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Arquivo da categoria: Administração

Como a Empresa interfere e afeta a realidade dinâmica do contexto de vida de cada um de nós , nossas famílias e nossa sociedade – Um enfoque Humanista

Palestra ministrada na 66a Sexta Filosófica da Igreja Presbiteriana do Butantã

6a filosófica out 2007 MCR 261007

” Como a Empresa  interfere e afeta a realidade dinâmica do contexto de vida de  cada um de nós , nossas famílias e nossa sociedade – Um enfoque Humanista

Espero que o anexo esteja acessível. É o arquivo original dos slides utilizados no dia 27 de outubro de 2007 e a discussão era complementar a outros enfoques do que seria a responsabilidade social das empresas em relação à sociedade e a todos os stakeholders.

Bom Proveito ,

Marcos

 

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Inspiração de ultima hora pela pág A8 de O Valor deste final de semana – Saneamento !

A Sabesp recolhe R$ 600 M por ano de PIS Confins que nós paulistanos e alguns paulistas ( 374 municípios !) ( algumas prefeituras teimam em tratar esgotos como se fossem profissionais !) pagamos por , digamos , cumprir com nossas necessidades fisiológicas e de higiene . O Governo Federal recolhe deste mesmo imp
osto R$ 2,1 Bi por ano. O Brasil não trata nem 50% dos esgotos produzidos pelas cidades e sítios deste país continental. A Sabesp investiu em 2011 R$ 2,4 Bi em obras e PPPs !!!
60% dos esgotos do país são lançados a céu aberto e nos rios , e só 54 % dos domicílios possuem rede coletora , o que nos faz supor que os 60 % produzem mais desejos domésticos do que os 54% com redde !?
O Brasil precisaria de R$ 420 bi até 2030 para ter todos com água tratada e com esgoto recolhido e tratado.
( fonte de dados do Jornal O Valor de 1,2,3,4,de novembro.)
Pagar PIS Cofins sobre saneamento básico que , claró , é repassado apra o brasileiro que compra água das empresas de saneamento e devolve esgoto para tratamento é mesmo exótico. (Ah ! sim pagamos ICMS e IPI sobre papel higiênico tambem.)
É mau cheiroso porque cheira a falta de consideração quando já temos mais de 2 PACs atrasados e nenhum deles para tratar da saúde básica e prevenção de doenças !
É mau cheiroso porque até a 2a década do século 21, no Brasil, político não trata esgoto porque ninguem vê a obra !
Não temos como obrar menos portanto mais obras de saneamento para este país !!!
Que o governo de fato isente o saneamento do Pis Cofins !
Marcos C Ribeiro

 

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O verdadeiro desafio da Industria no Brasil II

O verdadeiro desafio da Indústria no Brasil II

Muito se fala em desindustrialização e como grande argumento deste fenômeno utiliza-se da leitura de crescimento do PIB subdividido entre Industrial, Agricultura e Serviços. Primeira grande falha da análise.
A participação relativa da Indústria no PIB mundial tem caído na medida em que crescem mais do que a indústria os segmentos de serviços e agricultura.
A tendência de maior crescimento nos setores de serviços e agricultura, desde o final dos anos 80 já é uma realidade em todo o mundo ocidental e a única exceção foi a Ásia que recebeu a indústria de manufatura exportada dos Estados Unidos em busca de custos de mão de obra mais baixos.
Por outro lado o crescimento de serviços e da agricultura é um fato incontestável e não demérito da gestão da economia mas consequência natural dos limites de produtividade da indústria de transformação frente ao aumento significativo dos custos de mão de obra aliados aos crescentes esforços de ganho de escala de produção da consolidação das industrias mais importantes através dos também crescentes eventos de M&A.
Este tema tem me incomodado sobremaneira porque as discussões sobre o mesmo na mídia tem mantido um viés do conhecimento convencional que não entendo a quem possa interessar.
Tudo bem, com as reduções de IPI sobre automotivos entendo, um pouco da importância dos lobbies de um segmento industrial.
Quando olho o Brasil praticamente no pleno emprego, com taxas de desemprego abaixo de 6%%, penso:
1.como pode, se o CNI publica utilização de capacidade de produção ainda acima de 75 % o que por si só é uma aberração quando a indústria total brasileira para tal índice trabalharia mais de 2 turnos o que na média não é verdade ?
2. Como pode , se o BC abaixa a taxa de juros mas o investimento na produção não vem mas somente mais endividamento da população via consumo ?
3. Como pode se o PIB cresce em 2012 semente algo ao redor de 1,8 % e se projeta para 2013 algo como 4 % ?
Pode com inflação , com maior endividamento do governo que não se importa mais com o equilíbrio fiscal , com um PAC atrás do outro que só existe no papel e na prática sabemos que só temos atrasos e falta de investimentos de fato . Pode com uma população aposentada endividada, uma parcela razoável da MOD na indústria com mais de 40% do seu salário atrelado a pagamento de dívidas contraídas com promessas de benesses de governo,.
Pode também quando sabemos que o BC está perdendo sua autonomia tão difícil de conquistar nos últimos 20 anos para dar vazão a uma fantasia orquestrada por um ministério da fazenda que especula tanto quanto os ideólogos do partido da posição.
Pode também, e infelizmente, quando as vozes do empresariado brasileiro, a começar da FIESP, altar da indústria Paulista e Brasileira conseguem manter o mesmo discurso anacrônico de décadas a despeito de todas as mudanças pelas quais a Nação já passou.
Não existe uma desindustrialização no Brasil diferente do que existe no mundo ocidental há mais de 30 anos.
Não existe um cenário mais favorável do que o atual para crescimento maior relativo do agronegócio no seguimento do que já se verifica há mais de 2 décadas n setor de serviços.
Aliás, cabe lembrar que a medição do PIB como setor de serviços mais reconhecido tem menos de 15 anos.
Cabe também salientar que na cadeia de valor do agronegócio além da medição de seu PIB pela produção de alimentos e produtos agrícolas primários e secundários devemos medir a indústria que beneficia a produção agrícola o que deveria ser levado em conta no PIB industrial medido hoje!
Ou seja, vamos tentar ao menos questionar o conhecimento convencional multiplicado pela mídia, alguns gurus e pela academia , inclusive e infelizmente, para que a verdadeira opinião pública possa prevalecer e ser de fato representativa do que seja a definição da mesma . Ou seja, a opinião de cidadãos brasileiros genuinamente interessados, minimamente estudiosos e analistas dos fatos relatados e com opinião que representa o livre exercício de análise de ados e fatos conforme uma imprensa livre os publique. Mas que não sejam meros papagaios de analistas superficiais que preenchem infelizmente as páginas de nossos periódicos.
Aqui uma homenagem e um reconhecimento aos analistas isentos, independentes e sem medo de opinar que ainda subsistem apesar da pressão do sistema autocrático e inquisidor do partido governista atuais.
Boa sorte aos brasileiros que podem e devem construir a verdadeira opinião pública.

 

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O desafio dos 100 dias .

O desafio dos 100 dias.

Criou-se uma expectativa generalizada de o que deve ser feito ou foi feito nos primeiros 100 dias de um governo ou nos primeiros 100 dias de uma gestão.
De onde vem isso? Da guerra dos 100 dias, marcante vitória israelense sobre árabes ainda na década de 60?
Segundo José de Souza ( em opinião de abril de 2011) a guerra dos 100 dias assim se explica : Rege a lenda política que se nos primeiros cem dias de governo não houver mudança dificilmente acontecerá, ou ainda, que esse período busca retratar todo o rosto de um mandato político.
Existe uma menção clara de 100 dias de governo para Napoleão Bonaparte ao regressar do exílio na ilha de Elba e assumindo o governo da França com um exército aliado que depois foi derrotado pelos Ingleses na famosa batalha de Waterloo. Teria o seu novo governo durado 100 dias.
Sem qualquer pretensão de fazer ironias os 100 dias de um executivo em geral contam exatamente 10 dias depois do período legal de experiência cujos termos são bem explicados na CLT.
Ocorre que, salvo para um político eleito, de quem se espera que o conhecimento e diagnóstico de situação, ao menos da parcela da sociedade que pretende representar ou governar no executivo, seja uma premissa. Isto é , mudanças de governo nos primeiras 100 dias não são mais do que obrigação porque o candidato ao cargo executivo , político profissional por excelência teve ao menos 180 dias de estudo , diagnóstico e até de plano de ação , tático e estratégico para seus primeiros dias . Oxalá Haddad pense assim….
Já para o executivo, os 100 dias incluem a necessidade, obrigatoriedade, responsabilidade de um diagnóstico o mais completo e mais correto possível e as primeiras decisões, ações efetivas, implementações e mais ainda direcionamento básico tático estratégico, além do não menos importante, iniciar um processo de comunicação ampla e irrestrita que possa criar o início de uma confiança que foi depositada de início pelos stockholders mas que precisa ser ampliada para os stakeholders mais próximos ,o que sem dúvida incluem os fornecedores e clientes, mas em primeira, mão deve considerar os seus colaboradores , em geral , estes pré-existentes na organização.
Ou seja , não me parece muito equânime e justo comparar 100 dias de governo entre um eleito para função executiva de governo e um contratado para exercício de função gerencial de alto nível em qualquer tipo de organização privada. Isto é , a questão da expectativa e do julgamento ou avaliação de 100 dias do executivo não deveria levar nenhum comparativo ou premissa de base semelhante ao julgamento dos eleitores e imprensa de um governante recém eleito para cargos executivos , quais quer que sejam . Para eles é necessário maior detalhe , precisão e rigor dado que as condições são desiguais.
Por outro lado o que se verifica? Que executivos profissionais são muito mais efetivos, precisos e ágeis no diagnóstico , decisão e ação reparadora do que os políticos . Isso tem uma base, de viés político, em vários países inclusive o Brasil. Não se elege para prefeito, governador e presidente um bom gerente, um bom administrador ( como defende nosso professor Stephan Kanitz ) . Elegemos políticos cujos compromissos ideológicos e fisiológicos são maiores do que qualquer pretensão de ampliar o bem comum e de pragmaticamente devolver aos eleitores melhorias reais em sua infraestrutura de vida, em sua qualidade de vida e em sua possibilidade de em liberdade de ser, desenvolver seu papel na sociedade enquanto trabalhador e stakeholder de tudo o que existe e por ele existe!!!
Completei 100 dias de executivo na Santal dia 21 de setembro e acredito que o relatório foi satisfatório para todos os genuinamente interessados no sucesso do projeto Santal na amplitude da AGCO. Serei minimamente rígido e rigoroso com o Haddad agora que é a vez dele na cidade onde nasci !
Até a próxima eleição !
Marcos C Ribeiro