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Arquivo da categoria: Contexto

Como a visão superficial pode comprometer os projetos e o estratégico !

Compartilhando um pensamento rápido a partir da experiência de discutir um projeto em parceria com o amigo Celso Miori :

Discutindo , com um amigo e parceiro, um pouco de estratégia e planos de negócios, que eu ainda prefiro chamar de Business Plan enquanto outros ( hoje já sei que por influência do PMI e PM Book ) preferem o Business Case , descobri que o Esquimó consegue distinguir até 80 tipos diferentes de gelo . Isto o faz sobreviver e desenvolver sua sociedade e seus negócios nas geleiras do Ártico e cercanias , incluindo Alaska e Groelândia . Se deram melhor do que os visitantes Vikings de alguns séculos atrás.

Ocorre que na maior parte dos planos de negócios que temos visto a visão superficial é ainda a preferida . Falhas de aprofundamento de análises , segmentações e regionalidades transformam os planos em planos de alto risco de fracasso , enquanto payback , retorno e timing to Market. No paralelo é como se fossemos planejar um negócio no Alaska para concorrer com esquimós e só vemos um único tipo de gelo e ainda ficamos satisfeitos com isso .

Pense a respeito !!!

PS: Para mim Business Plan é o termo mais correto pois Business Case foi um processo didático de estudos que Harvard desenvolveu para a partir de casos reais ajudar os alunos de MBA e outros níveis a desenvolver o diagnóstico e análises de causas e efeitos , seja para o sucesso ou para o fracasso. Vou detalhar em breve em outro post.

Abraços Marcos Ribeiro

 
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Publicado por em 08/03/2014 em Administração, Contexto

 

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Dos riscos de apagões e racionamento de energia – Desta vez não esvaziaram Furnas.

Tudo começou com uma troca de e-mails sobre a falácia da produção de petróleo do Pré Sal da Petrobrás do PT ! O interessante é que só falamos da fonte de energia dos chamados combustíveis fósseis .

Mas veio a pergunta de um primo querido que também é atuante nas questões ambientais :

Será que não deveremos partir mesmo para a bioenergia (cana, babaçu, etc…), além da eólica e solar?

Ou teremos de encarar a energia nuclear …

Respondi rapidamente mas acredito que é uma leitura realista do contexto e do cenário da geração de energia elétrica no Brasil de hoje e do Futuro . Logo depois disso li a ultima página da ultima edição de Exame e li o que o Professor Goldemberg falou na entrevista : ” Na prática já vivemos um racionamento !!”

Resposta para sua eventual curiosidade :

Nosso problema me parece ser outro , mas seguem alguns dados importantes :

 

Eólica no Brasil tem potencial limitado pois depende de ventos contínuos para ser eficiente e ter custo benefício compatível. Mesmo assim nossa maior instalação no CE está sem produzir porque a CHESF não construiu as linhas de transmissão . São vários M Watts disponíveis e inúteis.

 

Bio Energia já é realidade onde existe a possibilidade , assim mesmo as políticas de intervenção do governo mantem o etano com baixa rentabilidade para teoricamente conter a inflação ( falácia) e para manter refinarias da Petrobrás ativas , mas o tiro saiu pela culatra com o aumento de consumo e necessidades de importação , e agora com o cambio ainda apreciado mas mais realista ! Petrobrás via se esvaindo aos poucos.

 

Solar tem soluções mais interessantes para pequenos consumos. As células solares e geração de energia em pequenas porções em breve poderá ser útil para uso residencial e até fornecer excedente para as distribuidoras mas precisa que Aneel e legislação acompanhem as possibilidades o que não me parece ser boa expectativa pois as” Anateis a Aneeis” também estão aparelhadas pelo partido dominante do poder atualmente ..

 

Energia nuclear limpa é viável e realidade em todo o hemisfério norte ocidental mas depende de investimentos grandes e de infraestrutura , o que não tem sido o forte da nossa linha política de governo atual. Não tenho muitas esperanças de solução nesta linha nem nos próximos 10 anos !

 

Hidroelétricas no N do Pais estarão entrando no sistema com atraso mas vão segurar a barra por algum tempo. Mas sem linhas de distribuição e inteligência de distribuição dos excedentes vai haver racionamento e apagões …

Neste ínterim as termoelétricas a gás ou mesmo a óleo combustível podem ajudar e muito . No apagão do FHC ( provocado com o esvaziamento de Furnas de propósito… aliás !) foram viabilizadas mais de 40 termoelétricas mas acredito que só a metade saiu do papel . São investimentos unitários menores e de fácil localização regionalizada. O custo é maior do que a energia hidro mas é mais baixo do que todas as outras.

 

Pegar de volta Os G Watts que fornecemos para AR seria um problema e continuar a pagar mais caro para as sobras dos Paraguaios de Itaipu já é parte da solução insuficiente de hoje.

 

Crescer a mais de 4% ao ano no PIB ter em breve um novo contingente de classe média comprando aparelhos de AC para suas casas é caos no suprimento antes que qualquer solução bem planejada possa ser implementada . Como Planejamento não existe no Brasil há mais de 12 anos podemos saber o que nos espera.

Boa sorte para todos nós !

 

 

 
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Publicado por em 17/02/2014 em Contexto, Economia

 

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DIA 11 DE DEZEMBRO – DIA DO ENGENHEIRO !

Caros Engenheiros do Brasil ,

Ainda não completamos as 24 horas do dia 11 de dezembro.

Eu ia deixar passar, mas de momento me ocorreu que seria uma injustiça com meus colegas e comigo mesmo. Deixar passar em branco esta data sem uma reflexão que me ocorreu mais de uma vez, mas quem sabe hoje de forma mais forte!

Há duas semanas comemoramos 35 anos da turma Mack Mec. 78  e sem falhas nestes 35 anos pudemos não só reafirmar o espírito Mackenzista de ser mas repetir com orgulho “ uma vez Mackenzista , sempre Mackenzista !”

Primeiro que espero seja entendida como uma homenagem à todos os colegas graduados em engenharia , exercendo ou não esta profissão tão especial em qualquer rincão do Brasil !

Também como homenagem a quem quer que tenha sido influenciador do currículo e grade de graduação deste bacharelado , como se dizia nos bons tempos , em especial aos que mais influenciaram esta formação depois que o engenheiro deixou de ser um profissional liberal, exclusivamente, mas passou a ser um profissional que na organização industrial (e depois dos anos 60 financeira).

Colaborou e empreendeu de forma a dar a estas organizações oportunidades de desenvolvimento, crescimento, evolução, e por muitas vezes de liderança, por conta de uma formação, competências desenvolvidas e conhecimentos duramente adquiridos que fizeram e ainda fazem a diferença, com o maior respeito, aos demais colegas de outras formações.

Lembrei-me da nossa data este ano de forma tardia. Mas ainda a tempo, pois vou postar antes da meia noite!

Mas a maior inspiração para estes pensamentos podem ter vindo de bons exemplos de nossa vida e geração de engenheiros? Não vou nominá-los todos pois certamente serei injusto ! Mas nossos professores da Escola de Engenharia Mackenzie ( como era de fato seu nome até forças maiores mudarem a memória e a honra ?) , nossos mestres , nosso paraninfo ( falo agora em nome da turma de Engenharia Mecânica Mackenzie 1978 ) ou os mestre de nosso colegas da Poli , FEI , Mauá , FESP ,Mogi e tantas outras ? Bem alguns nomes aqui vão ficar como minha homenagem pessoal, ainda que corra o risco de falha com alguém, mas Waclaw  Cywinsky (acertei da ortografia ?) Hélio Nanni , Kock , Nietto, Mirshawka , e tantos outros !! Ou de outros nomes mais públicos e tão memoráveis  como Dr Antonio Hermínio de Morais, J.  Gerdau, Dr Olavo Setúbal, Figueiredo Ferraz, Ramos de Azevedo, irmãos Mendonça de Barros e tantos outros.

Se eu pensar em engenheiros que mais influenciaram minha vida a ponto de me tornar engenheiro em meio a muitos dentistas ( que em parte são engenheiros entre tantas pontes, pilares e vigas em balanço ?!) só posso lembrar dos primos e amigos que me antecederam nas escolhas , na produção de vidro , ar condicionado, sistemas de acionamentos e até especialistas em concreto . Sim me antecederam mas me aconselharam : Marcos , se você quer uma carreira de crescimento e sucesso vá para produção , manufatura , fábrica ! Chão de fábrica! Fui e não posso nem me arrepender e nem deixar de agradecer. Nunca fui do perfil de cálculos e pranchetas, ou mesmo de pura academia e pesquisa! Sim, minha possibilidade de estar com pessoas, viver as complexidades não cartesianas, experimentar as forças intangíveis da política me levava para a produção e para o ambiente industrial como base.

Mas hoje me vejo como especialista em Marketing Industrial ( finalmente entendido como Marketing do B2B) e me vejo cercado de amigos de formação de engenheiro.

O que tem o engenheiro que o faz eclético na área de administração, do marketing ou mesmo da gestão de pessoas? ( meus grandes mestres J.C.T Moreira e  L.C. Cabrera são engenheiros!)

O que me impressiona até hoje quando vejo e ouço, engenheiros músicos ( e não sei se Engenheiros do Havaí são  engenheiros !!), mas vejo exemplos como Carlos Godoy , Carlos Alfredo , Luiz Antonio R Pinto, e tantos outros que enriqueceram a engenharia com a sensibilidade ( e não a métrica! ) da música, é que a engenharia não é puramente cartesiana como muitos ainda pensam.

Sim, talvez eu seja de um tempo onde os doutores eram sempre médicos ou advogados. Sem nenhum demérito, mas por quê? e a carreira de engenheiro que seguiu a necessidade do desenvolvimento da infraestrutura , da manufatura de escala , da sofisticação da eletroeletrônica , entre outros , éramos a 3ª via ? Realmente a 3ª via!

Hoje somos minoria. Somos menos do que 50 % da necessidade do país. Somos de fato 37 mil vagas que após vestibular se tornam 27 mil alunos e ao final de 5 anos de formação somos menos do que sete mil engenheiros para uma demanda média anual do nosso país de 10 a 12 mil novos engenheiros por ano. Triste estatística para quem pretende crescimento de PIB acima de 2% !!

Somos então ou uma “mercadoria” em extinção, ou somos um grupo de pessoas com aptidões e conhecimento em declínio demográfico?

Somos poucos porque somos os que sobrevivem aos 5 anos mais desafiadores e difíceis de uma Universidade da área de exatas ( é bom separar as áreas para não ferir suscetibilidades !) em tempos onde , infelizmente , e na maioria das vezes , privilegiam ao objetivo de maior retorno com o menor esforço ! Ou sempre os melhores resultados a qualquer custo, por qualquer meio, e no mais curto prazo!

Definitivamente a data é memorável e digna de lembrança!

Os profissionais que na engenharia se formam, para as mais diversas contribuições de serviços e trabalhos ( projetos) para o sociedade merecem meus respeitos! Homenagens, porque sou privilegiado de ser um engenheiro, eclético, músico e companheiro de outros engenheiros, ( engenheiros que se formaram médicos , advogados e financeiros também ) que muito me honram pela companhia na formação e no reconhecimento de nossa base de formação que tem sido um dos alicerces para a sociedade brasileira, apesar de tantos terrenos lodosos a que somos expostos todos os dias de nossas vidas ! ( estabilidade de estruturas é uma das grandes ameaças dos dias de hoje !)

Deus dê graça e atenção aos engenheiros neste dia!

Que as estruturas de nossa sociedade de hoje e do futuro tenham seus cálculos suportados por engenheiros competentes.

Que nossa economia, ao invés de corporativismos fátuos, possa criar as sinergias necessárias entre engenheiros, administradores e economistas para a prosperidade da sociedade ser de fato uma possibilidade ampla, geral e irrestrita.

 

Abraços aos engenheiros deste país!

 

Marcos C Ribeiro

 
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Publicado por em 11/12/2013 em Contexto, Geral, Pessoal

 

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Brasília – uma nova visão – agora no Lazer e não no dever.

Brasília , pela primeira vez a passeio depois de muitas vezes a trabalho. Lembranças dos amigos de Moore e Donneley , lembranças de embates Abraform e Abigraf com Correios e Ministério das Comunicações , lembranças de CEF , BRB e outros clientes importantes.
Jantamos no Dom Francisco, que já foi para matar a saudade.
A cidade é diferente :
Tem mais de 50 anos mas ainda não tem muita história a ponto de ter carisma . Não arrepia ! Não acho que seja má influência dos péssimos fluidos que vem do congresso , Executivo e mesmo do STF ultimamente ( mais de 10 anos !!! Ufa!) .
Acho que por se dar maior ênfase a arquitetura , obras de arte de Niemeyer , um projeto urbanistico que tem algum sentido quando se vê de avião, não dá para sentir o calor humano , gente , alma !!! Uma pena !
Mas o pior foi ver calçadas e gramados imundos com muito lixo . Um péssimo cartão de visitas para qualquer um e inaceitável para a auto imagem que o Governo quer para o Brasil . Mas o Brasil somos nós e nossa auto imagem passa por muito lixo, humano, jogado na rua !
Sim ,me recomendaram não andar, só, na rua depois das 20:00 horas . Nem na Capital federal ?
Força Nacional marchando e fazendo alguma parada em frente ao ministério da Justiça . Hoje dia 28 de setembro . Não foi para o publico mas para quem ? Seria a Força Nacional o arremedo da Força Bolivariana ?
Linda exposição do Santander no Museu Nacional e uma conjugação entre obras de arte ( Pinturas de brasileiros ) intermeadas com poesias dos nossos modernistas e até Vinicius de Morais. Muito bom mesmo ! Parabéns ao Santander e equipe organizadora.
A Catedral metropolitana é linda como peça de arquitetura mas não inspira . Inspira mais a velha crus da primeira missa de 1958 abrindo o canteiro de obras do sonho de Juscelino.
Prédios dos Ministérios são mal mantidos e as calçadas tem vários defeitos .Pedestre aqui tem pouca vez , mas , pasme , na faixa os carros param onde não há farol e respeitam o pedestre.
Enfim , como primeira impressão a passeio , quase sinto falta dos dias de executivo quando esta cidade tem alguma força no vai e vem dos lobbies e trabalho alem de algum charme brega que os políticos promovem . isso sim , no final de semana não fazem falta por aqui !

Abraços

 
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Publicado por em 28/09/2013 em Contexto, Geral, Pessoal