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O verdadeiro desafio da Industria no Brasil

O texto abaixo depois de editado fez parte de um livro editado pela Deloitte para discussão da Industria no Brasil hoje e amanhã.
O tema abaixo foi meu desafio neste tema . Espero que gostem !
Continuo um crítico do papel anacrônico da CNI e da Fiesp no cenário do país já mudado , e muito desde o plano real , mas cujo discurso permanece fisiológico a espera de benesses e sem nenhum comprometimento com iniciativas realmente dignas de defender o papel dos que investem e investiram no risco real da produção industrial desde a nossa revolução industrial ,pós era do café e a partir de uma imigração importante que suportou o inicío da industria nacional a partid e São Paulo e hoje continental tanto quanto o Brasil.

TÍTULO
A construção de um novo futuro
SUBTÍTULO
A construção de um futuro inovador e sustentável na indústria brasileira dependerá da incorporação crescente das melhores práticas por parte das organizações, influenciando o seu modelo de pensamento operacional e estratégico.
Por Marcos da Cunha Ribeiro
Diretor Geral – Santal Equipamentos Ltda
Diretor Administrativo Holding do Grupo Jacto até maio de 2012
Presidente da RRDonnelley Moore até agosto de 2007.

O que tem a indústria a ver com um futuro inovador e sustentável? Não seria este um tema para academias, institutos de pesquisa, órgãos de governo e alguns gurus? Vamos, a seguir, discorrer pensamentos e conceitos sobre a indústria de manufatura no Brasil considerando o contexto atual, que se apresenta com complexidade crescente, em função de uma série de consequências de movimentos do passado recente.
A inovação, entendida enquanto a ação de fazer algo novo, ou renovado, ou mesmo de forma diferente do que sempre foi feito, é a nova moda e o ponto focal das discussões sobre gestão e sucesso dos negócios. Mas esse tema não é tão novo assim. Há vários anos, a inovação tem recebido diversos sinônimos, em especial, a partir da década de 80, quando o cenário de globalização e crescimento ainda vigoroso das nações ocidentais do Hemisfério Norte eram motivo de segurança de um lado e, de outro, de exigências por resultados crescentes a cada trimestre.
E, por conta daquela situação, agravada com as mudanças fortes do mercado financeiro naqueles anos, novas iniciativas e modelagens passaram a ser exigidas, com foco em redução de custos, reinvenção e reengenharia dos negócios e das empresas e tantas nomenclaturas para um esforço de melhoramento contínuo ou até radical, que sustentasse um resultado crescente, estável, previsível e garantido de earns per share, mantendo a atratividade das ações no mercado de capitais.
Na década de 90, o tema ganhou ainda maior complexidade. A partir daí, o desafio era ser inovador e, ao mesmo tempo, sustentável. O conceito de “sustentável” aqui remete de imediato ao mais adotado atualmente, que seria o do triple bottom line, cunhado desde o final da década de 90 por John Eikington, com seu livro agora traduzido para o português, “Sustentabilidade – Canibais com Garfo e Faca” (M. Books Editora). Ocorre que, de fato, a sustentabilidade apoiada por três suportes – pessoas (social), meio ambiente (planeta) e recursos financeiros (economia-resultado) – permite uma melhor compreensão do papel da indústria desde há muitas décadas.
Uma visão crítica
Vivemos um momento crucial para a indústria no Brasil. Nuvens cinzas são dadas como certas em um contexto de real valorizado, comércio se expandindo e economia em geral crescendo, enquanto o setor industrial caminha a taxas abaixo de 2,5% por anos seguidos e com tendência de baixa.
É preciso, porém, ampliar o nosso ponto de vista. Os diagnósticos, as avaliações de desempenho, os resultados e os estágios de evolução da indústria são feitos hoje, na sua maioria, com base em uma amostra das 500 maiores, das 1.000 maiores ou das pouco mais de 600 organizações com capital aberto na Bovespa. Mas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde as micro até as mega-indústrias, temos no Brasil seguramente mais de 300 mil empresas.
Portanto, a partir de que realidade presente queremos construir a realidade futura da indústria brasileira, como agente de inovação e sustentabilidade? Certamente as melhores práticas virão das grandes indústrias bem sucedidas, mas a nova realidade só se consolidará no futuro se a maioria das grandes, médias-grandes, médias e pequenas empresas também forem agentes conscientes desse processo de fomento da inovação. Elas precisam atuar como mola mestra de sucesso e de crescimento auto-sustentado, com base em ações adequadas de manutenção dos resultados, com a devida contrapartida para a sociedade e com o uso responsável de recursos do meio ambiente nas relações sociais, comerciais e econômicas, locais e globais.
Pontos críticos
Aqui, um primeiro ponto crítico. Demming e Juran, desde a década de 50, já asseveraram que só posso melhorar aquilo que eu consigo e sei medir. Pois bem, temos a famosa medida de utilização das capacidades da indústria brasileira, que, nos últimos mais de 30 anos, não foi renovada, revista ou atualizada e que, entre períodos de profunda recessão e alta expansão de consumo, varia seus índices sempre entre 78% e 85% de ocupação. Pois bem, isso implicaria dizer que o Brasil está sempre prestes a sofrer de inflação de demanda, que o governo está sempre devendo subsídios ou linhas de financiamento para aumento de capacidade e que a indústria de bens de capital e a importação alternativa dos meios de produção deveriam, todos os anos, estar com um movimento mínimo médio superior ao do crescimento da própria produção industrial. Isso não me parece verdade, mas, sem dúvida, um ponto convencionado, a ser questionado pela indústria, que pretende ser agente de mudança para o futuro de inovação e sustentabilidade.
Um segundo ponto crítico é que os critérios de produtividade ainda são incipientes para a maioria das nossas organizações industriais. O conceito de “excelência operacional” tem crescido ao nível de consciência empresarial, porém, o que vemos ainda com muita frequência é uma série de soluções de curto prazo e de extrema influência emocional. Basta o dólar estar desvalorizado e os financiamentos ficarem mais fáceis pela maior liquidez momentânea do mundo, e vemos a balança comercial desequilibrar no quesito de importação de novas capacidades. Em geral, sem uma análise de mercado adequada e sem um plano de vendas e marketing que justifique o investimento em ativos, o rebote vem rápido, com falta de geração líquida de caixa e, portanto, sofrimento para auto-sustentar o crescimento consequente do capital de giro.
A visão sistêmica dos processos fica hoje enevoada por siglas e rótulos, sem a necessária consistência: TQM, Círculos de Q, A meta, 6 Sigma , Lean, Kaizen, Just in Time , Total Cycle Time etc. Cada uma dessas metodologias traz um conjunto extremamente válido de excelentes conceitos, mas cuja maioria funciona como complementares e suplementares uns aos outros. Qual a falha? Problemas em implementação e falta de perseverança e consistência. Neste caso, entenda-se “consistência” como uma coerência permanente, em longo prazo – coerência de ações, decisões, investimentos, atitudes, liderança e objetivos. E por que falta coerência? Basicamente pela existência de um sistema de leis trabalhistas com mais de 60 anos, sem grandes inovações e com pouca flexibilidade para os tempos atuais e frente aos concorrentes internacionais.
P&D incipiente
Os investimentos em P&D no Brasil ainda são incipientes. Mais ainda se avaliarmos somente aqueles efetivamente alocados na atividade industrial. Inovação tem um forte componente de P&D quando aplicada especialmente a produtos e soluções, mas os índices de investimento no Brasil ainda estão muito aquém dos nossos concorrentes mundiais. Mesmo depois do advento da Lei do Bem, temos um paradoxo a enfrentar no tocante aos esforços de P&D.
Uma das características da gestão industrial no Brasil foi historicamente tentar replicar modelos importados sem a devida consideração das diversidades de cenários e contextos. Raramente ocorreram discussões focadas na gestão empresarial do ponto de vista econômico-financeiro. Em parte, porque sempre se está à espera de que o governo venha em socorro, com barreiras à concorrência externa, ou com financiamentos subsidiados para investimentos em capacidades, ou mesmo para sustentar capital de giro, e assim por diante.
Aparentemente, por muito tempo, houve a ilusão da réplica dos modelos das nações mais desenvolvidas. No início, o planejamento e a estratégia eram ruins ou negligenciados e melhoraram no tempo substancialmente. Ocorre que, hoje em dia, infelizmente, as implementações das estratégias continuam pobres e sofríveis.
Visão econômico-financeira
No nosso país, o custo de capital ainda é dos mais altos do mundo, a despeito de que o crédito melhorou e sua disponibilidade cresceu. Qual a queixa dos bancos de fomento e investidores de mercado nos últimos dez anos? Que não temos bons projetos suficientes para a disponibilidade de capital de investimento e crédito para investimentos na produção.
No entanto, se o custo de capital é ainda dos mais caros, o capital de giro e o giro financeiro das operações de produção e distribuição são críticos e importantes. Aqui começa a sustentabilidade da indústria no plano econômico e social. Não se pode pretender crescer e enfrentar flutuações normais de demanda com alavancagem de capital de giro baseada em crédito bancário e/ou desconto de duplicatas. Não há sustentação no ciclo total do negócio e o impacto é direto no entorno da empresa, com as contratações ou demissões cíclicas. O crescimento auto-sustentado, com autofinanciamento de capital de giro, é a chave da longevidade do empreendimento. E a velocidade do giro desse capital na cadeia de valor e de suprimento da indústria é a forma mais eficaz de manter a rentabilidade saudável e que permita o reinvestimento no crescimento.
Se o Produto Interno Bruto (PIB) industrial já representou mais de 38% do PIB total brasileiro e hoje representa menos de 32%, com viés de baixa, não podemos, apenas por isso, chegar à conclusão de que está havendo uma desindustrialização no País. Devemos considerar que, depois dos anos 70, o crescimento do PIB no setor de serviços seguiu a tendência moderna e mundial de crescer a taxas maiores. Deve-se notar também que o Brasil, com sua vertente de agronegócio crescente e importante para a balança comercial do País, mantém uma participação substancial desse setor no PIB total. Portanto, não é por este caminho que devemos verificar a desindustrialização.
As operações de fusão e aquisição na indústria de transformação já foram mais fortes em passado recente, mas, na maior parte dos investimentos, houve manutenção do parque industrial e do nível de produção, acompanhando o setor de consumo, maior puxador do crescimento nos últimos dez anos. O câmbio tem sido colocado como bode expiatório do processo de desindustrialização, mas convenhamos, não é papel da indústria reclamar por intervenção nessa área, mas planejar e executar projetos de competitividade eficazes em um cenário e contexto já conhecido desde 2004 e com fortes tendências de manutenção em níveis que nunca serão suficientes para compensar nossas ineficiências competitivas e o Custo Brasil reticente e anacrônico.
O maior risco que temos hoje no setor industrial, além dos custos trabalhistas já instalados e do recrudescimento da fiscalização sobre leis e normas arcaicas, é o custo crescente de investimentos em qualificação, capacitação e aperfeiçoamento da mão de obra direta, indireta e técnica. Isto porque o apagão de mão de obra pelo atual pleno emprego está acompanhado de um processo também anacrônico de qualidade decrescente no sistema de ensino, além de certo estímulo à manutenção de trabalho informal intermitente, amparado por programas assistencialistas. Sem dúvida, o sistema “S”, também mantido pelas indústrias, é ainda uma exceção positiva no cenário da educação, mas insuficiente.
Exemplos de sucesso
Certamente não é possível esgotar as alternativas de caminhos para o sucesso da indústria brasileira. Encontraremos hoje, com alguma facilidade, casos exemplares. As multinacionais brasileiras em crescimento global são bons exemplos de que tudo isso é possível. Mas não vamos nos iludir que seja fácil. Nada disso acontece em menos de 3 a 4 anos de muita perseverança e consistência e com algum sofrimento a partir da decisão de ser inovador e sustentável.
Por outro lado, devemos ter em mente que o processo de construção do futuro não é privilégio do tamanho ou da idade da indústria, mas daquelas empresas que seguiram o roteiro mínimo de esforço e investimento de forma consistente e permanente. A indústria brasileira não deve se preocupar se representará 30% ou 40 % do PIB nos próximos 10 ou 20 anos, mas se ela permanecerá gerando valor para os clientes e riqueza para o País, crescendo domesticamente na proporção da demanda e internacionalmente por ser competitiva por seus valores próprios.
O papel social extramuros da indústria no futuro inovador e sustentável só irá ser perceptível depois que as boas práticas estiverem firmemente incorporadas nas organizações, influenciando o seu modelo de pensamento operacional e estratégico. Para envolver a sociedade brasileira e fazê-la também inovadora e sustentável, deveremos chegar a um ponto em que a indústria, em sua maioria de representantes, expanda a sua evolução deliberada e compartilhe o conhecimento, acrescido de ação voluntária, apolítica e com investimento real, como algumas poucas fundações tem demonstrado ser possível fazer, na defesa da ética, da sustentabilidade social e ambiental e na educação.

Saiba mais
Bibliografia e referências sugeridas para leitura sobre o tema:
• “Sustentabilidade – Canibais com Garfo e Faca”, John Eikington (M. Books Editora)
• “Freakonomics”, Steven Levitt (Editora Campus)
• “Manual da Empresa Rica”, Luiz Bersou (Trevisan Editora Universitária)
• “Sustentabilidade – A Legitimação de um Novo Valor”, José Eli da Veiga (Editora Senac São Paulo
• “Sistemas de Gestão Empresarial”, Nélio Arantes (Editora Atlas)
• “Foco do Cliente”, José Carlos Teixeira Moreira (Editora Gente)
• “Total Cycle time”, Thomas Group Inc. USA
• Instituto Ethos (www.ethos.org.br)
Texto em word

 
 

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Millenials : Uma alternativa para entender que existe sim uma mudança de gerações !

O vídeo abaixo me foi enviado por um sobrinho que mesmo na flor da idade de 30 e poucos anos enfrentava um dilema na compreensão , comunicação e liderança de um grupo mais jovem do que ele no trabalho.

http://vimeo.com/44130258

Depois de ver o vídeo com calma e tambem considerar outras recentes leitura sobre o tema me pareceu oportuno compartilhar o mesmo e considerar alguns pontos de vista sobre este momento de transição ( que sempre ocorre e continuará ocorrendo) quando gerações novas apresentam comportamentos diferentes dos observados anteriormente e certamente constroem um modelo natural de resistência até que a compreensão e a própria infiltração da nova geração no ambiente de trabalho gerem movimentos de mudança de comportamentos tambem nas gerações anteriores e agora receptoras da nova .

A leitura do contexto socio-economico neste caso é primordial pois existem forças da propria evolução social das minorias privilegiadas  ou maiorias antes negligenciadas que movem os confrontos , certos ou errados , mas reais.

Por exemplo : alem do aspecto de uma geração chamada Y ser emergente , os comportamentos dos seus representantes se da classe C tambem emergente são resultado do contexto a que me refiro. Tambem devemos tomar cuidado com a realidade dos “Y” do hemisfério norte e os nossos ainda que as distancias tecnológicas não sejam mais significativas e todos estejam integrados nas web, redes etc…

Outro aspecto importante : Entendo que no hemisfério norte depois da crise de 2008 e ainda mais na sua durabilidade até hoje seja nos USA ou EU , temos uma verificação interessante : quantos dos novos entrantes no mercado de trabalho podem manter o mesmo nível economico social que lhes foi proporcionado pelos pais até o momento da transição? Seria esta uma boa explicação para o fato de que na maioria deles viver na cas dos pais até a “senioridade” dos 30 anos não seria uma conveniência mais economica do que de viabilizar seus anseios por conta própria porque a propria sociedade ou organizações empregadoras não estão preparadas para suprir estes anseios novos e mais livres na contrapartida de salários , promoções e cargos e benefícios aspirados e talvez utópicos no momento proposto ?

Entendo que o final do vídeo propõe uma visão muito bonita do que sejam os anseios e desejos mas falha na proposta real de que nada disso será possível sem um esforço de trabalho, estudo , aperfeiçoamento de competências . Nada disso caíra dos céus e nem será suprido eternamente por progenitores atônitos com as exigências ou anseios ao menos mais audaciosos do que estes conseguirem ser !

Os desafios estão só no começo . Considerando as classes mais privilegiadas que tiveram boa educação formal , boa base de valores e boa percepção de que do suor do rosto virá o sustento, menos choques e conflitos serão esperados . Porem para a maioria os conflitos serão evidentes e os primeiros deles já visíveis estão na dificuldade de pessoas dispostas ao trabalho versus a quantidade de pessoas pré-dispostas a continuar vivendo sem sentido de realização mas suportadas por modelos compensatórios e paternalistas como os Bolsa família da vida ! E isso , não se enganem , não é privilégio do nosso Brasil. A Europa nos ensinará isso em breve !

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 30/06/2012 em Administração, Geral

 

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A REALIDADE DE CADA UM !

Nicolelis escreve “neste livro, eu proponho que, assim como o universo que tanto nos fascina, o cérebro humano também é um escultor relativístico; um habilidoso artesão que delicadamente funde espaço e tempo neuronais num continuum em orgânico capaz de criar tudo que somos capazes de ver e sentir como realidade, incluindo nosso próprio senso de ser e existir.

Nunca vou esquecer de um estudo prolongado de filosofia que fizemos entre casais amigos na Escola de Marketing Industrial , coordenado por Jean Bartoli e nosso saudoso amigo Arthur Hipolito de Almeida. Entre outros temas eleitos como essenciais para nossos sábados de discussões existenciais um deles marcou muito pela conclusão desafiadora , do que seria a Verdade e como o conceito de Verdade e a Verdade propriamente dita muda e toma formas diferentes de pessoa para pessoa.

Um detalhe interessante: a etimologia da palavra verdade em grego: aletheia, o que significa literalmente: o que não se esquece. Nas nossas discussões, o que nosso desejo e nossos sentimentos nos fazem esquecer voluntariamente ou involuntariamente , mutilando nossa visão?

 

Bem , entendo que a Verdade em muitos momentos e situações está diretamente relacionada a noção de realidade , ou melhor , o que seja a realidade para quem se apropria dela como verdade.

Obra postumamente publicada do filósofo Arthur Schopenhauer, a qual recebeu o sugestivo título Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão. Uma de nossas advertências era a seguinte: não acredite em histórias perfeitas, daquelas que têm explicação para tudo. A realidade não produz enredos perfeitos. Os que existem não passam de elaborações humanas.

Roberto Girola tambem contribui :

Se isso vale para a ciência, diante da qual costumamos nos inclinar em reverente obséquio, imaginemos o quanto faz sentido no nosso dia-a-dia, dominado por intermináveis discussões sobre quem está certo e quem está errado. Aliás, a “verdade” sempre anda em um dos nossos bolsos, pronta para ser exibida para quem for, toda vez que nos sentimos ameaçados pela “verdade” do outro. Frequentemente deixamos de ser felizes porque prevalece o desejo de estarmos “certos”. Defender a nossa verdade se torna uma prioridade absoluta, que nos impede escutar e dialogar com a “verdade” do outro. Quem sabe nossos horizontes poderiam se ampliar se pudéssemos ouvir a verdade do outro e perceber o quanto a nossa pode ser falível.

Já imagino que alguém comece a se perguntar: “Mas afinal existe a verdade?”. Tudo nos leva a pensar que a “verdade” existe, mas que talvez ela não seja exatamente como a imaginamos. Talvez esse comportamento bizarro das pesquisas científicas possa nos dar umas dicas quanto á maneira como o nosso desejo interfere com a verdade. De fato, do ponto de vista emocional, em um primeiro momento, o pesquisador está sob o foco do seu desejo, que é descobrir algo novo, útil e inusitado. No segundo momento, no teste da repetição, o que prevalece é o medo dele ter errado na primeira pesquisa, ou o desejo de achar o erro do colega, caso não seja a mesma pessoa que aplica o teste da repetição.

Será que o desejo do observador interfere com a forma como a realidade se mostra e portanto sobre a forma como o mesmo chega a conceber a verdade? Provavelmente sim. Ampliando o leque de sentimentos que podem interferir no nosso modo de ter acesso à realidade, podemos supor que qualquer sentimento pode interferir na percepção da realidade e mediar a nossa concepção da verdade.

Tudo isso é negativo? Absolutamente não, muito pelo contrário. Cada um de nós, a partir do seu mundo interno, “revela” um aspecto da verdade, seja ele norteado pelo medo, pelo desejo, pela ansiedade ou por qualquer outro sentimento. O único inimigo absoluto da verdade é a impossibilidade de pensar, pois ela nos remete aos objetos bizarros e opacos que abitam a nossa mente e fragmentam inexoravelmente a realidade e a nossa concepção da mesma.

Pois no final desta discussão sempre me vem à mente a questão que incomoda : Existe uma verdade que desafia as demais que é a Verdade personificado na Deus encarnado , o Cristo ( Eu sou a verdade e a verdade vos libertará!) ? E qual o sentido da liberdade para o homem na sua fragilidade e finitude com base na verdade da promessa ?

Entendo que a palavra Verdade nunca será um sinônimo completo de si mesma se não considerar o contexto onde esteja sendo considerada e defendida por quem quer se seja. Do ponto de vista humano um verdade unica não pode existir sob pena de inviabilizar a convivência civilizada e pacífica , mesmo em família. Por outro lado no contexto religioso esta verdade pode tomar forma de Dogma e este por si só inviabilizar a comunicação entre semelhantes !

Prefiro pensar que a verdade será relativa sempre , daí a fragilidade da justiça humana. O ponto de vista será verdadeiro para um e não apra outro . A Tolerância pela diferença é o exercício que é penoso mas eficaz para este paradoxo humano. O perdão sempre a solução para os impasses que não chegaram a conclusão ou consenso.

Marcos C. Ribeiro

 
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Publicado por em 30/06/2012 em Filosofia, Geral

 

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Fecha-se um ciclo e abre-se outro !

Caros leitores e amigos,

A ausência desta mídia teve uma justificativa : a concentração absoluta em um período de transição especial e peculiar como tantas coisas que aprendi no Family Business nestes 4 anos e 3 meses de Jacto . Minha consideração e reconhecimento ao Grupo Uji , a Família Nishimura e tantos bons colegas e amigos de trabalho. Uma equipe fantásica que me fez crescer como gerente e líder de pessoas , como me realizou demonstrando crescimento e amadurecimento fantástico. Os gestores que pude orientar e ajudar como Coach e Menthor , minha gratidão pela oportunidade.

O fechamento de ciclo não rompe relações , nem amizades ou coleguismo . Simplesmente abre a possibilidade do relacionamento de longo prazo sempre suportado pela comunicação e pela confiança . Onde nossas falhas houver o perdão sincero  sempre resolve .
O ciclo da Jacto foi fechado com muito cuidado e consideração e teve como grande sponsor Jorge Nishimura , o CEO , Presidente do Conselho e grande integrador de um grupo tão grande e complexo de tantas operações e tantos mercados. Meus votos de continuo sucesso e crescimento auto sustentado em busca de uma excelência que não é utopica mas possível e provável. Que a transição tão esperada e de tantas esperanças para a organização , com a entrada da 3a Geração , seja harmonica mas trasnformadora para os desafios da 2a e 3a décadas deste século.

Saio feliz porque é quase unânime a percepção de que o Grupo hoje é diferente porque evoluído desde minha chagada em março de 2008 . Feliz e realizado ! MAs como alguns gerentes me confirmaram , para minha satisfação e consciência de mudança , eu tambem não sou o mesmo , mas um pouco melhor do que era quando aqui cheguei.
O novo ciclo começa em breve, e só fo possível porque estes anos na UJI e Jacto me deram a bagagem e experiência que seriam necessárias para mais um processo de mudança e transição em outras terras, outro Family Business em outro contexto ainda que em cenários semelhantes . Desafio encorajador como executivo, mudanças pessoais e familiares que constroem um novo equilíbrio na vida de cada um de nós 5 e dos próximos que nos cercam.
A Deus toda a Glória e minha gratidão  ! e mais a oração de que o novo ciclo seja mais um ministério de trabalho de bom testemunho e vida sob sua proteção e inspiração !

Sim e tambem , agora , a possibilidade de retomar os posts e compartilhar com todos um pouco mais do que aprendi e observei !

Até breve
Marcos da Cunha Ribeiro

 
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Publicado por em 31/05/2012 em Geral, Pessoal

 

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