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Millenials : Uma alternativa para entender que existe sim uma mudança de gerações !

O vídeo abaixo me foi enviado por um sobrinho que mesmo na flor da idade de 30 e poucos anos enfrentava um dilema na compreensão , comunicação e liderança de um grupo mais jovem do que ele no trabalho.

http://vimeo.com/44130258

Depois de ver o vídeo com calma e tambem considerar outras recentes leitura sobre o tema me pareceu oportuno compartilhar o mesmo e considerar alguns pontos de vista sobre este momento de transição ( que sempre ocorre e continuará ocorrendo) quando gerações novas apresentam comportamentos diferentes dos observados anteriormente e certamente constroem um modelo natural de resistência até que a compreensão e a própria infiltração da nova geração no ambiente de trabalho gerem movimentos de mudança de comportamentos tambem nas gerações anteriores e agora receptoras da nova .

A leitura do contexto socio-economico neste caso é primordial pois existem forças da propria evolução social das minorias privilegiadas  ou maiorias antes negligenciadas que movem os confrontos , certos ou errados , mas reais.

Por exemplo : alem do aspecto de uma geração chamada Y ser emergente , os comportamentos dos seus representantes se da classe C tambem emergente são resultado do contexto a que me refiro. Tambem devemos tomar cuidado com a realidade dos “Y” do hemisfério norte e os nossos ainda que as distancias tecnológicas não sejam mais significativas e todos estejam integrados nas web, redes etc…

Outro aspecto importante : Entendo que no hemisfério norte depois da crise de 2008 e ainda mais na sua durabilidade até hoje seja nos USA ou EU , temos uma verificação interessante : quantos dos novos entrantes no mercado de trabalho podem manter o mesmo nível economico social que lhes foi proporcionado pelos pais até o momento da transição? Seria esta uma boa explicação para o fato de que na maioria deles viver na cas dos pais até a “senioridade” dos 30 anos não seria uma conveniência mais economica do que de viabilizar seus anseios por conta própria porque a propria sociedade ou organizações empregadoras não estão preparadas para suprir estes anseios novos e mais livres na contrapartida de salários , promoções e cargos e benefícios aspirados e talvez utópicos no momento proposto ?

Entendo que o final do vídeo propõe uma visão muito bonita do que sejam os anseios e desejos mas falha na proposta real de que nada disso será possível sem um esforço de trabalho, estudo , aperfeiçoamento de competências . Nada disso caíra dos céus e nem será suprido eternamente por progenitores atônitos com as exigências ou anseios ao menos mais audaciosos do que estes conseguirem ser !

Os desafios estão só no começo . Considerando as classes mais privilegiadas que tiveram boa educação formal , boa base de valores e boa percepção de que do suor do rosto virá o sustento, menos choques e conflitos serão esperados . Porem para a maioria os conflitos serão evidentes e os primeiros deles já visíveis estão na dificuldade de pessoas dispostas ao trabalho versus a quantidade de pessoas pré-dispostas a continuar vivendo sem sentido de realização mas suportadas por modelos compensatórios e paternalistas como os Bolsa família da vida ! E isso , não se enganem , não é privilégio do nosso Brasil. A Europa nos ensinará isso em breve !

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 30/06/2012 em Administração, Geral

 

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UMA REVISÃO RÁPIDA NO CONCEITO DE COMPETÊNCIAS E SEU DESENVOLVIMENTO

Competência, desenvolvimento individual e competitividade no mercado de trabalho !!

Uma conceituação atual, moderna e correta, no meu ponto de vista,  segue abaixo com suporte também de algumas matérias recentes publicadas , entre elas Carlos Hilsdorf , Eugênio Mussak , Luiz Carlos Cabrera, Vick Bloch e outros :

Uma colocação muito simples é justamente definir competência como “aquilo que sou bom” mas do ponto de vista do outro ! Naquilo que os outros reconhecem e declaram que sou bom!

Mas esta simplicidade não é suficiente para um trabalho individual e ou coletivo, operacional e ou estratégico, no que se refere a necessidades presentes e futuras do indivíduo e ou da organização.

Para o sociólogo francês Philippe Zarifian, competência é “tomar a iniciativa e assumir a responsabilidade diante das situações profissionais com as quais nos deparamos. Consiste em um entendimento prático de situações, que se apóia em conhecimentos adquiridos e os transformam à medida que aumenta a diversidade de situações”.

Competência pressupõe uma ação que faça diferença onde for aplicada! Portanto agrega valor diante de novas situações, nos processos e nas decisões.

Assim, podemos compreender a composição do conceito de competência, através de critérios objetivamente mensuráveis, como o exercício proativo e simultâneo de:

1. Saber conceitualmente (qualificação) – conhecimento
2. Saber fazer (experiência funcional) – habilidade
3. Saber agir (capacidade de obter resultados) – atitude

Portanto, competência pode ser entendida como uma ação fundamentada e assertiva frente a novos desafios! Esta ação dever agregar valor econômico para a organização e social para o indivíduo. Competência é um potencial disponível para enfrentar os desafios futuros.

Competência é a qualidade de ser adequado e bem qualificado física e/ou intelectualmente frente a desafios. É a capacidade de tomar decisões bem informadas e coerentes. Contempla grupos de habilidades, atitudes e conhecimentos necessários para a realização eficaz de tarefas. Refere-se a ações e comportamentos identificados pelas lideranças como efetivas contribuições na implementação da mudança; estes comportamentos são necessários para um desempenho satisfatório ou excelente em qualquer desafio profissional.

Por isso é possível medir tecnicamente em testes especialmente desenvolvidos para isso e com excelente grau de precisão. Por isso, também, todo resultado não tem certo ou errado, mas somente um retrato de momento para elaboração de um plano de desenvolvimento individual  que ponha foco nas competências a serem desenvolvidas sem perder momento das já evoluídas a contento. Importante , esta possibilidade é real em qualquer tempo, idade e momento de vida.

O conceito de competências no RH e no desenvolvimento de pessoas e organização cresceu em uso e conceituação a partir dos anos 70 com saltos interessantes nas décadas de 80 e 90 e estas evoluções permanecem válidas e validadas.

Um acréscimo do início do século veio com Eugênio Mussak que acrescentou conceito adicional de Meta Competência para aquilo que vai alem do mensurável normalmente e contempla alguma capacidade individual e específica para superar a normalidade com, por exemplo, algumas características que seriam um turbinamento das competências. Exemplo na conjugação com alguma inteligência superior a média ( digo alguma pois hoje a inteligência já está sendo estudada em mais de 8 inteligências diferentes !) Diferencial Meta também seria a componente de entusiasmos , paixão , intuição adicionadas as competências deste indivíduo.

A atitude de ampliar continuamente suas competências será sempre a maior competência de todas elas e inclui disposição, vontade, disciplina, mas depende fundamentalmente de auto-motivação para o auto-desenvolvimento (auto gerenciado no tempo!), e ambos os fundamentos dependem do autoconhecimento.

Por isso o desenvolvimento de competência é possível, necessário, desejável. Não para o presente somente, mas para o futuro de cada um e onde quer que estejamos atuando! Não tem limite de idade e não precisa parar na aposentadoria!!

O Coaching tem também o papel de suportar e facilitar o entendimento, o autoconhecimento, a montagem do PDI ( Plano de desenvolvimento individual)  e seu monitoramento até que o autogerenciamento e o auto desenvolvimento estejam incorporados no indivíduo.

É por isso que a distinção entre Coaching, Menthoring e Tutorage é importante, mas este tema  fica para outra ocasião!

Marcos da Cunha Ribeiro

 
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Publicado por em 30/01/2012 em Administração

 

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Empregabilidade, Qualidade do CV e busca de emprego no Pleno Emprego do Brasil atual!

Já há três meses a pergunta abaixo, do colega Vinícius me incomodava, e tudo o que pude acompanhar era um grupo de outros colegas solidários e ao mesmo tempo com a mesma frustração.

A pergunta então me motivou a uma reposta que segue logo abaixo da mesma e compartilho neste espaço na esperança de que possa suscitar críticas ou mesmo ser útil para mais alguém fora do circuito onde ela circula, teimosamente.

PERGUNTA:

A pessoa faz faculdade, pós-graduação, aprende outro idioma, e ainda sim não consegue lugar no mercado de trabalho. Alguém sabe o que está faltando? (Vinícius…)

RESPOSTA:

Depois de tantos depoimentos vou tentar dar algumas dicas para que o debate não fique só nos negativas, mas possamos ter alguma opção proativa.

Primeiro ponto é que muitas vezes perdemos um pouco a referência de nossa própria empregabilidade. Para não perder isso é preciso estar sempre ligado no que eu tenho pra contar no CV e entrevista e o quê que os empregadores estão procurando. Precisa haver alinhamento permanente e só uma coisa é certa, a demanda e os pré-requisitos mudam sempre.

Segundo ponto, “meu CV está ou não atrativo para quem lê mais de 100 por dia e tem que escolher os melhores?”. Ou seja, não é para enfeitar, mas a forma, objetividade e disposição das informações e principalmente suas qualificações e ofertas de competências, experiências e habilidades precisam vir primeiro.

Terceiro ponto, Para quem enviar e onde cadastrar e com qual foco? O CV cadastrado ou enviado tem que estar bem alinhado com a chamada e suas exigências. O mercado hoje não olha os pára-quedistas ou CVs genéricos.

Quarto ponto: as melhores empresas de outplacement alem de uma alternativa válida para facilitação das buscas e esforços de encontrar novo emprego são praticamente unânimes em dizer: os HH tem 17% das  oportunidades , as empresas de Search outros 13 a 15 % e portanto os 70% das oportunidades estão no network, e este depende só de você.

Por ultimo, por hoje, o resultado de respostas ou retornos ( desde um telefone até uma entrevista ) sobre o total de CVs distribuídos e entregues é a única fonte de informação para aplicar um Kaisen no seu CV . Se o retorno é baixo, de quem é a culpa? Do mercado, do pesquisador, do consultor do HH? Provavelmente não! Seu CV e a sua história estão aquém da busca e isso só você pode resolver.

Não desista, ao contrário, mas faça dos limões uma limonada! Persevere, mas com atenção e interesse real na sua carreira e no seu futuro e não conte com o “por acaso” dos acontecimentos! Seja o protagonista do seu processo de recolocação no mercado de trabalho.

Marcos  da Cunha Ribeiro

 
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Publicado por em 25/01/2012 em Administração, Contexto

 

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VENDAS NO B2B E GESTÃO DE PROJETOS

Vendas em B2B já foi chamada de Vendas Técnicas e hoje é chamada de Vendas Consultivas.

Em geral nas estruturas de vendas de B2B não temos um vendedor “tirador de pedido” mas um vendedor que apresente proposta de valor percebido, defenda os diferenciais de valor de sua proposta  e em geral a venda é de uma solução seja: produto; produto + serviço,  ou 100% serviço.

Neste caso as carteiras selecionadas de clientes  e o relacionamento significativo e duradouro são chave .

Os ciclos são longos tanto no tempo de proposta até  fechamento quanto na entrega, ou melhor,  implementação,  e portanto gestão de projetos  é competência técnica diferenciadora na carreira  e no sucesso do indivíduo. Alem disso contribui para desenvolvimento de competências gerenciais críticas como gestão de tempo , gestão de demanda , visão de processos entre outras.

Ainda hoje é comum vermos questionamentos a este respeito como que se gestão de projetos fosse uma habilidade e competência técnica exclusiva de algumas carreiras técnicas , engenharia , TI entre outros e não se aplicaria em Vendas .

Enquanto for assim os bons Vendedores de B2B serão sempre distintos da média se souberem gerenciar projetos e equipes de projetos multidisciplinares em seus negócios.

Marcos da Cunha Ribeiro

 

 
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Publicado por em 19/01/2012 em Administração

 

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