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Arquivo da categoria: Administração

CONJUNTURA E CENÁRIOS POLÍTICO-ECONÔMICOS DO BRASIL EM 2014 E A PRODUTIVIDADE No 5

Falei que o assunto não se esgotaria tão cedo pois entre outros motivos o post No 5 do tema é um que encerra a série de 3 artigos da Revista de Marketing Industrial , a de No 67 , que complementa os artigos das revistas No 63 e 65 onde analisamos a produtividade no contexto da Empresa Válida , em seus diversos eixos ou atributos no que conhecemos como a Constelação de Valor .

Saiu a nova e ultima desta série ,  matéria sobre o enfoque de produtividade na visão de Marketing Industrial e na Constelação de Valor das Empresas Válidas. Desta vez foquei a parte que mais me encanta pois é onde podemos por em prática a estratégia e tecnologia comercial a serviço do Cliente e no Foco do Cliente . Abordo as atividades de vendas e marketing expressas no nosso desejo de promover a prosperidade dos clientes e sustentada por relações significativas e duradouras com eles.

A Revista de Marketing Industrial , editada bimensalmente pelo Instituto de Marketing Industrial , já está nas bancas e já chegou aos assinantes e amigos do Instituto . É a Revista de No 67      rmi-67-mcribeiro-v4 .

O arquivo está no link logo acima !

Bom Proveito e até breve ,

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Liderança e o desafio da Credibilidade e Confiança .

Comecei este artigo há uns 15 dias e coincidentemente ao estar revendo e finalizando o mesmo, eis que me deparo com preocupações semelhantes em vários pontos de nossa sociedade.

Em inglês uma posição muito forte para qualquer formação de cultura, gerenciamento de pessoas pelo exemplo, entre outros me remete a frase “Walk the talk !”

No nosso Brasil tropical sempre usamos ditados e provérbios, digamos enviesados. Certamente este viés é forte e preponderante em formar nossa cultura como sociedade e, portanto em nossas instituições , seja de governo de nação , estado ou município,  mas certamente no âmbito de núcleos sociais como comunidades de toda natureza , inclusive as religiosas , eclesiásticas ! “ Faça o que eu falo mas não faça o que eu faço !”  Lembram ?

Sempre me lembro nestas horas de importantes ensinamentos de nossa amiga Ethel B. Medeiros

Quando dizia que consistência é a coerência prolongada! Oras o que é coerência senão ações que comprovem e confirmem afirmações e posições tomadas? Consistência é Walk the Talk!!!

Se falamos de Gerenciamento pelo Exemplo , estamos falando do “ Walk the talk “!

Pois bem, não bastasse isso encontro em recente artigo de Alberto Carlos Almeida  ( Jornal O Valor ) uma colocação que me provocou , digamos , uma indignação com o status quo! (a discussão era da situação política do Brasil e fazia uma comparação entre condições e posição de Nixon nos anos 70 nos USA e Dilma nos anos 20XX no Brasil! ) : “Credibilidade, assim como confiança, é um ativo que cresce à medida que é utilizado!”  E diz ainda , em contexto de discussão política: “ Como Nixon nos ensina,  credibilidade não usada é credibilidade perdida !”

Diz o texto de Alberto Carlos Almeida:

“Na realidade o problema começa quando a população não entende os porquês da dificuldade ( dificuldades do ano 2015 !) , e acima de tudo , quando não vê o governo se empenhando para que as coisas mudem para melhor .”  e em seguida coloca o exemplo do pai que ficou desempregado e pede para a família reduzir gastos e temporariamente corta o curso de inglês dos filhos , mas que vai a luta , faz o Curriculum e diariamente mostra o empenho em buscar nova oportunidade de trabalho . Vai conseguir, mas o exemplo dado foi coerente com a solicitação de cortes de gastos e até investimentos da família. Todos vão apoiá-lo e dar-lhe suporte.

Para complicar um pouco mais nossas elaborações lembro que relacionamento é algo que acontece quando existe Comunicação e Confiança!  Confiança é derivada direta de credibilidade. Portanto relacionamento também é resultado da combinação positiva de comunicação e credibilidade. Este tema foi um trabalho de Jean Bartoli com ingredientes de Anna Arendt e que no final apela a possibilidade do perdão para o resgate do relacionamento quando confiança ( e credibilidade ) e comunicação falham por nossas fragilidades humanas.

O que acontece hoje no Brasil é isso tudo que acabo de dizer acima. Mas o foco desta reflexão não é só para o Brasil que sempre ocupa posição preponderante em nossas  preocupações , como se o Brasil fosse algo que , além e fora de nossa controle pessoal , interfere e influencia definitivamente nossas vidas ! (e em parte é isso mesmo que acontece!).

Mas veja por outro lado, desde os anos 80 passei  a observar e verificar que nossa economia formal e privada, nossa sociedade enquanto não pasteurizada e controlada por alguma força ideológica de qualquer vertente, sempre foi mais forte, superou e sobreviveu a todos os descasos e desmandos dos contextos vigentes. Desde a proclamação da república, mas de forma consistente, crescente e permanente cada vez mais firme, na passagem da ditadura Vargas, governos claudicantes, ditadura Militar e agora a pseudo-ditadura de esquerda, quase bolivariana que vivemos e nela imergimos.

Para fechar a reflexão meu desafio é de justamente colocar neste contexto amargo e temporariamente depressivo (até na economia!) e colocar em questão: Onde está a credibilidade de nossos líderes empresariais? Onde está o walk the talk destes líderes de empresas que comandam a economia real, que é a única que pode gerar riqueza para ser dividida na sociedade? Onde estão os líderes empresariais que se encastelam em associações e grupos, mas que nos momentos mais críticos ou se omitem ou esperam benesses de governos em decisões questionáveis de desonerações protegidas?

Em excelente artigo recente, Luiz Bersou coloca a necessidade de um pacto social para enfrentamento da crise atual por que passamos tanto política, quanto econômica.

Assim colocou Luiz Bersou na conclusão de seu artigo:

Questão fundamental que não está sendo percebida. Momentos de crise são também momentos de grandes ganhos ou perdas em credibilidade. Credibilidade é a mola de mobilização social. Fala-se em diálogos. Estão soltos por aí.

Diálogos soltos não levam a nada. A base para a capacidade de mobilização precisa ser o Pacto Social que traga para os líderes a condição de construir em conjunto.

Nesse momento em que o governo se mobiliza para salvar a si próprio, não quer cortar na própria carne, está abrindo mão de Pactos Sociais que não o interessam. Precisamos então de líderes empresariais e homens públicos que exijam a elaboração de Pactos Sociais que interessam principalmente à nação e que vão acabar salvando o governo que sobrar.”

Pois bem, lendo e relendo jornais e revistas recentes, consultando colegas que trabalham em Associações de classe empresarial vejo com preocupação que nosso empresariado em geral não só está na defensiva em relação a investimentos como também, como quase sempre nos últimos 30 anos, em posição não de protagonistas de propostas de Pactos Sociais como acima, de fazer acontecer como costumam cobrar de seus gerentes e diretores na empresa. Ao invés disso, estão  como sempre assistindo as coisas acontecerem e esperando que aconteçam como eles desejam . Poucos são exceção, e até estes tem estado em estado de observação.

Acredito que o problema do Brasil, das empresas, das associações e comunidades é anacrônico e sem solução de curto prazo. Precisamos de bons líderes e eles estão em falta!!

Marcos C Ribeiro

 
 

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CONJUNTURA E CENÁRIOS POLÍTICO-ECONÔMICOS DO BRASIL EM 2014 E A PRODUTIVIDADE No 4

Não acredito que este assunto se esgote no post No 4 do tema mas talvez até a consumação das eleições de 2014 eu vá olhar outros temas também urgentes e importantes.

Saiu a nova Matéria sobre o enfoque de produtividade na visão de Marketing Industrial e na constelação de valor das empresas válidas. Desta vez foquei a parte , diria , mais hardware , pois falo de produto, processos  e manufatura . Espero que gostem do texto e desde já agradeço os comentários.

A Revista de Marketing Industrial , editada bimensalmente pelo Instituto de Marketing Industrial , já está nas bancas e já chegou aos assinantes e amigos do Instituto . É a Revista de No 65 .

O arquivo está no link logo abaixo !

 

Bom Proveito e até breve ,

 

Produtividade 2 RMI No 65

 

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BUSINESS PLAN OU BUSINESS CASE ?

Não pretendo esgotar o tema em um único post. Nem acredito que exista somente uma resposta para a questão.

Por outro lado o tema passou a me incomodar muito nos últimos 3 anos dada a frequência com que fui obrigado a ouvir Business Case isso , Business Case aquilo quando no meu entendimento, talvez antigo e ultrapassado, me fazia questionar: mas onde está o Case ? Existe um plano, existe um objetivo, certo ou errado, existe a forma de fazer e alcançar os objetivos existe o custo e o investimento, mas está tudo no papel! Não existe um caso! Existe um plano com maior ou menor propensão a ser um desejo, sonho, ou mesmo uma necessidade, e talvez um dia no futuro, uma realidade.

Aprendi de diversas escolas de Negócios como submeter um projeto de melhoria, ou de investimento de capital, ou mesmo de mudança de processos críticos. O conteúdo de justificativas e defesas da recomendação de gastar ou investir tinha diversos níveis de complexidade e volume de conteúdo em proporção ao porte do valor envolvido, dos riscos, ou simplesmente porque iríamos requerer algum recurso de capital do acionista para fazer algo, que em tese, deveria, em certo tempo, depois de operacional e implementado, gerar negócios de tal forma a remunerar o capital e devolver o recurso ao seu dono.

Business Plan era o nome e o Capital Expenditure Requisition sua razão de ser, entre outras. Havia diversas técnicas e uma delas chamava a atenção, pois no documento escrito alguns itens descritivos (como: objetivo , informações de suporte, análise de mercado, plano de vendas , plano de manufatura, etc..) e claro no final justificativas financeiras detalhadas com as devidas análises de riscos e consequências da não aprovação ( risks & disalowance) eram escritas em redação normal descritiva e formal.

Na documentação de projeto, formato evoluído no tempo até o PERT COM, além do Objetivo , o WBS ( work breakdown) vinha antes de atividades detalhadas para um bom caminho crítico ( e hoje tudo no MS Project !) sendo que o detalhamento do WBS vinha em tempo de verbo afirmativo futuro de que seria a constatação de um conjunto de ações implementadas.

Ex: ìtem x) existe o terreno onde a planta será construída.

Isto implicava em pesquisa de alternativas, avaliação de investimento, análise de localização, análise de risco ambiental até a famosa atividade de conclusão que diria :

Atividade 1.2.5.x ) Aquisição e registro da propriedade imóvel onde será construída a planta.

Pois bem, talvez por isso , ao revisar e redefinir , gerar conteúdo e editar um PM Book , o PMI provavelmente assumiu o termo Business Case para o que seria na verdade o Business Plan que se aprovado daria direito de fato a iniciar a implementação de um belo projeto que seria então gerido nas melhores práticas do PMBook , por um PMOfficer certificado e ao fim haveria a entrega do projeto no prazo , no custo estimado e que uma vez operando cumpriria as promessas de Pay Back e ROI contempladas no plano original.

Depois de longa pesquisa com auxílio de amigos me parece que esta versão é a melhor explicação para que antes mesmo que um projeto bem sucedido vire um caso, ele já seja chamado de caso.

Veja um pequeno extrato do PMBook:

  1. 1.1.2 Business Case The business case or similar document describes the necessary information from a business standpoint to determine whether or not the project is worth the required investment. It is commonly used for decision making by managers or executives above the project level. Typically, the business need and the cost-benefit analysis are contained in the business case to justify and establish boundaries for the project, and such analysis is usually completed by a business analyst using various stakeholder inputs. The sponsor should agree to the scope and limitations of the business case. The business case is created as a result of one or more of the following: • Market demand (e.g., a car company authorizing a project to build more fuel-efficient cars in response to gasoline shortages), • Organizational need (e.g., due to high overhead costs a company may combine staff functions and streamline processes to reduce costs.), • Customer request (e.g., an electric utility authorizing a project to build a new substation to serve a new industrial park), • Technological advance (e.g., an airline authorizing a new project to develop electronic tickets instead of paper tickets based on technological advances), • Legal requirement (e.g., a paint manufacturer authorizing a project to establish guidelines for handling toxic materials), • Ecological impacts (e.g., a company authorizing a project to lessen its environmental impact), or • Social need (e.g., a nongovernmental organization in a developing country authorizing a project to provide potable water systems, latrines, and sanitation education to communities suffering from high rates of cholera). Each of the examples in this list may contain elements of risk that should be addressed. In the case of multiphase projects, the business case may be periodically reviewed to ensure that the project is on track to deliver the business benefits. In the early stages of the project life cycle, periodic review of the business case by the sponsoring organization also helps to confirm that the project is still aligned with the business case. The project manager is responsible for ensuring that the project effectively and efficiently meets the goals of the organization and those requirements of a broad set of stakeholders, as defined in the business case.

Se não foi o PMI que se apropriou do conceito, aparentemente distorcido de Business Plan, certamente tem ajudado muito em consolidar a situação que questiono.

Demorei a escrever este Post sobre este tema, mas hoje, justamente no Grupo de Harvard do Linkedin vi um debate sobre como construir um Business Case e li todas as respostas até agora publicadas em socorro à moça que gerou a pergunta.

Não resisti e respondi também com alguma ressalva que agora coloco como conclusão deste Post, em Inglês, pois assim foi feito, e me desculpe alguém que teria preferência por ler em português.

Question: Uma jovem senhora,

Building a Business Case, Manager’s Choice

When you have to write a business case, where do you turn for information on how to do it? Is there a blog or a book that you find useful? Do you use internal docs or resources? Also, what’s the most common reason you’re writing a business case–adding a staff member to your team? Investing in IT? Improving your company’s facilities? We’re looking to update our best-selling HBR Guide to Building Your Business Case, so if you have any feedback on the topic or the product, we’d love to hear from you! Thanks!

 

Answer:

Associated Partner at Carpsi – , CEO , Interin Management, Consultant and Career Coacher

Very interesting and many useful tips to help you achieve your challenges in building what you called Business Case. Among all answers only one or two have placed, and I agree, you should call Business Plan. The use of Business Cases in high level studies came up with Harvard more than 25 years ago and Business Case was exactly the study of a real business case after its life implementation, successfully or not. Business Case were studied to help executives to learn from well succeed business or failures in order to replicate what is best practices and do not make old proven mistakes. Unfortunately for any reason , but probably just because some Business Plan schools use to recommend to write it in the future stating in verbs time the action as already successfully implemented. PMI Book took this concept and started to call Business Plan as Business Case . I think our brains and emotions can make us traps when probably this is the reason that Business Cases promises use to failure in time , costs and deliverables. Nitin Korlekar gave us the brief resume of good steps, and Merle Van Eeden has used Business plan. Once the plan is implemented and results can be measured and reported you will have a case! Do not forget: paper accepts everything and this is the most important reason of majority BPs being too much optimistic and sometimes dramatically optimistic. Whatever the name and the objective, be realistic and only promise what can be accomplished. Good luck !

O estudo de casos como forma didática de aprimorar educação de executivos e melhorar a retenção de conteúdos foi desenvolvida por Harvard há muitos anos e só veio a ser questionada, pedagogicamente, há uns cinco ou seis anos. De todas as formas o estudo de casos, Business Cases, sempre pressupôs um caso real e mensurável pelo sucesso ou fracasso.

Chamar de Business Case o que seria o Business Plan antes mesmo de iniciar o projeto é presunção perigosa. Uma indução ao erro , seja do avaliador que aprova o investimento, seja do implementador no risco de que sua provável arrogância e prepotência os leve ao fracasso se conseguir implementar o que prometeu.

Entenda-se fracasso neste ponto como Payback ou ROI não atingidos no prazo prometido derivados de atrasos, falhas nos processos críticos ou custos e investimento muito acima dos estimados.

Em diversas discussões e pesquisas sobre planejamento e implementação, hoje em dia há algum consenso de que no Brasil, nós executivos melhoramos muito no quesito de planejamento, seja de curto ou longo prazos. Nem todas as empresas listadas em Bolsa confirmam esta constatação. Porem existe um consenso ainda bem arraigado e muito correto, nossa capacidade de implementação , execução , prazos e custo e investimentos dentro do orçado e resultados projetados atingidos, deixa muito a desejar e estamos pelo menos 20 anos atrasados em relação a média de empresas privadas de muitos países. Se houvesse um ranking sobre este tema no planejamento privado já estaríamos entre os 20 melhores do mundo , mas na execução nossa posição seria próxima ao nosso IDH ou nossa performance em Educação. E pior, não poderia ser diferente, poderia?

Conclusão: Até em planos de negócios, planos de investimentos e suas justificativas e mesmo em gestão de projetos precisamos hoje e sempre de um momento de “Back to Basics !”

Repito : Whatever the name and the objective , be realistic and only promise what can be accomplished.

Execute and implement as a master PMO but plan it as a master Business Man.

 

Boa Sorte nos Business Plans.

 
 

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CONJUNTURA E CENÁRIOS POLÍTICO-ECONÔMICOS DO BRASIL EM 2014 E A PRODUTIVIDADE No 2 !

Saiu o texto completo de produtividade no foco do cliente nas vertentes de Talentos realizados e Evolução deliberada , da constelação de valor de empresas válidas . Já está nas bancas .
bom proveito. e faça o link com post de 17 de março de 2014 !

Revista de Marketing Industrial !
Abraços
Marcos

 

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Petrobrás e o Pré-sal !

Continuo muito intrigado e até meio indignado com o que pode ser a maior falácia do Brasil das ultimas décadas.

Li cuidadosamente, em O Valor de 6 de março de 2014 , matéria paga da Petrobrás com o título : “Resultado Petrobrás 2013 e Novo recorde do Pré-sal : 412 mil barris de Petróleo por dia . Planejamento estratégico 2030 e Plano de Negócios e gestão 2014-2018”

Pois bem, acho que mesmo lendo mais de uma vez não entendi o conteúdo quantitativo e por conta deste entendo que o conteúdo qualitativo ficou totalmente prejudicado.

Vejamos:

  1. O pré-sal foi descoberto e anunciado com pompa e circunstância e mais uns R$ 220 Bi do BNDES entre 2007 e 2008 no final do governo Lula.
  2. A matéria aponta que temos 21 poços de pré-sal de alta produtividade. E indica que estes poços fazem parte do sucesso de R$ 23,6 Bi de lucros apurados em 2013 ( e não a venda de ativos que consta do relatório anual e monta R$ 23,4 Bi e também por coincidência em 21 operações estruturantes !). Oras, ao que se sabe não existe ainda tecnologia para produção em escala do verdadeiro pré-sal e este petróleo ( que existe em outras partes do mundo ) ainda não se tornou economicamente viável. E cada poço dos 21 na média produz 20 mbd.
  3. A produção do ano de 2013 média foi de 2539 mil  bpd , logo o pré-sal já é responsável por 0,016  % do total da produção da Petrobrás em menos de 7 anos do seu anuncio ? Mas recentemente ouvimos que era 16%%? Mas, ainda conforme a matéria, se a produção cresceu em 11 % desde 2006 podemos entender que em 2006 nossa produção na média era de 2259 mil mbd e, portanto o Brasil já deveria estar produzindo pelo menos 132 mbd de pré-sal em 2006? A conta não fecha, ou o petróleo da plataforma marítima tradicional perdeu produção nos últimos 7 anos.
  4. Reafirma a Petrobrás que sua produção irá crescer, em 2014, 7,5 % ou algo como 190 mbd  e para tal termos 9 nova plataformas que acrescentarão 1 mbd de produção . Devemos entender então que as 9 plataformas entrarão em operação na média entre julho e agosto e só produzirão meio ano. Se 9 plataformas acrescentam 1 mbd de produção , cada plataforma deve produzir 110 mbd  ou 5 vezes mais do que a média dos 20 poços que fazem nosso pré-sal um sucesso ?
  5. As novas plataformas de produção recém-inauguradas ou a inaugurar levam os números P55, P58, P62 e P63 e são todas encomendas de 2008 a 2009 e, portanto para petróleo de águas profundas, mas ainda não para o pré-sal.
  6. A base estratégica é de chegar a produção de 4000 mil mbd, ou 4 milhões de barris por dia. Isso requer crescer mais 46 sobre o projetado para 2014.  Ou aproximadamente mais 12 plataformas tão produtivas quando as novas de 2014 ou talvez mais 60 poços do Pré-sal.
  7. Investimentos para tudo isso , prometem , serão gerados da própria geração de caixa da Petrobrás, e montam para o PNG 2014-2018 até US$ 220 Bilhões.

 

Com tanta projeção, algo confusa para nós leigos em relatórios financeiros de resultados anuais, e muito mais leigos em petróleo, só posso concluir que fiz bem em vender as ações da Petrobrás, ainda em 2010, ações que comecei a investir, por acreditar, em 1985 como jovem recém-formado em economia e membro de um clube de investimento de aprendizado.

Outra conclusão é que se eu pudesse acreditar que os números acima fazem sentido e as projeções sejam realistas, ao preço atual na Bovespa eu deveria voltar a comprar ações da Petrobrás.

Outra conclusão é que os resultados prejudicados por políticas equivocadas de preço e distribuição de gasolina e outros derivados, como ação de contenção de inflação, não aparecem nas explicações públicas do lucro frustrante da outrora gigante do orgulho nacional.

Outra conclusão é que em adição ao que já foi emprestado para a Petrobrás até 2012 pelo BNDES depois dos aportes do tesouro, ainda restam mais US$ 220 bilhões. Alem destes devem existir investimentos de parceiros em até outros US$ 63 Bilhões.

Ultima promessa a ser cumprida e cobrada é de que em 2018 a produção do pré-sal representará 52% da produção de Petróleo total da Petrobrás.

Parece-me que não existem mais limites para as falácias e para o embuste aos investidores incautos.

Não, eu não voltarei a comprar ações da Petrobrás enquanto eu não entender muito bem os números que não fecham.

Se alguém souber me explicar os números acima expostos e me comprovar que existe sim tecnologia para produção econômica do verdadeiro pré-sal, sejam dos 412 mbd de hoje sejam os 2080 mil mbd prometidos para 2018, por favor, entre em contato que ficarei imensamente grato pelos esclarecimentos que espero sinceramente existam.

Aos portadores de ações da Petrobrás, meus melhores augúrios para que as perdas fiquem por onde estão.

Até que isso ocorra permaneço intrigado e indignado.

Boa Sorte Brasil!

 

Marcos C Ribeiro

 
 

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Como a visão superficial pode comprometer os projetos e o estratégico !

Compartilhando um pensamento rápido a partir da experiência de discutir um projeto em parceria com o amigo Celso Miori :

Discutindo , com um amigo e parceiro, um pouco de estratégia e planos de negócios, que eu ainda prefiro chamar de Business Plan enquanto outros ( hoje já sei que por influência do PMI e PM Book ) preferem o Business Case , descobri que o Esquimó consegue distinguir até 80 tipos diferentes de gelo . Isto o faz sobreviver e desenvolver sua sociedade e seus negócios nas geleiras do Ártico e cercanias , incluindo Alaska e Groelândia . Se deram melhor do que os visitantes Vikings de alguns séculos atrás.

Ocorre que na maior parte dos planos de negócios que temos visto a visão superficial é ainda a preferida . Falhas de aprofundamento de análises , segmentações e regionalidades transformam os planos em planos de alto risco de fracasso , enquanto payback , retorno e timing to Market. No paralelo é como se fossemos planejar um negócio no Alaska para concorrer com esquimós e só vemos um único tipo de gelo e ainda ficamos satisfeitos com isso .

Pense a respeito !!!

PS: Para mim Business Plan é o termo mais correto pois Business Case foi um processo didático de estudos que Harvard desenvolveu para a partir de casos reais ajudar os alunos de MBA e outros níveis a desenvolver o diagnóstico e análises de causas e efeitos , seja para o sucesso ou para o fracasso. Vou detalhar em breve em outro post.

Abraços Marcos Ribeiro

 
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Publicado por em 08/03/2014 em Administração, Contexto

 

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