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Arquivo do autor:Marcos C. Ribeiro

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Sobre Marcos C. Ribeiro

Para justificar porque Notas Livres : Engenheiro Mecânico , Economista , Especialista em Marketing B2B e executivo professor da EMI , Protestante Histórico ativo , segundo um amigo Jean Bartoli filósofo prático, professor da EBD da IPBut , frase inspiradora do Millor que está nos tags : Livre pensar é só Pensar !!!

DIA 11 DE DEZEMBRO – DIA DO ENGENHEIRO !

Caros Engenheiros do Brasil ,

Ainda não completamos as 24 horas do dia 11 de dezembro.

Eu ia deixar passar, mas de momento me ocorreu que seria uma injustiça com meus colegas e comigo mesmo. Deixar passar em branco esta data sem uma reflexão que me ocorreu mais de uma vez, mas quem sabe hoje de forma mais forte!

Há duas semanas comemoramos 35 anos da turma Mack Mec. 78  e sem falhas nestes 35 anos pudemos não só reafirmar o espírito Mackenzista de ser mas repetir com orgulho “ uma vez Mackenzista , sempre Mackenzista !”

Primeiro que espero seja entendida como uma homenagem à todos os colegas graduados em engenharia , exercendo ou não esta profissão tão especial em qualquer rincão do Brasil !

Também como homenagem a quem quer que tenha sido influenciador do currículo e grade de graduação deste bacharelado , como se dizia nos bons tempos , em especial aos que mais influenciaram esta formação depois que o engenheiro deixou de ser um profissional liberal, exclusivamente, mas passou a ser um profissional que na organização industrial (e depois dos anos 60 financeira).

Colaborou e empreendeu de forma a dar a estas organizações oportunidades de desenvolvimento, crescimento, evolução, e por muitas vezes de liderança, por conta de uma formação, competências desenvolvidas e conhecimentos duramente adquiridos que fizeram e ainda fazem a diferença, com o maior respeito, aos demais colegas de outras formações.

Lembrei-me da nossa data este ano de forma tardia. Mas ainda a tempo, pois vou postar antes da meia noite!

Mas a maior inspiração para estes pensamentos podem ter vindo de bons exemplos de nossa vida e geração de engenheiros? Não vou nominá-los todos pois certamente serei injusto ! Mas nossos professores da Escola de Engenharia Mackenzie ( como era de fato seu nome até forças maiores mudarem a memória e a honra ?) , nossos mestres , nosso paraninfo ( falo agora em nome da turma de Engenharia Mecânica Mackenzie 1978 ) ou os mestre de nosso colegas da Poli , FEI , Mauá , FESP ,Mogi e tantas outras ? Bem alguns nomes aqui vão ficar como minha homenagem pessoal, ainda que corra o risco de falha com alguém, mas Waclaw  Cywinsky (acertei da ortografia ?) Hélio Nanni , Kock , Nietto, Mirshawka , e tantos outros !! Ou de outros nomes mais públicos e tão memoráveis  como Dr Antonio Hermínio de Morais, J.  Gerdau, Dr Olavo Setúbal, Figueiredo Ferraz, Ramos de Azevedo, irmãos Mendonça de Barros e tantos outros.

Se eu pensar em engenheiros que mais influenciaram minha vida a ponto de me tornar engenheiro em meio a muitos dentistas ( que em parte são engenheiros entre tantas pontes, pilares e vigas em balanço ?!) só posso lembrar dos primos e amigos que me antecederam nas escolhas , na produção de vidro , ar condicionado, sistemas de acionamentos e até especialistas em concreto . Sim me antecederam mas me aconselharam : Marcos , se você quer uma carreira de crescimento e sucesso vá para produção , manufatura , fábrica ! Chão de fábrica! Fui e não posso nem me arrepender e nem deixar de agradecer. Nunca fui do perfil de cálculos e pranchetas, ou mesmo de pura academia e pesquisa! Sim, minha possibilidade de estar com pessoas, viver as complexidades não cartesianas, experimentar as forças intangíveis da política me levava para a produção e para o ambiente industrial como base.

Mas hoje me vejo como especialista em Marketing Industrial ( finalmente entendido como Marketing do B2B) e me vejo cercado de amigos de formação de engenheiro.

O que tem o engenheiro que o faz eclético na área de administração, do marketing ou mesmo da gestão de pessoas? ( meus grandes mestres J.C.T Moreira e  L.C. Cabrera são engenheiros!)

O que me impressiona até hoje quando vejo e ouço, engenheiros músicos ( e não sei se Engenheiros do Havaí são  engenheiros !!), mas vejo exemplos como Carlos Godoy , Carlos Alfredo , Luiz Antonio R Pinto, e tantos outros que enriqueceram a engenharia com a sensibilidade ( e não a métrica! ) da música, é que a engenharia não é puramente cartesiana como muitos ainda pensam.

Sim, talvez eu seja de um tempo onde os doutores eram sempre médicos ou advogados. Sem nenhum demérito, mas por quê? e a carreira de engenheiro que seguiu a necessidade do desenvolvimento da infraestrutura , da manufatura de escala , da sofisticação da eletroeletrônica , entre outros , éramos a 3ª via ? Realmente a 3ª via!

Hoje somos minoria. Somos menos do que 50 % da necessidade do país. Somos de fato 37 mil vagas que após vestibular se tornam 27 mil alunos e ao final de 5 anos de formação somos menos do que sete mil engenheiros para uma demanda média anual do nosso país de 10 a 12 mil novos engenheiros por ano. Triste estatística para quem pretende crescimento de PIB acima de 2% !!

Somos então ou uma “mercadoria” em extinção, ou somos um grupo de pessoas com aptidões e conhecimento em declínio demográfico?

Somos poucos porque somos os que sobrevivem aos 5 anos mais desafiadores e difíceis de uma Universidade da área de exatas ( é bom separar as áreas para não ferir suscetibilidades !) em tempos onde , infelizmente , e na maioria das vezes , privilegiam ao objetivo de maior retorno com o menor esforço ! Ou sempre os melhores resultados a qualquer custo, por qualquer meio, e no mais curto prazo!

Definitivamente a data é memorável e digna de lembrança!

Os profissionais que na engenharia se formam, para as mais diversas contribuições de serviços e trabalhos ( projetos) para o sociedade merecem meus respeitos! Homenagens, porque sou privilegiado de ser um engenheiro, eclético, músico e companheiro de outros engenheiros, ( engenheiros que se formaram médicos , advogados e financeiros também ) que muito me honram pela companhia na formação e no reconhecimento de nossa base de formação que tem sido um dos alicerces para a sociedade brasileira, apesar de tantos terrenos lodosos a que somos expostos todos os dias de nossas vidas ! ( estabilidade de estruturas é uma das grandes ameaças dos dias de hoje !)

Deus dê graça e atenção aos engenheiros neste dia!

Que as estruturas de nossa sociedade de hoje e do futuro tenham seus cálculos suportados por engenheiros competentes.

Que nossa economia, ao invés de corporativismos fátuos, possa criar as sinergias necessárias entre engenheiros, administradores e economistas para a prosperidade da sociedade ser de fato uma possibilidade ampla, geral e irrestrita.

 

Abraços aos engenheiros deste país!

 

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 11/12/2013 em Contexto, Geral, Pessoal

 

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CARREIRAS E SUAS COMPLEXIDADES MAL TRATADAS

Quando se analisa carreiras todos esperam de suas empresas, ou empregadores, um plano de carreira. Ledo engano….

Não existe o plano de carreira, como se pensava, há muito tempo. Existem sim eixos de carreira, nas empresas, e estas podem  identificar o executivo como um potencial importante para desenvolvimento e desejar que ele prossiga sua vida nesta empresa em um destes eixos.
Os eixos em geral são de administração (certo ou errado inclua-se TI), comercial (vendas e marketing), manufatura (industrial ) e no caso de empresas com produtos e tecnologias o eixo técnico bem definido e com boa ênfase em P&D .
Ocorre que no percurso de uma carreira se almeja progresso profissional e este em geral está implícito em cargos de maior responsabilidade, ou no caso da carreira técnica , maior especialização e em algum ponto gerenciamento de equipes.
O crescimento da responsabilidade da função pode e deve estar acompanhado de autonomia e capacidade de tomada de decisão e a partir de cargos de diretoria em geral entram como componentes de complexidade a visão estratégica e a visão ampla e integrada do Business.
Neste ponto é que deixo a questão para reflexão :
A complexidade crescente que faz dos diretores e vice presidentes até os CEOs, COOs, CFOs cargos de grande importância e responsabilidade exigindo bagagem , competências bem desenvolvidas , experiências de sucessos e até , porque não , alguns insucessos que contaram no aprendizado, tem pontos que infelizmente passam ao largo do desenvolvimento das carreiras e podem cedo ou tarde trazer riscos e soluções de continuidade indesejados . São eles:
1. Ambiguidades
2. Contradições
3. Paradoxos

Com o maior cargo e maior responsabilidade, na alta direção, reportando para Cs ou para Conselhos crescem também estas complexidades que devem ser foco de atenção.

Estas complexidades acima citadas em geral são geradas por incoerências entre discurso e prática; ou por valores escritos mas esquecidos ; ou  propósitos, causas, ou missões publicadas, mas não comunicadas , a ponto de não se ter colaboradores aderentes, comprometidos e compartilhando desta visão de futuro que também pode e deve ser alinhada com os valores e propósitos de vida individuais.

Nestes paradoxos moram muitas frustrações de carreira de muitos colaboradores.
Nestas ambiguidades moram muitas trombadas entre pares de alta direção.
Nestas contradições morrem as possibilidades de comprometimento verdadeiro;
neste conjunto de complexidades mal tratadas crescem os comportamentos de sobrevivência e, portanto do cinismo corporativo.

Marcos C Ribeiro dezembro de 2013

 
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Publicado por em 06/12/2013 em Administração, Geral

 

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Brasília – uma nova visão – agora no Lazer e não no dever.

Brasília , pela primeira vez a passeio depois de muitas vezes a trabalho. Lembranças dos amigos de Moore e Donneley , lembranças de embates Abraform e Abigraf com Correios e Ministério das Comunicações , lembranças de CEF , BRB e outros clientes importantes.
Jantamos no Dom Francisco, que já foi para matar a saudade.
A cidade é diferente :
Tem mais de 50 anos mas ainda não tem muita história a ponto de ter carisma . Não arrepia ! Não acho que seja má influência dos péssimos fluidos que vem do congresso , Executivo e mesmo do STF ultimamente ( mais de 10 anos !!! Ufa!) .
Acho que por se dar maior ênfase a arquitetura , obras de arte de Niemeyer , um projeto urbanistico que tem algum sentido quando se vê de avião, não dá para sentir o calor humano , gente , alma !!! Uma pena !
Mas o pior foi ver calçadas e gramados imundos com muito lixo . Um péssimo cartão de visitas para qualquer um e inaceitável para a auto imagem que o Governo quer para o Brasil . Mas o Brasil somos nós e nossa auto imagem passa por muito lixo, humano, jogado na rua !
Sim ,me recomendaram não andar, só, na rua depois das 20:00 horas . Nem na Capital federal ?
Força Nacional marchando e fazendo alguma parada em frente ao ministério da Justiça . Hoje dia 28 de setembro . Não foi para o publico mas para quem ? Seria a Força Nacional o arremedo da Força Bolivariana ?
Linda exposição do Santander no Museu Nacional e uma conjugação entre obras de arte ( Pinturas de brasileiros ) intermeadas com poesias dos nossos modernistas e até Vinicius de Morais. Muito bom mesmo ! Parabéns ao Santander e equipe organizadora.
A Catedral metropolitana é linda como peça de arquitetura mas não inspira . Inspira mais a velha crus da primeira missa de 1958 abrindo o canteiro de obras do sonho de Juscelino.
Prédios dos Ministérios são mal mantidos e as calçadas tem vários defeitos .Pedestre aqui tem pouca vez , mas , pasme , na faixa os carros param onde não há farol e respeitam o pedestre.
Enfim , como primeira impressão a passeio , quase sinto falta dos dias de executivo quando esta cidade tem alguma força no vai e vem dos lobbies e trabalho alem de algum charme brega que os políticos promovem . isso sim , no final de semana não fazem falta por aqui !

Abraços

 
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Publicado por em 28/09/2013 em Contexto, Geral, Pessoal

 

“Qual o futuro do Marketing no Brasil e no Mundo ?”

Esta foi a pergunta que fui solicitado a responder por um amigo cursando MBA em Marketing Empresarial .
Compartilho com vocês a resposta sem nenhuma pretenção de exaurir o assunto dado que a pergunta deve compor uma pesquisa para suporte do TCC do MBA certamente.

Mas acho que sempre é tempo para esta reflexão muito oportuna , provocada pelo professor da área .

Primeiro não gosto e nem concordo muito com o nome Marketing Empresarial , pois fica difícil entender se a intenção é simplesmente didática ou até proposta comercial para o MBA , daí conhecer a grade curricular é o que mais importa. ( Marketing de Empresa , ou Marketing no Empreendimento , ou ainda Marketing no empreendedorismo ).
Em qualquer dos casos hoje o Marketing apresenta de forma já consagrada algumas especialidades tais como :
Marketing de Consumo ( de longe o mais tradicional e no Brasil arraigado desde o final da década de 50 )
Marketing Industrial (hoje também conhecido como MKT B2B) e este focado no Marketing entre empresas , ou entre CNPJs , ou entre empreendimentos !!!? Será que seria o seu caso ?
Marketing Direto como especialidade do marketing de consumo no que hoje pode até se confundir com e-commerce e e-business .
Outros com certeza .

Por isso nas academias mais tradicionais ainda se vê Marketing até pós graduação como uma cadeira de especialização de administração ou se como opção de curso superior sempre pautado no MKT de Consumo e as vezes uma pincelada no Marketing Industrial.

Vamos a pergunta :

Minha resposta é : O futuro do Marketing no Brasil ( sempre mias tarde do que no mundo e sempre com uma defasagem média de 10 a 15 anos pelo menos ) é de que o Marketing não seja uma matéria ou uma cadeira mas um conjunto de conhecimento que se mistura com modelos ótimos de gestão e portanto permeia os processos críticos da empresa sempre NO FOCO DO CLIENTE , para prosperidade do Cliente e portanto geração de riqueza e valor para a empresa , para o cliente e para a sociedade no seu entorno. Nesta tendência o Valor tem mais importância do que a escala ou quantidade e tudo está baseado no relacionamento significativo e duradouro entre as pessoas que representam as partes ( portanto empresa / empresa ; pessoa /pessoa; venda/consumidor). Neste cenário a percepção de valor do produto e ou serviço é mais importante do que o preço, da marca e da moda. Os conceitos de Mkt de Consumo e MKT Industrial ficam a cada período mais próximos e mais sinérgicos e o que pode mudar é o tamanho da base de dados e as ferramentas que se utilizam . Mas o velho conceito PPP cai por terra porque hoje o ponto é virtual , o produto é serviço e o preço é percepção de valor.
Recomendo muito a leitura e pesquisa na seguinte bibliografia :
No Foco do Cliente – José Carlos de Teixeira Moreira
Capital do Valor – edição HSM do mesmo JCTM
Marketing 3.0 de Kotler editora Elsevier

Posto isso , agora é a vez de vocês comentarem !!!
Abraços

Marcos

 

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