia nos bons tempos , em especial aos que mais influenciaram esta formação depois que o engenheiro deixou de ser um profissional liberal, exclusivamente, mas passou a ser um profissional que na organização industrial (e depois dos anos 60 financeira).

Colaborou e empreendeu de forma a dar a estas organizações oportunidades de desenvolvimento, crescimento, evolução, e por muitas vezes de liderança, por conta de uma formação, competências desenvolvidas e conhecimentos duramente adquiridos que fizeram e ainda fazem a diferença, com o maior respeito, aos demais colegas de outras formações.

Lembrei-me da nossa data este ano de forma tardia. Mas ainda a tempo, pois vou postar antes da meia noite!

Mas a maior inspiração para estes pensamentos podem ter vindo de bons exemplos de nossa vida e geração de engenheiros? Não vou nominá-los todos pois certamente serei injusto ! Mas nossos professores da Escola de Engenharia Mackenzie ( como era de fato seu nome até forças maiores mudarem a memória e a honra ?) , nossos mestres , nosso paraninfo ( falo agora em nome da turma de Engenharia Mecânica Mackenzie 1978 ) ou os mestre de nosso colegas da Poli , FEI , Mauá , FESP ,Mogi e tantas outras ? Bem alguns nomes aqui vão ficar como minha homenagem pessoal, ainda que corra o risco de falha com alguém, mas Waclaw  Cywinsky (acertei da ortografia ?) Hélio Nanni , Kock , Nietto, Mirshawka , e tantos outros !! Ou de outros nomes mais públicos e tão memoráveis  como Dr Antonio Hermínio de Morais, J.  Gerdau, Dr Olavo Setúbal, Figueiredo Ferraz, Ramos de Azevedo, irmãos Mendonça de Barros e tantos outros.

Se eu pensar em engenheiros que mais influenciaram minha vida a ponto de me tornar engenheiro em meio a muitos dentistas ( que em parte são engenheiros entre tantas pontes, pilares e vigas em balanço ?!) só posso lembrar dos primos e amigos que me antecederam nas escolhas , na produção de vidro , ar condicionado, sistemas de acionamentos e até especialistas em concreto . Sim me antecederam mas me aconselharam : Marcos , se você quer uma carreira de crescimento e sucesso vá para produção , manufatura , fábrica ! Chão de fábrica! Fui e não posso nem me arrepender e nem deixar de agradecer. Nunca fui do perfil de cálculos e pranchetas, ou mesmo de pura academia e pesquisa! Sim, minha possibilidade de estar com pessoas, viver as complexidades não cartesianas, experimentar as forças intangíveis da política me levava para a produção e para o ambiente industrial como base.

Mas hoje me vejo como especialista em Marketing Industrial ( finalmente entendido como Marketing do B2B) e me vejo cercado de amigos de formação de engenheiro.

O que tem o engenheiro que o faz eclético na área de administração, do marketing ou mesmo da gestão de pessoas? ( meus grandes mestres J.C.T Moreira e  L.C. Cabrera são engenheiros!)

O que me impressiona até hoje quando vejo e ouço, engenheiros músicos ( e não sei se Engenheiros do Havaí são  engenheiros !!), mas vejo exemplos como Carlos Godoy , Carlos Alfredo , Luiz Antonio R Pinto, e tantos outros que enriqueceram a engenharia com a sensibilidade ( e não a métrica! ) da música, é que a engenharia não é puramente cartesiana como muitos ainda pensam.

Sim, talvez eu seja de um tempo onde os doutores eram sempre médicos ou advogados. Sem nenhum demérito, mas por quê? e a carreira de engenheiro que seguiu a necessidade do desenvolvimento da infraestrutura , da manufatura de escala , da sofisticação da eletroeletrônica , entre outros , éramos a 3ª via ? Realmente a 3ª via!

Hoje somos minoria. Somos menos do que 50 % da necessidade do país. Somos de fato 37 mil vagas que após vestibular se tornam 27 mil alunos e ao final de 5 anos de formação somos menos do que sete mil engenheiros para uma demanda média anual do nosso país de 10 a 12 mil novos engenheiros por ano. Triste estatística para quem pretende crescimento de PIB acima de 2% !!

Somos então ou uma “mercadoria” em extinção, ou somos um grupo de pessoas com aptidões e conhecimento em declínio demográfico?

Somos poucos porque somos os que sobrevivem aos 5 anos mais desafiadores e difíceis de uma Universidade da área de exatas ( é bom separar as áreas para não ferir suscetibilidades !) em tempos onde , infelizmente , e na maioria das vezes , privilegiam ao objetivo de maior retorno com o menor esforço ! Ou sempre os melhores resultados a qualquer custo, por qualquer meio, e no mais curto prazo!

Definitivamente a data é memorável e digna de lembrança!

Os profissionais que na engenharia se formam, para as mais diversas contribuições de serviços e trabalhos ( projetos) para o sociedade merecem meus respeitos! Homenagens, porque sou privilegiado de ser um engenheiro, eclético, músico e companheiro de outros engenheiros, ( engenheiros que se formaram médicos , advogados e financeiros também ) que muito me honram pela companhia na formação e no reconhecimento de nossa base de formação que tem sido um dos alicerces para a sociedade brasileira, apesar de tantos terrenos lodosos a que somos expostos todos os dias de nossas vidas ! ( estabilidade de estruturas é uma das grandes ameaças dos dias de hoje !)

Deus dê graça e atenção aos engenheiros neste dia!

Que as estruturas de nossa sociedade de hoje e do futuro tenham seus cálculos suportados por engenheiros competentes.

Que nossa economia, ao invés de corporativismos fátuos, possa criar as sinergias necessárias entre engenheiros, administradores e economistas para a prosperidade da sociedade ser de fato uma possibilidade ampla, geral e irrestrita.

 

Abraços aos engenheiros deste país!

 

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 11/12/2013 em Contexto, Geral, Pessoal

 

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Modelo Anglo Saxônico Pragmático Ortodoxo

Este é o nome que encontrei como o mais apropriado para denominar o modelo de gestão de pessoas que ainda impera na maioria das empresas no ocidente americano e como sempre bastante copiado aqui no Brasil.
Me surpreendeu o caderno especial do Jornal O Valor em agosto de 2013,  dedicando o espaço grande e significativo para este tema. O tema já voltou varias vezes desde então , e no mesmo tom !

O modelo consiste basicamente em um grupo de três mandamentos clássicos : “Make your numbers” ; “No Escuses”;” No Surprises” !  Sua grande motivação é o sistema financeiro global puxando os valores de ações em Bolsas de valores para resultados crescentes a cada trimestre e estabilidade de resultados a despeito de variáveis e dinâmicas de ambientes externos à empresa e mesmo aos negócios ! Acaba-se caindo no resultado financeiro a qualquer custo e por qualquer meio seja para meritocracias exageradas , seja para mera sobrevivência do executivo desde o nível “C” até o auxiliar de produção !
O modelo Europeu tem suas diferenças mas nem tanto. O modelo Francês carrega um viés socializante que amarra o país com seus encargos e suas regras que fazem o impasse da dedicação e comprometimento versus a quase estabilidade garantida pela legislação . A Espanha é terrível mas hoje carrega novamente níveis de desemprego do século passado quando ainda não estava inserida na comunidade.
O Brasil viveu até 2013 o pleno emprego teórico e apagão de mão de obra que muitos ainda tentam negar , seja pela taxa de desemprego seja pela falta de qualificação decrescente e anacrônica. Hoje não podemos mais dizer que existe o pleno emprego, mas é certo que os melhores colaboradores de cada empresa permanece trabalhando e a oferta maior não implica em melhoria de qualidade de pessoas no que tange a competências, experiências e habilidades.
A visão de processo BPMs da vida etc… implica em um bom equilíbrio entre materiais ( informação no caso é material na área de serviços ) , equipamentos ( aqui a qualidade , capabilidade , produtividade intrínseca e fundamentalmente a manutenção da capacidade e da capabilidade sempre negligenciada ! ) e por fim o Ser Humano . As pessoas ! Talentos que queremos encontrar, atrair e depois reter . Talentos no sentido de um nome melhor que recurso ou capital. Talento como seres humanos normais e dentro da normalidade. Não precisa ser ponto fora da curva.
Bem , este é o primeiro post de uma série que pretendo aprofundar .  Bom proveito !
Marcos

PS: Revisto e atualizado da versão de 2013

 

 

 

 
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Publicado por em 05/08/2013 em Administração

 

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Recordar é viver ! Uma entrevista publicada na Inforflexo – Da música à gestão empresarial

Entrevista Vip

 

 Foi em Maio de 2007 , e havíamos ganhado mais alguns premios de excelência em flexografia. Já sabia que o ciclo RR Donnelley Moore estava chegando ao seu termo . O conteúdo da entrevista procurou falar mais da pessoa do profissional e já estava muito envolvido com desenvolvimento organizacional , gestão por competências , planos de desenvolvimento individual para nossos gerentes e líderes na época , foco que iniciou-se claramente e declaradamente em 2003 quando assumi a presidência da Moore no Brasil e na retomada de pensamento estratégico e plano estratégico de 5 anos encontrei a necessária consideração para estratégia com desenvolvimento de pessoas , os gaps de competências da organização e depois dos seus líderes e assim por diante. O auto conhecimento acelerado com assessment de competências com o fantástico MEP da i9RH , excelentes discussões no CRA SP e seu grupo de excelência de Pensamento Estratégico, e o suporte da People & Strategy no desenvoler do processo desta evolução e portanto o uso de avaliação por competências como complemento importantíssimo para a limitada avaliação tradicional por performance , BSC etc…

Uma pitada de conceitos contando um pouco do porque a música na vida dos indivíduos tambem contribui fortemente no desenvolvimento de competências e que um dia serão vantagem competitiva para a carreira do executivo , como foi na minha .

 

Marcos da Cunha Ribeiro

Presidente da RR Donnelley Moore

 

 

Da música à gestão empresarial

 

 

Músico de formação acadêmica, Marcos da Cunha Ribeiro, presidente da RR Donnelley Moore no Brasil, pôde ver, ao longo de sua carreira corporativa, o quanto a música ou outra habilidade nas artes plásticas, por exemplo, desenvolve competências que são valiosíssimas na sua carreira como gestor. Ele se diz privilegiado por ter estudado numa escola estadual, experimental, nos anos 60, onde, além do currículo tradicional, tinha artes plásticas, e o estado possuía outra visão de educação totalmente diferente do que se tem hoje, e muito melhor.

Formado em engenharia mecânica, economia e marketing industrial, Marcos trabalhou na Villares, Caterpillar e Pilhas Eveready  antes de ingressar, em 1985, na Moore Wallace (antes da RR Donnelley), onde entrou para construir máquinas de pós-processamento de formulários. Sua introdução forte no mundo gráfico se deu em 1987 ao assumir o comando da unidade fabril da empresa em Santa Rita do Sapucaí, MG, que produz etiquetas, formulários contínuos e documentos fiscais.

Em 2004, quando ocorreu a fusão da Moore com a americana RR Donnelley, formando a maior indústria gráfica do planeta com faturamento anual de US$ 7,2 bilhões, Marcos foi convidado para fazer a integração das empresas e assumir o comando da operação brasileira, que atua nos segmentos de livros, revistas, catálogos, listas telefônicas, formulários, etiquetas, documentos fiscais e de segurança, promocionais, dados variáveis, malas-diretas, captura de dados e gerenciamento de formulários. Em nossa entrevista, Marcos mostrou-se um verdadeiro apaixonado pelo negócio gráfico, grande defensor e apoiador do trabalho das associações do setor e, para complementar todo o talento empresarial, toca piano, violão, já regeu coral e orquestra.

 

Flexoexpress – Como o senhor vê o cenário econômico dos 4 anos do Governo reeleito?

Marcos – Depois de 4 anos de um Governo, os próximos 4 a gente já sabe como vão ser; até o ambiente político, que influi de forma mais dramática na economia do país, a gente viu que a expectativa há 4 anos era muito mais especulativa e que, do ponto de vista econômico, o país seguiu seu caminho e vai continuar seguindo independente da política, até porque os diversos segmentos da indústria que representam a sociedade brasileira têm hoje um caminho próprio. A indústria gráfica, por exemplo, tem dedicado grande esforço, por meio de suas associações, para ajudar o crescimento sustentável do setor com conhecimento e informações, ainda que seja de médio e longo prazo, porque não é fácil trabalhar o setor e ter recursos e liderança para fazer mudanças significativas.

Nesse caminho, ABFLEXO faz um trabalho muito bom na área técnica e está começando a pesquisar, a ABRAFORM faz pesquisas de mercado e compartilha o conhecimento de mercado com todos os seus associados e quem mais quiser há 6 anos, consistentemente. A ABIGRAF mudou muito para melhor, o seu departamento de economia e marketing começaram a ter espaço para crescer em qualidade de informação para o setor. A ABIEA tem trazido um maior amadurecimento da gestão do segmento com informações mais profissionais de mercado. Todos esses trabalhos contemplam um melhor conhecimento da dinâmica do setor, muito mais realista e profissional do que se tinha antes, a favor dos associados e do próprio segmento.

 

Flexoexpress – O senhor acha que os avanços tecnológicos têm contribuído com o sucesso das empresas flexográficas?

Marcos – Gostaria de fazer um parêntese antes. Ao contrário do que pregam a mídia e as entidades de classe, não acho que somente a tecnologia “state of the art” seja o principal diferencial para o sucesso empresarial. O sucesso de uma empresa gráfica está na excelência operacional e no seu relacionamento com o cliente. Agora, na vertente tecnológica, o Brasil teve avanços bastante significativos, tanto no mercado doméstico como no uso da tecnologia disponível comercial e mundialmente. O país teve progresso e aproveitamento do avanço da tecnologia flexo na qualidade da impressão, sem dúvida. Mas, a médio e longo prazo existe uma discussão interessante: o quanto a flexo vai ser capaz de se manter atrativa e competitiva versus, de um lado, o uso alternativo imposto pelo mercado das capacidades instaladas em offset e, de outro lado, o avanço significativo também da área digital. Isso é, na vertente tecnológica, talvez aquilo que os próximos anos vão definir mais claramente – quem subsiste no tempo e quem perde espaço para os avanços tecnológicos gráficos.

Flexoexpress – Com várias formações acadêmicas, o que levou à formação de tudo o que o senhor é hoje na vida?

Marcos – Sou o único engenheiro numa família inteira de dentistas e casado com uma matemática. Como diz o grande mestre Luiz Carlos Cabrera: competências a gente desenvolve desde a infância e a gente tem uma vida só e administra diversas carreiras, algumas escolhemos, outras recebemos de herança. Eu tive o privilégio de receber, como herança, uma tradição cultural muito forte e pude estudar numa escola experimental do estado que oferecia grande bagagem cultural, alem da capacidade de questionamentos do status quo. Aquilo que hoje afeta muito o Brasil na área da educação: sequer desenvolve o hábito da leitura, sequer desenvolve o gosto pelo estudo. E você vê isso refletido na gestão de pessoas: uma das maiores preocupações das corporações são os profissionais já formados com terceiro grau, mas que não têm a competência de aprender a aprender plenamente desenvolvida. Então, como você perguntou, parte de tudo o que a gente é na vida vem sendo desenvolvida com o esforço da família, das escolas que a gente faz e as escolhas pessoais, muito autoconhecimento e esforço de desenvolvimento individual. Minhas vivências musical e religiosa também me encaminharam para o que sou hoje.

Flexoexpress – E a música? Onde ela entra na sua vida?

Marcos – Sempre fui voltado à música – estudei piano, saxofone, violão, já regi orquestra e coral, mas escolhi o piano, é o que mais gosto. Meus avós eram músicos e mantiveram isso nas famílias. Hoje pratico apenas como hobby, toco em casa e de vez em quando, onde há espaço, dou uma canja tocando para os amigos, a família, a comunidade religiosa em que freqüento. No escritório, sempre que posso ,trabalho ouvindo música clássica e mpb de qualidade da Cultura FM 103,3.

 
 

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UMA REVISÃO RÁPIDA NO CONCEITO DE COMPETÊNCIAS E SEU DESENVOLVIMENTO

Competência, desenvolvimento individual e competitividade no mercado de trabalho !!

Uma conceituação atual, moderna e correta, no meu ponto de vista,  segue abaixo com suporte também de algumas matérias recentes publicadas , entre elas Carlos Hilsdorf , Eugênio Mussak , Luiz Carlos Cabrera, Vick Bloch e outros :

Uma colocação muito simples é justamente definir competência como “aquilo que sou bom” mas do ponto de vista do outro ! Naquilo que os outros reconhecem e declaram que sou bom!

Mas esta simplicidade não é suficiente para um trabalho individual e ou coletivo, operacional e ou estratégico, no que se refere a necessidades presentes e futuras do indivíduo e ou da organização.

Para o sociólogo francês Philippe Zarifian, competência é “tomar a iniciativa e assumir a responsabilidade diante das situações profissionais com as quais nos deparamos. Consiste em um entendimento prático de situações, que se apóia em conhecimentos adquiridos e os transformam à medida que aumenta a diversidade de situações”.

Competência pressupõe uma ação que faça diferença onde for aplicada! Portanto agrega valor diante de novas situações, nos processos e nas decisões.

Assim, podemos compreender a composição do conceito de competência, através de critérios objetivamente mensuráveis, como o exercício proativo e simultâneo de:

1. Saber conceitualmente (qualificação) – conhecimento
2. Saber fazer (experiência funcional) – habilidade
3. Saber agir (capacidade de obter resultados) – atitude

Portanto, competência pode ser entendida como uma ação fundamentada e assertiva frente a novos desafios! Esta ação dever agregar valor econômico para a organização e social para o indivíduo. Competência é um potencial disponível para enfrentar os desafios futuros.

Competência é a qualidade de ser adequado e bem qualificado física e/ou intelectualmente frente a desafios. É a capacidade de tomar decisões bem informadas e coerentes. Contempla grupos de habilidades, atitudes e conhecimentos necessários para a realização eficaz de tarefas. Refere-se a ações e comportamentos identificados pelas lideranças como efetivas contribuições na implementação da mudança; estes comportamentos são necessários para um desempenho satisfatório ou excelente em qualquer desafio profissional.

Por isso é possível medir tecnicamente em testes especialmente desenvolvidos para isso e com excelente grau de precisão. Por isso, também, todo resultado não tem certo ou errado, mas somente um retrato de momento para elaboração de um plano de desenvolvimento individual  que ponha foco nas competências a serem desenvolvidas sem perder momento das já evoluídas a contento. Importante , esta possibilidade é real em qualquer tempo, idade e momento de vida.

O conceito de competências no RH e no desenvolvimento de pessoas e organização cresceu em uso e conceituação a partir dos anos 70 com saltos interessantes nas décadas de 80 e 90 e estas evoluções permanecem válidas e validadas.

Um acréscimo do início do século veio com Eugênio Mussak que acrescentou conceito adicional de Meta Competência para aquilo que vai alem do mensurável normalmente e contempla alguma capacidade individual e específica para superar a normalidade com, por exemplo, algumas características que seriam um turbinamento das competências. Exemplo na conjugação com alguma inteligência superior a média ( digo alguma pois hoje a inteligência já está sendo estudada em mais de 8 inteligências diferentes !) Diferencial Meta também seria a componente de entusiasmos , paixão , intuição adicionadas as competências deste indivíduo.

A atitude de ampliar continuamente suas competências será sempre a maior competência de todas elas e inclui disposição, vontade, disciplina, mas depende fundamentalmente de auto-motivação para o auto-desenvolvimento (auto gerenciado no tempo!), e ambos os fundamentos dependem do autoconhecimento.

Por isso o desenvolvimento de competência é possível, necessário, desejável. Não para o presente somente, mas para o futuro de cada um e onde quer que estejamos atuando! Não tem limite de idade e não precisa parar na aposentadoria!!

O Coaching tem também o papel de suportar e facilitar o entendimento, o autoconhecimento, a montagem do PDI ( Plano de desenvolvimento individual)  e seu monitoramento até que o autogerenciamento e o auto desenvolvimento estejam incorporados no indivíduo.

É por isso que a distinção entre Coaching, Menthoring e Tutorage é importante, mas este tema  fica para outra ocasião!

Marcos da Cunha Ribeiro

 
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Publicado por em 30/01/2012 em Administração

 

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Empregabilidade, Qualidade do CV e busca de emprego no Pleno Emprego do Brasil atual!

Já há três meses a pergunta abaixo, do colega Vinícius me incomodava, e tudo o que pude acompanhar era um grupo de outros colegas solidários e ao mesmo tempo com a mesma frustração.

A pergunta então me motivou a uma reposta que segue logo abaixo da mesma e compartilho neste espaço na esperança de que possa suscitar críticas ou mesmo ser útil para mais alguém fora do circuito onde ela circula, teimosamente.

PERGUNTA:

A pessoa faz faculdade, pós-graduação, aprende outro idioma, e ainda sim não consegue lugar no mercado de trabalho. Alguém sabe o que está faltando? (Vinícius…)

RESPOSTA:

Depois de tantos depoimentos vou tentar dar algumas dicas para que o debate não fique só nos negativas, mas possamos ter alguma opção proativa.

Primeiro ponto é que muitas vezes perdemos um pouco a referência de nossa própria empregabilidade. Para não perder isso é preciso estar sempre ligado no que eu tenho pra contar no CV e entrevista e o quê que os empregadores estão procurando. Precisa haver alinhamento permanente e só uma coisa é certa, a demanda e os pré-requisitos mudam sempre.

Segundo ponto, “meu CV está ou não atrativo para quem lê mais de 100 por dia e tem que escolher os melhores?”. Ou seja, não é para enfeitar, mas a forma, objetividade e disposição das informações e principalmente suas qualificações e ofertas de competências, experiências e habilidades precisam vir primeiro.

Terceiro ponto, Para quem enviar e onde cadastrar e com qual foco? O CV cadastrado ou enviado tem que estar bem alinhado com a chamada e suas exigências. O mercado hoje não olha os pára-quedistas ou CVs genéricos.

Quarto ponto: as melhores empresas de outplacement alem de uma alternativa válida para facilitação das buscas e esforços de encontrar novo emprego são praticamente unânimes em dizer: os HH tem 17% das  oportunidades , as empresas de Search outros 13 a 15 % e portanto os 70% das oportunidades estão no network, e este depende só de você.

Por ultimo, por hoje, o resultado de respostas ou retornos ( desde um telefone até uma entrevista ) sobre o total de CVs distribuídos e entregues é a única fonte de informação para aplicar um Kaisen no seu CV . Se o retorno é baixo, de quem é a culpa? Do mercado, do pesquisador, do consultor do HH? Provavelmente não! Seu CV e a sua história estão aquém da busca e isso só você pode resolver.

Não desista, ao contrário, mas faça dos limões uma limonada! Persevere, mas com atenção e interesse real na sua carreira e no seu futuro e não conte com o “por acaso” dos acontecimentos! Seja o protagonista do seu processo de recolocação no mercado de trabalho.

Marcos  da Cunha Ribeiro

 
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Publicado por em 25/01/2012 em Administração, Contexto

 

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VENDAS NO B2B E GESTÃO DE PROJETOS

Vendas em B2B já foi chamada de Vendas Técnicas e hoje é chamada de Vendas Consultivas.

Em geral nas estruturas de vendas de B2B não temos um vendedor “tirador de pedido” mas um vendedor que apresente proposta de valor percebido, defenda os diferenciais de valor de sua proposta  e em geral a venda é de uma solução seja: produto; produto + serviço,  ou 100% serviço.

Neste caso as carteiras selecionadas de clientes  e o relacionamento significativo e duradouro são chave .

Os ciclos são longos tanto no tempo de proposta até  fechamento quanto na entrega, ou melhor,  implementação,  e portanto gestão de projetos  é competência técnica diferenciadora na carreira  e no sucesso do indivíduo. Alem disso contribui para desenvolvimento de competências gerenciais críticas como gestão de tempo , gestão de demanda , visão de processos entre outras.

Ainda hoje é comum vermos questionamentos a este respeito como que se gestão de projetos fosse uma habilidade e competência técnica exclusiva de algumas carreiras técnicas , engenharia , TI entre outros e não se aplicaria em Vendas .

Enquanto for assim os bons Vendedores de B2B serão sempre distintos da média se souberem gerenciar projetos e equipes de projetos multidisciplinares em seus negócios.

Marcos da Cunha Ribeiro

 

 
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Publicado por em 19/01/2012 em Administração

 

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